sexta-feira, 31 de março de 2017

Cinquentenário de Ultra Seven é tema do novo álbum da Patrulha Científica do rock


Em outubro que vem o clássico Ultra Seven completa 50 anos de estreia na TV japonesa. Como parte da celebração, será lançado no dia 7 de junho o álbum Ultraman the Rock, da banda Kagaku-Tokusoutai (se você ainda não conhece, dê uma olhada no blog do mestre Alexandre Nagado).

O álbum contará com faixas remixadas com os temas de abertura de Ultra Q, Ultraman, Ultra Seven, O Regresso de Ultraman, Ultraman Ace, Taro, Leo, 80 (Eighty), Towards the Future (Great), The Ultimate Hero (Powered), Tiga e XSerão 12 faixas no total que irão prestar tributo à franquia da Tsuburaya.

Veja o vídeo promocional e sinta só um gostinho do que vem por aí:



PS: Lá no blog do Nagado, o Sushi POP, tem um novo texto sobre a Kagaku-Tokusoutai e mais detalhes deste lançamento, que marca a oficialização da banda por parte da Tsuburaya.

E o que foi aquele crossover entre Shishi Red e Kamen Rider Ex-Aid?

Shishi Red e os Irmãos Mighty

O filme Ultra Super Hero Taisen estreou no último fim de semana no Japão. Para promover o crossover entre Kyuranger e Kamen Rider Ex-Aid nas telonas, Shishi Red aparece na série do herói Emu Hojo e vice-versa. Aqueles especiais de primavera (que serviam como prévia desses encontros no cinema) não existem mais. A ideia da Toei agora foi colocar o Lucky e Emu juntos em aparições desnecessárias no "especial" de TV chamado Kamen Rider × Super Sentai: Chou Super Hero Taisen: Movie Release Anniversary Special.

Em Kyuranger aparece o Space Ikadevil, da Shocker. Do nada surge um Kyutama de Ex-Aid e de lá, inexplicavelmente, aparece o atual Kamen Rider. Já em Ex-Aid, foi tão estranha a coisa que Lucky apareceu do nada, saudou Emu rapidamente e pronto, vamos lutar e a gente se vê logo mais. Ah, repare como em ambos os episódios os dois heróis nem se conhecem (ou se reconhecem direito).

Bom, por um lado seria interessante vê-los numa história só, mas isso é só pra dar um hype pra molecada ver o filme. Por outro, não tem muita lógica pois Ex-Aid se passa nos dias atuais e Kyuranger num futuro distante. No mais a gente tem que aguardar uns meses pro filme cair na net e ver como isso é explicado, pois na TV esse encontro não teve sentido nenhum.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Tokusatsu TV está fora do ar

Lançado em fevereiro passado pela Sato Company - afim de agregar de forma legalizada episódios das séries tokusatsu National Kid, Jaspion, Changeman, Flashman, Jiraiya e Jiban - o canal Tokusatsu TV está fora do ar. Segue o comunicado oficial:

"A todos os inscritos no canal Tokusatsu TV, pedimos paciência pois devido a políticas de uso o canal foi removido do Youtube. Estamos tomando as devidas providências e em breve retornaremos com as postagens e lives.

Obrigada."

quarta-feira, 29 de março de 2017

Boicote contra o filme de Death Note é maior bobagem do ano

Nat Wolff como Light Turner

Tem certas coisas na cultura pop japonesa que a gente tem que levar no bom humor. É rir pra não chorar por causa de absurdos que rolam por aí. A bola da vez é a tal petição criada para boicotar o novo filme do Death Note, que será lançado mundialmente pela Netflix no final de agosto. A petição que tem mais de dez mil assinaturas queixa por escalarem atores brancos (Cuma???) e que, na mentalidade dos revoltadinhos, "isso vai contra a alma da história" (Cuma??? 2).

Uma coisa é você analisar a história, ver se a adaptação tem coerência, se a trama envolve o espectador, etc. Agora julgar a cor da pele dos atores? Isso é um racismo sem tamanho.

Que tal esperar o filme estrear, hein? É mais sensato e inteligente do que ser chato e pagar mico com tanto mimimi. E não dá pra ficar igual a série de mangá/anime e não é uma versão estadunidense que vai apagá-la da história.

Bizarro.

Crunchyroll segue investindo em mais séries Gundam

Gundam Wing está de volta ao Brasil

Nas últimas semanas os fãs de Gundam estão sendo muito bem agraciados. O canal de streaming Crunchyroll lançou ultimamente as séries Gundam 00 (leia: Double O), Gundam Wing (exibido no Brasil pelo Cartoon Network em 2001), Gundam Build Fighters e Gundam Build Fighters Try.

Na noite desta terça (28) o canal anunciou mais uma surpresa: a série Kidou Butouden G Gundam, de 1994.

Todas as citadas acima foram licenciadas diretamente pela Sunrise, o próprio estúdio que produz a franquia. No momento estão apenas disponíveis legendas em inglês, mas as legendas em português estarão disponíveis em breve.

Na Crunchyroll também estão disponíveis as séries Gundam: Tekketsu no Orphans e Gundam Unicorn RE:0096, com distribuição da Anime Consortium Japan (para transmissão simultânea) e em português.

Ceará já ficou sem sinal do SBT nos anos 90

Ratinho e seu extinto programa na Record (Foto: Divulgação)

Esse embargo das operadoras de TV por assinatura para renovar o sinal dos canais SBT, RecordTV e RedeTV! me lembrou de um episódio que aconteceu aqui no Fortaleza e também em outras duas cidades. Tudo aconteceu após Ratinho sair da Record para o SBT, entre o final de agosto para o começo de setembro de 1998. Diziam na época que a troca de afiliação do SBT para a Record tinha a ver com a rescisão do apresentador. Era conhecida como "a vingança de Edir Macedo contra o Ratinho". Não vou entrar no mérito dessa questão.

Tenho lembranças da época. A Record tinha sinal aberto aqui em Fortaleza no canal 14 UHF. Por lá esteve em fase experimental entre 11 e 13 de agosto de 1995 e só voltou em caráter oficial em 4 de novembro de 1996. Enquanto isso, o SBT era afiliada da TV Cidade entre 1982 e 1998.

A mudança se concretizou no dia 5 de outubro de 1998, às 8h da manhã. A TV Cidade passou a transmitir o sinal da Record a partir das 8h da matina. Poucos minutos depois, o canal 14 deixou de transmitir e as barras de cor ficaram no lugar até sair do ar - voltando em julho do ano seguinte com a já extinta Rede Mulher (atual Record News).

Lá na Wikipédia há uma informação que diz que a emissora de Silvio Santos esteve no canal 54. Errado. Na época quem ocupava o sinal desta faixa UHF era a CNT/Gazeta (entre dezembro de 1997 e março de 2000). O resultado é que ficamos sem o sinal do SBT por quase três meses. Muita gente reclamou - e com razão - por "ir pra cama" ser o ver o Jô Soares Onze e Meia ou mesmo ficar sem assistir o Em Nome do Amor nas noites de domingo. Só quem poderia assistir o SBT - e sem programação local barrando o horário de Chapolin e Chaves - era quem tinham TVs por assinatura como a extinta TV Show e a antiga RTC (atual Multiplay).

Nas vésperas da troca, haviam rumores de que a TV Jangadeiro se tornaria afiliada do SBT. Por volta de novembro saiu a nota oficial e a data marcada ficou para 1 de janeiro de 1999. Assim, os dias da Band estavam contados no canal 12 VHF até o último minuto de 1998. Só que para não ficarmos órfãos do antigo canal do esporte, entrava ao ar, no dia 28 de dezembro de 1998, o canal 20 UHF com sinal da Band. Faltando três dias para o final do contrato com a Jangadeiro.

O interessante é que durante a virada do ano, no nosso horário local (à 1h da manhã pelo horário de verão), a festa de réveillon da Band (com show de axé ao vivo) foi interrompida por mensagens dos apresentadores do SBT. Como Ratinho disse na ocasião, o SBT não queria ficar em segundo lugar. Aliás, nenhuma das cinco principais emissoras do Brasil querem ficar sem sinal. Quem perde é o público que pode ficar sem ver TV.

terça-feira, 28 de março de 2017

Novo trailer de Homem-Aranha é mais frenético que A Liga da Justiça

Homem-Aranha: De Volta Para Casa promete ser um filme espetacular, com muita ação, adrenalina e humor e tudo mais que não conseguimos captar no trailer da Liga da Justiça, de Zack Synder. Pelo menos é essa impressão que o novo trailer passa nesta que é a primeira produção do Aracnídeo que a Marvel fará em parceria com a Sony. Assista:


O filme tem estreia marcada no Brasil para 6 de julho.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Power Rangers é sucesso praticamente garantido de bilheteria



O novo filme dos heróis de Alameda dos Anjos ganhou nota A pelo site Cinemascore, devido ao sucesso de bilheteria no primeiro fim de semana de exibição.

Até agora, Power Rangers arrecadou 40 milhões de dólares, números referentes aos EUA. A estimativa é que a bilheteria supere a arrecadação de Power Rangers - O Filme (1995) e Turbo: Power Rangers 2 (1997). Caso aconteça, o reboot deverá ser a quarta melhor abertura de março.

O resultado foi mais que o esperado por Haim Saban, criador da franquia nipo-americana. Ainda é preciso ultrapassar o custo do filmes - 100 milhões de dólares - para que aconteça a sequencia. Ainda falta a bilheteria no resto do mundo ser apurada para o somatório.

Os Vingadores reagem ao trailer da Liga da Justiça

Vídeo reúne os heróis da Mavel e da DC

O trailer do filme da Liga da Justiça foi lançado neste fim de semana. Todo mundo parou pra assistir e nem mesmo Os Vingadores perderam tempo. A paródia junta cenas dos filmes Os Vingadores: Era de Ultron, Capitão América: Guerra Civil e Homem-Formiga. Veja como foi a reação:

Whis realiza o milagre mais surreal em Dragon Ball Super

Whis fez milagre no parto de Bulma (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

A disputa entre os Doze Universos deu uma paradinha e agora os guerreiros do Sétimo Universo (Goku e cia) tem 40 horas para reunir mais dez guerreiros. Sabe-se lá, mas isso tem cara de "encher linguiça" por mais algum tempo em Dragon Ball Super.

Enrolações à parte, o episódio deste domingo (26) se dedicou a contar como foi o nascimento de Bra, a filha de Bulma e Vegeta. O que mais chamou atenção é que o parto foi menos sofrido, graças aos poderes de Whis. É que o assistente de Bills dispensou qualquer parteiro de plantão apenas com sua magia. Foi só tocar o cetro na barriga de Bulma e pronto. O bebê nasceu. Totalmente fora do comum.

Se um dia precisarem de um santo milagreiro dos animes, Whis é um forte candidato para a canonização.

São Whis do bom parto, rogai por nós!

domingo, 26 de março de 2017

Garo e Ataque dos Titãs pela Sato Company?


Provavelmente você deve ter acompanhado a passagem do sr. Nelson Sato pelo evento Anime Japan 2017, que rolou neste fim de semana. O empresário postou alguns vídeos lá no canal oficial Tokusatsu TV (via YouTube) e é notável o seu interesse por Garo (que tem apenas dois filmes na Netflix) e por Ataque dos Titãs (ainda inédita por aqui e apenas com o mangá publicado pela Panini).

Não estou confirmando nada. É apenas um palpite meu. Mas acho que se tudo der certo teremos mais materiais oficiais num futuro próximo. Talvez tenha dado certo ou talvez não. Vamos aguardar.

sábado, 25 de março de 2017

Primeiro trailer da Liga da Justiça está no ar


Saiu o primeiro trailer oficial da Liga da Justiça, que reúne Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Ciborgue, Aquaman e tantos outros super-heróis dos quadrinhos da DC Comics. A direção é de Zack Snyder, o mesmo de Homem de Aço e Batman v Superman, que é conhecido por exagerar em praticamente tudo. Aqui ele tenta inserir algumas piadinhas, algo que não existia nos filmes anteriores. Talvez isso não seja o suficiente. Bom, ainda é cedo pra sabermos se o filme irá vingar ou não. Vamos aguardar o dia 16 de novembro para ver o resultado. Enquanto isso, segue o vídeo:

sexta-feira, 24 de março de 2017

Episódios de Redman voltam ao YouTube para promover novo evento

O "serial killer vermelho" da Tsuburaya de volta em caráter especial

Redman, série tokusatsu de 1972 que fez bastante sucesso entre os japoneses em 2016, terá mais um evento. O Exhibition Of Redman acontecerá na terra do sol nascente entre 29 de abril e 7 de maio, durante o tradicional Golden Week. Para promover o evento, o canal oficial da Tsuburaya (Ultra Channel) apresenta uma seleção de alguns dos 138 episódios que serão lançados a partir desta sexta (24), sem cinco dias consecutivos, sempre com um episódio a partir das 7h da manhã (de Brasília). Um evento similar aconteceu em novembro passado.

O primeiro desta seleção é o episódio 4 e você pode conferir aqui e acompanhar a atualização da playlist neste link. Veja o cartaz do evento:



Power Rangers supera o conceito da série clássica com primazia no cinema

Os Power Rangers da telona entram em ação (Foto: Divulgação)

Houve tempos em que dizer que Power Rangers é "coisa de criança" tinha ficado pra trás e com quem realmente não acompanhou a história da franquia ao longo destas últimas duas décadas. Afinal, algumas temporadas tinham enredos mais sérios e que aproximavam o público jovem e adulto. Porém, este novo filme, que traz uma releitura da saga dos heróis da fictícia cidade de Alameda dos Anjos, é um marco que ultrapassa o modo de criar enredo de produções tokusatsu nipo-americanos e até mesmo as tradicionais séries Super Sentai. Assim, contando um novo começo para os fãs e também para leigos. E tudo isso sem abandonar a sua essência.

O terceiro filme de Power Rangers cria um novo universo à parte do que conhecemos. Se você é do tipo saudosista e costuma se prender ao passado, pode parar aí mesmo ou dar uma chance a uma nova versão dos adolescentes. Diferente do padrão das séries tokusatsu em geral, onde os protagonistas tomam responsabilidade e assumem seus codinomes praticamente no começo de tudo, o reboot mostra a evolução dos personagens e o caminho que eles trilham até merecer o título de Ranger.

Ao contrário do que vimos nos anos 90 em Mighty Morphin Power Rangers, temos um Jason penalizado por delinquência (quase um James Dean da era moderna), uma Kimberly revoltada, um Zack sarcástico, uma Trini solitária e um Billy que rouba várias cenas com um ótimo alívio cômico. Um dias eles encontram as moedas do poder que lhe concedem superpoderes. Tudo é uma novidade para os adolescentes que acabam descobrindo uma nave soterrada onde vive o robô Alpha 5 e o mentor Zordon. Aqui os heróis não são "imaculados" ou de bom exemplo a serem seguidos como na TV, pelo menos na introdução. A releitura de Jason e cia é composta por rebeldes, em sua maioria. Nenhum deles se conhecem e a união do quinteto é natural, ao mesmo tempo que destinada para um propósito maior. Cada um carrega seus próprios conflitos e imperfeições e, para se tornarem Power Rangers, eles tem de superar as dificuldades. Eles são obrigados a passar por um treinamento para adquirir os poderes. É bom que se diga que esse elemento é um pilar das séries japonesas de super-heróis, que enfatizam os desafios a serem provados.

A primeira hora do filme é primordial para explicar quem são os Power Rangers, de onde veio Zordon, o drama dos heróis, etc. Tudo nos mínimos detalhes. Logo sentimos o clima sombrio que vai tomando mais cor conforme as revelações vão aparecendo. Nem é preciso ter tanta pressa pra vê-los em ação, pois tudo acontece no devido momento. As lutas são rápidas, porém mostram toda versatilidade das armaduras. Ao pilotar os Zords, os Rangers ficam com o rosto à mostra, dando mais expressividade ao heróis.

Outra diferença está em Zordon que, ao invés de confiar no potencial de cada jovem, é mais rigoroso. Seu passado é o estopim que liga à vilã Rita Repulsa. Tanto o grande Bryan Cranston (de Breaking Bad) quando a competentíssima Elizabeth Banks (dos filmes Jogos Vorazes) transmitiram uma nova aura aos respectivos personagens.

Muitas surpresas estão garantidas, com direito a uma velha trilha sonora tocando mais uma vez e levando o público ao delírio. Há breves referências à uma outra temporada clássica de Power Rangers e até mesmo ao Zyuranger (série Super Sentai que deu origem à franquia da Saban). Coisas que só os velhos fãs sacam na hora. Durante o filme temos participações de dois rostos conhecidos e bem queridos pelo público.

Se você ainda não assistiu ao novo Power Rangers, vá sem medo que a diversão está garantida. A nova versão é acima do nível morfenomenal, vale cada centavo e é digno de bis. A Lionsgate fez um belíssimo trabalho, sob a direção de Dean Israelite, que vai ficar marcada na memória. Ah, não saia da sala sem antes ver a cena pós-créditos. O gancho para uma possível continuação (de uma sequencia pretendida para seis filmes) está imperdível.

quinta-feira, 23 de março de 2017

O Exterminador do Futuro terá um importante anúncio em breve

Arnold Schwarzenegger no filme de 1984

O Exterminador do Futuro: Gênesis, dado como o último filme da franquia, teve um desfecho bizarro que poderia ser o fim (ou a destruição) de tudo o que sabemos desde os filmes clássicos estrelados por Arnold Schwarzenegger. Bem, parece que não deve acabar por aí.

Segundo o produtor David Ellison, que esteve envolvido no filme de 2015, vem novidades por aí e um anúncio será feito ainda em 2017. Ellison declarou ao portal Collider:

"Posso dizer que solucionamos o futuro da franquia e, acredite, é um futuro incrivelmente brilhante. Vamos dar sequência ao que os fãs realmente querem desde O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final. Vamos fazer o anúncio ainda este ano. É algo que nos excita muito e acreditamos ser a direção que a franquia precisa tomar."

O diretor James Cameron, o mesmo de Titanic e Avatar, terá novamente em mãos os direitos de O Exterminador do Futuro e já tinha declarado anteriormente que pretende fechar sua "trilogia", uma vez que trabalhou nos dois primeiros filmes. Até o momento, nada oficial. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Netflix libera o primeiro trailer do novo Death Note

Anunciado desde o ano passado, o novo filme live-action de Death Note ganhou seu primeiro trailer. A nova adaptação será mais uma produção com o selo exclusivo da Netflix. Nesta versão, Light Yagami será rebatizado como Light Turner e será vivido pelo ator Nat Wolff. A trama é basicamente a mesma do mangá/anime, que mostra o jovem em posse do caderno da morte, que tem o poder de matar a pessoa que tem o seu nome escrito. Quem viverá L será Keith Stanfield e Ryuk será dublado por Willem Defoe. A direção é de Adam Wingard.

A estreia está prevista para 25 de agosto deste ano. Assista o trailer:

The Big Bang Theory está garantida até 2019

Mais nerdices de Sheldon e cia

A atual temporada das séries do horário nobre americano está chegando ao fim e no final de maio entra na midseason (meia temporada) de verão, onde acontecem reprises e algumas séries de curta temporada vão ao ar. O canal CBS costuma antecipar aos poucos os seus anúncios de renovações nessa época do ano. E ele já garante que o sitcom The Big Bang Theory está garantido, pelo menos, até 2019.

Sheldon Cooper (vivido por Jim Parsons) e seus amigos ganharam mais duas temporadas. Os executivos da CBS não pretendem largar tão cedo a comédia que retrata a vida dos nerds norte-americanos e que até recebeu artistas de Star Trek e Star Wars, por exemplo. As duas temporadas foram renovadas com a condição de reajustes salariais das atrizes coadjuvantes Mayim Bialik (Amy) e Melissa Rauch (Bernadette). É que para elas receberem aumento, o salário dos protagonistas teriam que ser reduzidos em até $100 mil dólares. 

Criada pela dupla Chuck Lorre e Bill Prady, a série The Big Bang Theory poderá ganhar um spin-off que conta a vida de Sheldon quando mais jovem.

Jaspion e o episódio que jamais foi ao ar

Jaspion e MacGaren quase tiveram um episódio com uma pegada de série Ultra

A grande maioria dos episódios do grande Tarzan Galático foi escrita pelo competentíssimo Shozo Uehara. Foram 42 de um total de 46 episódios exibidos originalmente pela TV Asahi entre 1985 e 1986. Ele foi responsável por trabalhar em vários episódios da trilogia dos Uchuu Keiji, da Família Ultra, sem contar que ele é um dos responsáveis pela concepção de Kamen Rider BlackOs demais quatro episódios foram escritos pelo falecido roteirista de animes Haruya Yamasaki.

Poucos sabem que Jaspion teria um episódio escrito por Shigemitsu Tagichi, que por sinal estava cotado para se integrar ao staff. O mesmo foi roteirista principal de Ultraman Taro e Ultraman Leo. O episódio se chamaria "Kimi wa kyojû o mita ka‖?" (algo como "Você viu o monstro gigante?") e não se sabe o motivo por não ter sido aprovado nem em qual ponto da trama se passaria.

O episódio começaria apresentando o garoto Tetsuo, que tem a mania de mentir para chamar atenção de seu pai. Um dia ele descobre o monstro Brackle, que aparecia somente quando sugava energia elétrica. Ao saber da intervenção de Tetsuo, MacGaren (Mad Gallant) mata o pai do garoto, armando um acidente. Porém, ninguém acredita no ocorrido, pois Tetsuo tem a fama de mentiroso e ninguém acredita em sua palavra (nem mesmo sobre o monstro e a morte de seu pai) e muito menos a polícia.

O único que acreditou em Tetsuo foi Jaspion e assim o herói começa sua investigação. Brackle era um monstro dócil até ser enfurecido pelo poder de Satan Goss. O monstro ataca o Gigante Guerreiro Daileon com suas presas e morde o braço do robô gigante, soltando até descargas elétricas (o roteiro foi bem detalhado). O final seria triste, com Tetsuo sem o pai e Jaspion lhe dando forças para superar a dor.

Dá pra ver que este episódio de Jaspion teria uma pegada que lembra muito as séries Ultra com o garoto mentiroso, que também serviu de elemento para outras séries clássicas do tokusatsu.

Créditos: Alexandre Nagado, Michel Matsuda e Rodrigo de Goes (e-book Cultura Pop Japonesa - Histórias e Curiosidades)

Leia também:

- Relembrando os JAC Brothers

- Jaspion e a origem que o Brasil desconhece

terça-feira, 21 de março de 2017

O blog está de cara nova e com mais conteúdo

Sejam bem-vindos ao novo Blog Daileon! E aí, curtiu o novo layout? Pois é, tava na hora de dar um "tapa" nesse espaço, né? Então, a logo que você vê no topo foi inspirada na Mazda. Aquela marca de carros que ficou conhecida no tokusatsu por causa de séries como Jaspion, Jiraiya, Shaider, Winspector, Black RX, etc. Aproveitando a semana de estreia de Power Rangers no cinema, a partir de agora, nova temporada e novos assuntos aqui na coluna. Continuarei escrevendo diariamente críticas sobre anime e tokusatsu da atualidade. E a partir de agora, eventualmente, irei resgatar algumas coisas dos tempos dourados destes estilos da cultura pop japonesa que não deveriam ser esquecidos jamais da memória e da popularidade. Afim de reforçar o meu papel de diferenciar conteúdo e aqui acolá andar na contramão das mesmices. Outra novidade é que aqui no blog vai ter mais cinema, música, TV, ficção-científica e por aí vai. Pra começar bem vamos falar sobre um assunto que está empolgando muita gente: a volta de Prison Break.



A quinta temporada chega às telas agora em 4 de abril nos EUA e aqui no Brasil estreia ainda na mesma noite. Quem acompanhou a série sabe que Michael Scofield (Wentworth Miller) está de volta após um final que abalou os fãs. Como ele voltará é um mistério. O que aconteceu com ele nesses anos todos também é uma incógnita. Seja lá qual a desculpa dos roteiristas, Prison Break vai retornar com muita ação e deve trazer novos planos mirabolantes de Scofield, ao lado de seu irmão, Lincoln Burrows (Dominic Purcell). A nova temporada terá 9 episódios que vão ao ar todas as terças-feiras e é inspirada na obra grega Odisseia.

Assista a seguir ao mais novo trailer:

O mistério do episódio banido de Ultra Seven

Seven contra Alien Spell

Dentre os 49 episódios de Ultra Seven, o décimo segundo foi banido da série como também da mitologia das séries Ultra. Sendo então um capítulo não-oficial. Até pouco anos atrás acreditava-se que o episódio jamais passou no Japão e que nós brasileiros fomos os únicos privilegiados por assistir um episódio a mais.

Vamos compreender por partes. O episódio 12, conhecido em nosso país como "Presente Nocivo", teve sim exibição no Japão na noite do dia 17 de dezembro de 1967, dentro do bloco Takeda Hour. Com a participação de Hiroko Sakurai (Akiko Fuji em Ultraman), a audiência marcou 32.8%. Este episódio também passou normalmente na primeira reprise de Ultra Seven, em 1969. Ficou conhecido pelos relógios que sugavam o sangue das pessoas.

Até aí tudo bem. Nenhuma polêmica à vista. Tudo começou mesmo em outubro de 1970. O problema não foi o episódio em si, entenda, e sim por causa da edição de novembro do mesmo ano da revista educativa Shogaku Ninensei, da editora Shogakukan. Nela vinha uma coleção de cards de monstros como brinde. Dentre os personagens estava o Alien Spell, o monstro deste mesmo episódio. Ao lado do seu nome acompanhava a legenda que dizia "Hibaku Seijin" (alienígena vítima da bomba nuclear).

Hibaku é um termo usado para classificar as vítimas da bomba que explodiu em Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial. Ironicamente, o Alien Spell era humanoide e suas manchas lembram as queimaduras nucleares das vítimas. O Japão não estava totalmente recuperado da tragédia nuclear. Havia ainda muito preconceito por boa parte da população japonesa contra os moradores de Hiroshima e Nagasaki por medo de serem contaminados com a radiação.

E foi por causa do tal termo pejorativo usado pela revista que se desencadeou a polêmica. Uma garota percebeu o detalhe no card do Alien Spell e mostrou para seu pai, que era um membro de um grupo que ajudava as vítimas da bomba. Como decorrência, o mesmo pai enviou uma carta para a editora Shogakukan. Consequentemente, a Tsuburaya sofreu pressão de outros grupos, de Hiroshima e Nagasaki. Não deu outra: a produtora excluiu o episódio logo na segunda reprise, em 1970. Porém, no episódio 45 de Ultra Fight, exibido em abril de 1970 (também pela TBS), Alien Spell aparece e imediatamente os mesmos grupos fizeram oposição. O roteirista Mamoru Sasaki, que escreveu o episódio 12 de Ultra Seven, disse que jamais criou a legenda "Hibaku Seijin" e culpou a revista por este mal entendido. Desde então, sempre nas listas de lançamentos para TV, home-vídeo e streaming, a Tsuburaya salta do episódio 11 para o 13.

Nos lançamentos de Ultra Seven em DVD no Brasil e nos EUA, o episódio "Presente Nocivo" ficou de fora. Aliás, encontrá-lo com boa qualidade só em gravações com a dublagem gringa da TNT americana, que também passou nos anos 80 e 90 sem tantos problemas.

Créditos: Alexandre Nagado, Michel Matsuda e Rodrigo de Goes (e-book Cultura Pop Japonesa - Histórias e Curiosidades)

Relembrando os JAC Brothers

O trio musical que participou de O Fantástico Jaspion

Você lembra dos JAC Brothers? Foi aquela banda que apareceu no episódio 27 de Jaspion. Ela surgiu em 1984, ano anterior ao nosso eterno "Tarzan Galático". Era formado por um grupo de dançarinos que acompanhavam o ator Hikaru Kurosaki no disco Jun’ai Dynamite/Honoo no Jidai. O título levava o nome da canção que foi tema do filme Kotarô Makari Tooru!, estrelado pelo próprio Kurosaki.

Inicialmente, a formação inicial dos JAC Brothers foi composta por quatro integrantes. Eram eles: o líder Takeshi Maya, seguido por Kazuya Inoguchi, Shingo Sunagawa e Daisuki Fuji. O primeiro LP single foi lançado no dia 5 de setembro de 1984 e foi intitulado como N.I.C.E.. Porém, um detalhe: o quarteto virou um trio com a saída de Daisuki Fuji. Foram quatro LP singles lançados pelos JAC Brothers. Os seguintes foram: Heartbreak School em 21 de abril de 1985, Dragon Lord ni Hana Fubuki em 1 de novembro de 1985 e Challenger em 2 de maio de 1986. Após estes singles foi lançado em 5 de junho de 1986 o único álbum da banda chamado Bakudan Hatsugen.

Por sinal, os JAC Brothers não fizeram tanto sucesso. Uma pena. A passagem foi curta e encarou o sucesso de outras bandas como The Checkers e Hikaru Genji. Como marca, a banda conseguiu vender vários cartões do tipo bromide, que eram bastante populares na época. Ao contrário do que muitos pensam, nem todos eram dublês, embora tenham sido formados em ação. O primeiro contato de Shingo e Takeshi se deu em 1983, conhecido como o 14º período, na mesma época de Jiro Okamoto, Makoto Sumikawa, entre outros. 

A título de curiosidade: Takeshi Maya esteve por muito tempo participando de musicais após o fim dos JAC Brothers. Já Shingo Sunagawa casou-se com Makoto Sumiwaka (a Lady Diana em Spielvan e Reiko Shiratori em Kamen Rider Black RX). E Kazuya Inoguchi é casado com Sumiko Tanaka (a segunda Yellow Four em Bioman).

Se você assistiu a passagem dos JAC Brothers em Jaspion, deve ter percebido o forte hype durante o programa, né? Então, a intenção foi justamente essa: promover o terceiro LP single do trio que foi lançado no mesmo dia que o episódio 27 de Jaspion - no Brasil ficou conhecido como "Juventude Ameaçadora" - em 1 de novembro de 1985. As duas canções do LP - "Dragon Lord ni Hana Fubuki" e o "Sengoku Rival" - foram tocadas neste mesmo episódio da série.

Ainda sobre "Juventude Ameaçadora" do trio que formava as Cuty Girls, duas eram dublês da JAC. Eram Miki Morita (Cuty Heart) e Mika Muramatsu (Cuty Queen). Maki Hayakawa, que interpretou a líder Cuty Ace, não era dublê. Outra curiosidade é que Shinichi Shiba, o fundador da JAC, lançou outro grupo formado por dublês. Nascia então o JR-III, formado pelo trio Ryohei Sato, Ryuji Mizumoto e Ryoma Sasaki. Estes dois últimos são respectivamente Ryoichi/Saturno e Osamu/Mercúrio em Cybercop. Mizumoto e Sasaki atendem também pelos nomes artísticos Tom Saeba e Jun Yuzuhara.

Assista aos vídeos com os singles citados de JAC Brothers na ordem cronológica:





segunda-feira, 20 de março de 2017

Para a imprensa brasileira, Ricardo Medina Jr. é o primeiro Ranger Vermelho

Ricardo como Cole Evans em Power Rangers Força Animal

Olha, não vou e nem quero entrar no mérito da questão do caso que envolve Ricardo Medina Jr. no assassinato de seu colega de apartamento. Mas de uma coisa é certa: a imprensa brasileira vem topando o pé sempre quando cita o nome do ator.

É que Ricardo foi o Ranger Vermelho na série Power Rangers Força Animal (de 2002). Também participou de Power Rangers Samurai (2011) e Power Rangers Super Samurai como o vilão Deker. Daí algumas fontes sérias da nossa imprensa não-especializada em tokusatsu acaba confundindo as bolas. Uns dão e entender que Ricardo foi o Ranger Vermelho em Samurai/Super Samurai ou mesmo cita como se ele fosso o primeiro Ranger Vermelho e tudo sem a menor preocupação de citar que temporada ele exatamente participou.

O problema é que algum leigo que está acompanhando o caso pode confundir pensando ser Ranger Vermelho das primeiras temporadas. De repente pode pensar em Austin St. John (Jason), Steve Cardenas (Rocky) ou mesmo Jason David Frank (Tommy) quando na realidade não é nenhum deles.

Não custa nada os portais de notícias e as emissoras de TV darem uma precisada na informação. E consultoria sobre Power Rangers não falta. Tem muita gente boa que conhece a franquia na palma da mão e que poderia ajudar nessas horas.

O que está acontecendo com Akira Toriyama neste arco de Dragon Ball Super?

Toppo, o guerreiro da justiça (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Eu não sei o que acontece com Akira Toriyama no atual arco de Dragon Ball Super. O torneio começou estranho com Goku dando vacilos, depois o Saiyajin é acusado de ser uma ameaça para a possível destruição dos Doze Universos, veio o Toppo querendo derrotar Goku sem mais nem menos e agora o torneio vai ter uma pausa de 40 horas.

Faltam três meses para o final da série e a impressão que fica é que Toriyama está enrolando pra matar tempo e cumprir tabela de exibição. Sinais de cansaço à vista.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Kyuranger comete o mesmo erro de Super Hero Taisen com Stinger


Semana passada escrevi aqui no blog minhas primeiras impressões sobre Kyuranger. A série começou muito bem, porém tem algumas coisinhas chatas como o Lucky/Shishi Red, por exemplo. Agora um personagem que mais chamou atenção foi Stinger/Sasori Orange, que aparece como aliado da organização Jark Matter.

Não sei você, mas eu desconfiava de uma coisa que aconteceu no episódio desta semana. A lógica era vê-lo mais cedo ou mais tarde ao lado dos outros heróis, certo? Pois bem, eis que Stinger nada mais era que um espião infiltrado no meio dos vilões. Ou seja, a Toei usou aquele velho elemento manjado dos filmes Super Hero Taisen. O tal lance "engane seu aliado para enganar o inimigo". Mais previsível, impossível.

Stinger é um personagem com potencial e o fato dele estar do lado da Jark Matter no começo poderia ser melhor trabalhado. Como aconteceu anos atrás com os irmãos Goraiger em Hurricaneger. Só que fica aquela impressão de que o artifício foi, talvez, uma pressa da Toei e da Bandai pra juntar todos os nove para lutarem juntos. Ele não merecia isso e ainda daria mais um tempo pra tocar mais um pouco de terror.

Mais sorte na próxima, Toei.


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Quanto ao Kamen Rider Ex-Aid, este está numa boa fase. Tirando, é claro, o visual "brinquedo" dos heróis e a gasguita da Poppi Pipopapo, Emu Hojo e seus companheiros estão tentando impedir a criação do game Kamen Rider Chronicle, que poder ser uma ameaça letal à humanidade. Como sempre acontece nessa época do ano, o Kamen Rider ganhará uma nova forma. E nem tente comparar com Kamen Rider Amazons, hein. São duas séries diferentes, para públicos diferentes e com formatos e propostas totalmente distintas. Seria o mesmo que comparar o programa da Xuxa com a novela das nove. Não dá.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Metalder, um clássico impopular das séries Metal Hero

O homem máquina ao pôr-do-sol

Os anos 80 são referência de vários filmes e séries de ficção científica. Duas grandes influências são, sem dúvida, as franquias Star Wars e Star Trek. Tais influências, além de outros clássicos de Hollywood, foram essenciais para a concepção das primeiras séries Metal Hero. Os Uchuu Heroes (heróis do espaço): Gavan, Sharivan, Shaider, Jaspion e Spielvan. Após visíveis sinais de cansaço, a Toei Company resolveu investir em uma nova série que fugisse de tudo o que foi apresentado até então. Foi desta necessidade de mudança que surgia no dia 16 de março de 1987 a série Choujinki Metalder.

No Brasil, Metalder, o Homem Máquina foi trazido pela extinta distribuidora Everest Vídeo, do sr. Toshihiko "Toshi" Egashira, num pacote que incluía outras séries tokusatsu (Spielvan, Maskman e Kamen Rider Black). Dentre esses quatro títulos, Metalder foi a primeira aposta e não passou na tela da também extinta Rede Manchete. Estreou em 2 de abril de 1990 na Bandeirantes, logo após um programa partidário gratuito. Curiosamente, o horário era às nove da noite e competia diretamente com a novela Rainha da Sucata (estrelada por Regina Duarte e Tony Ramos), que também estreou no mesmo dia. Inicialmente às segundas e quartas e em rodízio com Machine Man (às terças, quintas e sextas), Metalder passou em horário justo para a trama, porém ingrato por disputar com a novela das oito. Provavelmente foi a série tokusatsu exibida no Brasil que mais sofreu adaptações com nomes de personagens.

Na trama, Metalder era um robô criado pelo Dr. Koga nos tempos da Segunda Guerra Mundial, com a finalidade de ser uma arma de guerra da Marinha Japonesa. Com a forma humana idêntica ao falecido do Dr Koga, o androide jamais despertou, uma vez que a guerra acabou. Somente 42 anos depois é que veio o seu despertar. A mais nova ameaça era Neroz, um mutante que comandava um império formado por quatro tropas: a Blindada, a Cibernética, a Monster e a Mecanol. Diferente dos demais vilões da época, seu desejo é dominar o mundo através da economia. Neroz assumia secretamente o disfarce de um empresário chamado Makoto Dolbara.

Sem armas e utilizando apenas suas técnicas especiais de combate, Metalder assumia a identidade civil como Hideki Kondo. Ao seu lado tinha o cão-robô falante Spriger - também criado pelo Dr. Koga - e a fotógrafa Maya Aoki. Mais tarde surgia no meio da série o motoqueiro impetuoso - e atrapalhado - Satoru Kinta. Destaque para o vilão Top Gunder, que passou a ser um herói secundário valoroso.

Metalder foi uma série bastante carregada e um tanto madura para o público infantil. Foi uma tentativa de conquistar um público mais velho. Apesar de ter se passado 30 anos de sua estreia na TV japonesa (completados hoje), ainda continua atual. Seu final foi uma das mais belas já feitas para uma série tokusatsu e digno assim como os desfechos de Robô Gigante (1967) e Spectreman (1971). Totalizou apenas 39 episódios, sendo a série Metal Hero de menor duração. O motivo simplesmente se deu pela Toei querer antecipar a estreia de Jiraiya para janeiro de 1988. Que por um lado foi bom para evitar mais episódios isolados e sem cair às pressas. Em contrapartida, Metalder possui um único filme exibido no extinto Festival de Mangá da Toei e sua qualidade pífia se comparada à série de TV.

Sua média de audiência no Japão foi de 8.2%. Os primeiros 24 episódios foram exibidos às segundas-feiras às sete da noite na TV Asahi. A partir do episódio 25, Metalder mudou de horário para às manhãs de domingo, às 9h30. Horário ocupado na sequencia por Jiraiya e Jiban (até o episódio 9). A data que marcou o novo horário foi 4 de outubro de 1987, a mesma da estreia de Kamen Rider Black no canal japonês TBS.

Grandes nomes do tokusatsu participaram de Metalder como o músico Seiji Yokoyama (de Cavaleiros do Zodíaco), Isao Sasaki (o Dr. Nambara em Jaspion) interpretando o tema de abertura, além de Ichiro Mizuki nos temas de encerramento e inserção. O visual foi criado por Keita Amemiya (o mesmo de Jiban e Garo), que teria se inspirado em Kikaider, um clássico herói de Shotarô Ishinomori que completa 45 anos em julho deste ano. Dentre os roteiristas, Metalder contou com o riquíssimo trabalho de Shozo Uehara. O herói principal foi vivido por Akira Senoo. Um dos destaques fica para Kazuoki Takahashi, o Change Griphon de Changeman, como Satoru. E não posso deixar de citar Shinji Todo, o Spider-Man, como o vilão Neroz. Sendo este não foi o primeiro vilão de sua carreira.

Apesar da impopularidade no Japão e no Brasil, Metalder é uma das séries mais importantes do tokusatsu e lembradas pela geração que acompanhou a trama melancólica.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Rede Brasil tenta insistir de novo com "tradição" de reprises, mas ninguém deu a mínima para a polêmica

Masayuki Endo no programa Em Revista (Foto: Reprodução/Rede Brasil)

Nesta terça (14) o programa Em Revista dedicou mais um programa voltado para Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z. As duas séries de anime viraram carro-chefe da programação e agora são produtos exclusivos da emissora. Isso se tratando de TV aberta brasileira, é lógico.

Como resposta à reação dos fãs sobre as reprises que começaram praticamente sem tanta antecedência em fevereiro, Evê Sobral tentou insistir na tal "tradição" de reprisar as séries após parar num determinado ponto das respectivas tramas. Artifício que foi usada várias vezes pela extinta Rede Manchete com as séries japonesas (anime e tokusatsu). Não houve alarde como na vez passada onde e isso nem foi o forte do programa. Aliás, ninguém ligou muito pra isso. Foi agradável, a julgar pela interação dos espectadores nas redes sociais.

O programa se voltou mais para papear sobre ambas as séries. O que é divertido para nós fãs e bom para os leigos se inteirarem. Lá estavam Marcelo Del Greco, Cassius Medauar (ambos da editora JBC), Edurado Vilarinho (do site CavZodiaco) e o cantor William Kawamura (que tive a honra de entrevistá-lo aqui no blog no final de 2014).

Também rolou uma entrevista exclusiva com Masayuki Endo, o presidente da Toei Animation. O próprio confirmou a exclusividade da Rede Brasil quanto à exibição de Cavaleiros e Dragon Ball Z. Feito que nenhuma emissora brasileira conquistou em mais de seis décadas de TV brasileira. Venhamos e convenhamos, é louvável. Muitos podem até dizer que a Rede Brasil e a Toei vão começar a "caçar as bruxas" contra as emissoras que transmitem ilegalmente, mas é isso mesmo. Ambas estão certas e a parceria tem mais é que ser valorizada e respeitada.

Evê ainda garantiu que os episódios vão continuar do ponto onde cada série parou e que elas vão ganhar reprises em horário alternativo. Taí a boa opção pra manter as turmas de Seiya e Goku no ar por mais tempo na programação.

terça-feira, 14 de março de 2017

Linha do tempo de crossovers dos Metal Heroes

Janperson, Super Blue Beet e Hyper Shô no episódio final de B-Fighter

Quando esteve no ar na TV japonesa entre 1982 e 1999 e após esse período, as séries Metal Hero renderam vários crossovers. O blog reuniu o histórico destes marcantes encontros numa linha do tempo. Confira:


Gavan (1982-83)

O episódio final desta série pode ser considerada como o primeiro crossover da franquia. O surgimento de Sharivan, que aconteceu uma semana antes da estreia, foi o marco para o primeiro de muitos encontros entre os heróis metálicos.

Sharivan (1983-84)

Retsu Ichijoji se tornou capitão da Polícia Galática e aparece em alguns episódios. O final de Sharivan foi marcante, pois finalmente pudemos ver os dois primeiros policiais lutarando juntos na batalha final contra Mao Saiki, líder supremo da organização maligna Mad.

Shaider (1984-85)
No quadragésimo nono e último episódio, Retsu Ichijoji (Gavan), Den Iga (Sharivan) e Dai Sawamura (Shaider) se reúnem após a destruição da organização Fuuma. Este episódio (erroneamente chamado por aí de "filme" e "especial") foi marcado por flashbacks e Ichijoji aparece careca. Vale citar que em alguns episódios apareceam o Comandante Qom, sua filha Mimi e a assistente Tsukiko.

Jiban (1989-90)

No episódio 31, Manabu Yamashi, irmão caçula de Jiraiya, aparece durante uma investigação de Naoto Tamura sobre mais um ataque de Biolon.

Solbrain (1991-92)

Liuma Ogawa/Fire, Biker e Highter (de Winspector) reaparecem no arco triplo situado entre os episódios 21 e 23. Mais tarde, a partir do episódio 34, Liuma volta como Knight Fire, o quarto herói da Super Equipe de Resgate.

Exceedraft (1992-93)

Nos três episódios finais, o Chefe Masaki (de Winspector e Solbrain) volta à dar as caras na última missão do trio formado por Redder, Blues e Keace.

Toei Hero Daishugô (1994)

Neste curta, o trio Blue SWAT luta contra um alien. Enquanto isso, os Kakuranger se unem aos super esquadrões Dairanger, Zyuranger, Jetman e Fiveman e lutam contra o Imperador Daidas e mais alguns monstros das séries Super Sentai. E ainda tem Janperson contra Bill Goldy e seus capangas. Este crossover não é oficial e teve cenas reaproveitadas de Super Sentai World, um curta lançado na mesma época junto com Kamen Rider World.

B-Fighter (1995-96)
Os dois últimos episódios marcaram a volta de Janperson, Gun Gibson e do trio Blue SWAT. Neste epílogo, a Sacerdotisa Jagul revive Bill Goldy (de Janperson) e Mademoiselle Q (de Blue SWAT).

B-Fighter Kabuto (1996-97)

A primeira geração B-Fighter volta a se reunir após três anos da batalha final contra Jamahl. Junto com Kabuto e seus amigos, Blue Beet, G-Stag e Reddle aparecem nos episódios 25, 26, 27 e 47 enfrentando a tribo Melzard. Do trio original, apenas Takuya Kai/Blue Beet aparece no primeiro episódio.

Beetleborgs (1996-98)

Na primeira temporada da adaptação americana das séries B-Fighter, Janperson e Gun Gibson aparecem respectivamente como Karato (Robô na versão brasileira) e Silver Ray. Durante a época de Beetleborgs Metalix (segunda temporada), Drew e amigos encontram os Power Rangers Turbo nos quadrinhos.

Kabutack: The Epic Christmas (1997)

No especial lançado direto-para-vídeo B-Robo Kabutack: The Epic Christmas (de 1997), Blue Beet e B-Fighter Kabuto são representados por brinquedos animados.

Robotack e Kabutack (1998)

No filme Tetsuwan Tantei Robotack and Kabutack: The Great Strange Country Adventure, acontece o último crossover da era da franquia Metal Hero na TV japonesa. Como o próprio título sugere, o encontro se dá entre os dois últimos heróis.

Gokaiger vs. Gavan (2012)

Aqui acontece o primeiro crossover entre um Super Sentai e o primeiro Metal Hero. Comemorando os 35 anos da franquia dos heróis multicoloridos e os 35 anos de Gavan.

Go-Busters (2012-13)

Para promover o filme Uchuu Keiji Gavan: The Movie, surge Geki Jumonji nos episódios 31 e 32. Houve também um especial direto-para-vídeo chamado Go-Busters vs. Beet Buster vs. J onde o Gavan original aparece.

Super Hero Taisen Z (2013)

A segunda série de filmes Super Hero Taisen reuniu o elenco principal do primeiro filme de Gavan e das séries Kamen Rider Wizard e Kyoryuger.

NEXT GENERATION (2014)

Foram dois filmes dedicados à nova geração de Sharivan e Shaider, que rendeu a volta de Den Iga/Sharivan e Anne (de Shaider).

Ninninger (2015)

No episódio 34 desta série Super Sentai, Toha Yamashi, também conhecido como Jiraiya, reaparece após quase 27 anos da batalha final contra a Família de Feiticeiros.

Space Squad (2017)

Os filmes Gils in Trouble e Gavan vs. Dekaranger irão reunir o Super Sentai de 2004 e o segundo Gavan em lançamento direto-para-vídeo e numa curta temporada nos cinemas japoneses. Irão aparecer também os vilões MacGaren (de Jaspion) e Benikiba (de Jiraiya), além de uma breve passagem de Jaspion e Satan Goss.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Gantz:O na Netflix


Chegando de surpresa, Gantz:O estreou mundialmente no catálogo da Netflix em fevereiro. Há pouco tempo estava nas salas de cinema do Japão. Por lá entrou em cartaz em outubro do ano passado e arrecadou ¥246 milhões em duas semanas de exibição. Além de vencer no VFX-JAPAN Awards na categoria de melhor filme de animação.

Baseado na série de mangá escrita por Hiroya Oku, Gantz:O mostra uma nova versão de Masaru Kato e companheiros na luta contra criaturas bisonhas que atacam Tóquio num limite determinado de tempo. É preciso acumular pontos para ter mais vantagens. A quem bater 100 pontos, o jogador poderá escolher um dos bônus oferecidos.

A animação foi produzida pela Toho (a mesma de Godzilla, Cybercop, My Hero Academia) teve uma animação perfeita e os personagens estavam mais próximos da realidade. O filme é violento, porém em algumas cenas há aquela sensação de sermos poupados de vermos truculências maiores. Não chegar a ser tão assustador quanto deveria. O roteiro é mediano, mas agrada quem curte filmes de ação e temática apocalíptica. Em compensação, o clímax é tenso e ficamos mais envolvidos com os personagens principais.

Sem opção de dublagem brasileira no momento, Gantz:O pode ser assistido com áudios em japonês e em inglês. Vale destacar que no elenco está a atriz Mao Ichimichi (ou M.A.O) que vem brilhando nos últimos tempos como dubladora em séries de anime e se entregou à sua personagem, a graciosa Anzu Yamasaki. Ela é mais conhecida como a Gokai Yellow na série tokusatsu Gokaiger (versão original de Power Rangers Super Megaforce) e atualmente dubla a personagem Raptor 283, a Washi Pink em Kyuranger.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Kyuranger é uma série divertida com um líder mala

O esquadrão do espaço

Esperei passar alguns episódios pra escrever sobre Kyuranger, a nova série Super Sentai que vai ao ar nas manhãs de domingo do canal japonês TV Asahi desde fevereiro. A Toei está mudando o conceito da franquia ao colocar nove herói praticamente de uma vez. Até aqui a equipe está se definindo. Não sei como o roteirista Nobuhiro Mouri (de Go-Busters) vai fazer pra administrar essa quantidade, o que deve ser bem difícil, mas Kyuranger se mostra bem atrativo.

Os efeitos especiais são espetaculares e digno de tirar o chapéu. Alguns heróis são bem legais e outros animados demais. Um que está custando pra me convencer é justamente Lucky, o líder do esquadrão que atende pelo codinome Shishi Red. Ele tenta ser legal, mas seu bordão é chato. É "luck" aqui, é "luck" acolá e isso tem sido um "bad luck" logo de cara. Ele é um forte candidato pra duas categorias: como o "Red mais mala de todos" que atualmente é o Takaharu/Akaninger em Ninninger e também como "o herói com o bordão mais chato" que ficou com Yakumo/Aoninger da mesma série que dizia "easy" pra lá e "easy" pra cá. Haja nervos pra aturar esses estereótipos, né? Outra coisa que incomoda são aquelas dancinhas de encerramento. Sempre dão aquela vergonhazinha alheia e a vontade de pular pro preview do episódio seguinte. Sem chance.

Em contrapartida, dá pra encontrar muita coisa bacana em Kyuranger como o tema de abertura, por exemplo. Pra se ter uma ideia, há uma rivalidade entre Champ/Oushi Black e Stinger/Sasori Orange que deve render por mais algum tempo. Assim como em Jaspion, a trama migra para a Terra a partir do quarto episódio. Coincidência, não? Pois bem. O nosso planeta foi dominado pela organização maligna Jark Matter. É que, segundo a sinopse oficial, Kyuranger se passa num futuro distante, no ano 20XX. Mais uma quebra de padrões, já que a maioria das séries Super Sentai se passam no tempo presente de suas exibições originais e outras como Jetman, Ohranger e Gokaiger que se passam (ou pareciam se passar) anos à frente. No final deste mês os Kyuranger vão se encontrar com Kamen Rider Ex-Aid e cia no filme Ultra Super Hero Taisen. Qual será a desculpa desta vez pra Toei unir duas séries de épocas diferentes, hein?

Kyuranger precisa melhorar o comportamento do líder do esquadrão. Fora isso, vem acertando a mão com as inovações. A Toei estava mesmo precisando fugir da mesmice e não é de agora.

Game of Thrones tem data e vídeo da nova temporada

É fã de Game of Thrones? Então você tem motivo duplo pra comemorar. Numa transmissão ao vivo via Facebook, aconteceu um anúncio oficial da sétima e penúltima temporada da série. A estreia está marcada para 16 de abril na HBO e vai contar com sete episódios ao todo. Neste mesmo anúncio saiu o primeiro teaser-trailer que você confere a seguir:


quinta-feira, 9 de março de 2017

Entendendo a origem de Gorenger e JAKQ na franquia Super Sentai

Os esquadrões Gorenger e JAKQ

As duas séries Super Sentai criadas por Shotarô Ishinomori (o mesmo de Kamen Rider) são dois pilares importantes da história da franquia dos heróis multi-coloridos. Mas o que poucos sabem (pelo menos aqui no Brasil) é que isso nem sempre foi assim. Essa é uma análise importante para compreendermos o conceito dos heróis. Seguem alguns pontos para compreensão:


Gorenger e JAKQ não faziam parte da franquia até os anos 90

Antes de tudo, precisamos entender que o primeiro Super Sentai, de fato, foi Battle Fever J, de 1979. No ano anterior a Toei passava por sua primeira crise de instabilidade (a segunda foi em 1981). Apenas duas séries tokusatsu foram lançadas pelo estúdio em 1978: Spider-Man e Ganbarê! Red Vickies. Ambas estavam com os dias contados e a Toei precisava inovar, afim de não cair no prejuízo.

Já no segundo ano (de um total de quatro) de parceria entre a Toei e a Marvel, surgia um projeto de uma nova série que inicialmente era intitulado como Captain Japan. Uma clara versão japonesa do Capitão América. O alter-ego do herói se chamaria Masao Den. Ele seria um ciborgue que lutaria contra a organização secreta Beta. Assim como o Homem-Aranha japonês, Captain Japan teria uma nave-mãe chamada Captain Baser que poderia se converter no robô gigante Nelson. Tudo muito parecido com Spider-Man até aí. Só que Captain Japan teria uma ajudante. Seu nome seria Miss America. Baseada na Miss Marvel.

Antes da estreia, o projeto sofreu mudanças. Foram incluídos mais três heróis. O robô que fora inspirado em Leopardon se tornou numa espécie de "samurai gigante". A organização secreta Beta foi rebatizada como Egos. E finalmente o herói Captain Japan teve o nome trocado para Battle Japan. E assim nascia a série Battle Fever J. O "J" do título é uma inicial da palavra "Jumbo", por causa do robô gigante que recebia então o batismo de Battle Fever Robo.

É preciso que se diga que nesse ponto da história não havia ainda uma concepção de Super Sentai como temos hoje. Tanto que o nome da franquia não existia. Coisa que só aconteceu a partir de 1981 com Sun Vulcan, que firmou o conceito. Porém nem tudo era certo, pois tudo dependia do fator audiência para se manter no ar. Hoje é comum termos uma série com duração de um ano. Mas antigamente, se a série não tivesse retorno, poderia ser cancelada. Por isso a Toei fazia contratos curtos com os artistas.

Segundo o ex-ator Ryusuke Kawasaki, que viveu o primeiro Vul Eagle em Sun Vulcan, os contratos duravam cerca de seis meses. Como o contrato de Kawasaki não foi renovado, Takayuki Godai o substituiu para viver o segundo Vul Eagle. A mesma coisa aconteceu com a atriz Takako Kitagawa, a líder Zero One, do grupo Zero Girls. Sua personagem morreu antes da segunda metade de Sun Vulcan. Perigava-se também a saída de Kinya Sugi, o Vul Shark da série, mas isso nunca aconteceu.

Em tempo: Battle Fever J, que foi baseado em Spider-Man (de Saburo Hatte) foi um protótipo de Super Sentai e não nasceu para formar a franquia. Foi algo formado naturalmente. Ou seja, não foi inspirado em Gorenger e JAKQ nem muito menos uma sequencia. Por isso o nome de Shotarô Ishinomori não aparecia nestas séries.


Gorenger e JAKQ foram incluídos a partir dos anos 90

Algumas publicações incluíam ambas as séries como parte da franquia Super Sentai. Foi o caso, por exemplo, do livro Chodenshi Bioman Dai Hyakka, da editora Keibunsha. Porém, não se deve levar em conta uma vez que Ninja Captor (de 1976) também foi mencionado como um Super Sentai.

O primeiro livro a incluí-las de forma oficial foi Choseikizen Sentai Daizenshu, lançado pela editora Kodansha em 1993. O livro listava desde Gorenger até Dairanger, como uma forma de antecipar o aniversário da franquia com uma diferença de dois anos. Depois de uma certa demora, a editora Shogakukan também incluiu as duas obras de Ishinomori em seus livros.

E finalmente em 1995, na terceira edição do livro Super Sentai Chozenshu é que houve uma listagem de Gorenger até Ohranger (a série Super Sentai daquele ano). A primeira edição foi de 1990 e incluía de Battle Fever J a Fiveman. A segunda, de 1993, ia de Battle Fever J até Dairanger.

Em contrapartida, surgiram alguns questionamentos. O aniversário de 10 anos de Super Sentai, que foi comemorado em Turboranger (e ainda é oficialmente), seria "matematicamente" comemorado em Changeman. Se Gorenger se tornou a "origem" dos Super Sentai, o nome de Shotarô Ishinomori deveria ser creditado desde então como gensaku (criador) ao invés de Saburo Hatte. Mas isso é coisa que nem a Toei explica.

A franquia Super Sentai não deve ser vista como ininterrupta. Gorenger e JAKQ são exceções, uma vez que ambas não surgiram como Super Sentai, mas sim incluídas. Hoje em dia parece que as publicações ignoraram o passado encarando a transição de JAKQ e Battle Fever J como um processo natural de um conceito que foi formado anos mais tarde.

Créditos de informação: Michel Matsuda