quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Rede Brasil acerta a mão em parceria inédita com a Toei Animation

Agora é oficial: Seiya e amigos de volta à TV brasileira

O que pensávamos ser improvável realmente aconteceu. Ontem alguns portais haviam noticiado sobre uma parceria entre a Rede Brasil e a Toei Animation. Confesso que fiquei cético quanto à informação, uma vez que o canal é conhecido por transmitir séries clássicas ilegalmente. O que é bem comum entre emissoras pequenas pelo Brasil afora. A nota pôde ficar mais clara durante a manhã desta quinta-feira (29) quando o portal oficial CavZodiaco constatou a veracidade do fato. Portanto, a partir de outubro a Rede Brasil irá exibir OFICIALMENTE os 114 episódios da série clássica de Os Cavaleiros do Zodíaco. E não é apenas Seiya e cia que estarão presentes. Segundo informações, Dragon Ball Z também está incluso e deverá estrear em breve na programação também de forma legalizada.

Foi uma surpresa e tanto pra quem acompanhou a repercussão negativa que a emissora tinha até aqui. Agora a coisa deve mudar, uma vez que a Rede Brasil já foi alvo de várias críticas e até de noticiações de licenciadoras como a Saban Brands e a PlayArte (esta última em 2013 quando a RBTV tentou exibir os Cavaleiros sem autorização).

Pela estrutura e interesse da programação, pode ser que mais programas japoneses surjam de forma oficial. Ainda é difícil falar sobre o investimento da Rede Brasil, uma vez que ela não tem um grande porte como a Globo, por exemplo. Não se sabe o que rolou nos tramites dos bastidores desta negociação. Bem, o que importa agora é que a Rede Brasil está enveredando pelo caminho correto e dentro da legalidade. Coisa improvável até pouco tempo pelos motivos que citei acima. Agora sim eu posso tirar o meu chapéu pro canal e torço pra que seja exibido em horários justos e sem deslizes. Tanto Cavaleiros quanto Dragon Ball merecem exibições dignas e que respeitem o público.

PS: Hoje cedo fiz um post onde falei que a tal parceria era falsa horas antes da divulgação oficial do CavZodiaco. Me enganei e fui alertado nos comentários. O post anterior foi retirado do ar.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Tokyo MX reprisa Ultra Seven a partir de outubro

Seven volta a atacar nos fins de noite

A partir do dia 5 de outubro, Ultra Seven, a terceira série Ultra produzida pela Tsuburaya, será reprisada semanalmente pela Tokyo MX 2 nas noites de quarta-feira, pontualmente às 23:00 JST. Substituindo, portanto, a reprise de Kaiju Booska (finalizada em 31 de agosto). A exibição acontece dentro do bloco Tsuburaya Gekijô, que desde 2005 reexibiu outras séries como Ultraman, Kaiki Daisakusen (Operação Mistério), Mirrorman, O Regresso de Ultraman, Ultraman Ace, Fireman, Jumborg Ace, Ultraman Neos, Aztecaser, Ultraman Tarô, Ultra Q e Neo Ultra Q.

Esta é a segunda exibição de Ultra Seven no canal UHF da região metropolitana da capital japonesa. A primeira aconteceu entre julho de 2006 e junho de 2007 na Tokyo MX 1. Para esta nova reprise, não haverá exibição apenas no dia 19 de outubro devido a um programa especial do canal. Certamente isso é um aquecimento para as comemorações de 50 anos do gigante vermelho da Nebulosa M-78 em 2017.

Aqui no Brasil, Seven será lançado em DVD pela World Classics no dia anterior. Você pode ver o herói clássico legalmente no Brasil via streaming. Na Crunchyroll, a continuação indireta Ultraman Leo; Na Netflix o revival Ultraseven X; E no Looke os filmes Ultraman Mebius & Ultraman BrothersSuperior Ultraman 8 BrothersMega Batalha na Galáxia Ultra e Ultraman Zero: A Vingança de Belial. Veja aqui o guia Ultra de atuais exibições no Brasil.

domingo, 25 de setembro de 2016

Má educação faz com que Shiro Izumi exclua seus fãs do Brasil no Facebook

Shiro como Burai na série Zyuranger

Mais uma vez o canal Resistência Tokusatsu, na pessoa do amigo Bone Lopes, deu uma nota sobre a falta de educação de parte do público brasileiro para com atores japoneses do estilo. Na primeira ocasião comentei o caso aqui nesta coluna. Agora o protagonista do novo capítulo dessa novela é Shiro Izumi.

Segundo o vídeo, o ator que viveu Change Pegasus em Changeman e Dragon Ranger em Zyuranger excluiu seus fãs do Brasil em seu perfil no Facebook por falta de ética de mal comportamento de alguns fãs que sempre ficavam enchendo o seu perfil com figurinhas da época em que atuava como ator, principalmente com imagens da época do Esquadrão Relâmpago. O que é extremamente chato, pois um determinado artista não tem obrigação nenhuma de respirar a todo tempo e a toda hora tokusatsu. Os atores gostam de compartilhar seus hobbies e coisas do tipo. Daí surgem por aí assédios como estes nas redes sociais.

Infelizmente a tendência é de mais atores de tokusatsu - da era Manchete - se distanciarem de vez dos brasileiros. Sayoko "Nefer" Hagiwara já tomou essa mesma drástica medida. Tipo, essa é uma situação onde o justo paga pelo pecador. Existem sim bons fãs que respeitam a liberdade de seu ídolo. Quem está nesse rol pode se preparar também pra ser excluído em questão de tempo por causa de alguns fãs que ainda esqueceram de crescer.

Mais uma estigma na história do tokusatsu no Brasil. Lamentável.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Novo capítulo de Digimon tri deixa protagonistas mais tristonhos do que nunca

Patamon e Takeru sofrem bastante (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

O terceiro capítulo de Digimon Adventure tri - chamado "Confissão" - já está no ar mundialmente para os assinantes da Crunchyroll desde a tarde desta sexta (23) no tradicional formato episódico para streaming. No dia seguinte acontece a estreia do filme nas salas de cinema do Japão. Comparado aos capítulos anteriores, este foi o melhor e o mais carregado até agora. O primeiro (Reunião) teve um excelente impacto na dramatização. Essa qualidade se perdeu um pouco no arco seguinte (Determinação) com um Jo (Joe na versão ocidental) e Mimi mais enfadonhos do que de costume. Porém tivemos um gancho que liga o antigo Imperador Digimon, Ken Ichijoji, nos novos eventos.

Em "Confissão", a trama gira em torno da digiescolhida Meiko Mochizuki e de seu parceiro Digimon, Meicoomon - ou Mei-chan - que foi infectado por um vírus. A praga está afetando outros Digimons, especialmente em Patamon. O que deixa Takeru (T.K.) bastante preocupado. Para derrotar Meicoomon, os Digimons precisam tomar uma decisão difícil que pode mudar o rumo e colocar a parceria com seus digiescolhidos em jogo.

Com cinco novos episódios (um a mais que os capítulos anteriores), "Confissão" deixou os protagonistas mais sofridos como jamais vimos antes. Digimon tri culminou ao ponto de deixar a saga mais dramática e mais amadurecida. E claro, isso enriquece mais e mais o enredo. Aqui tivemos mais uma evolução de nível superior. A vez foi de AtlurKabuterimon a se transformar no poderoso HerculesKabuterimon num momento decisivo. Até o momento nada justificou a suposta aparição de Ichijoji, mas algo ficou estranho no ar e tal deverá ser respondido nos próximos episódios. Uma pena que a Toei Animation não tenha preparado alguma homenagem ao cantor Koji Wada, falecido em abril passado. Poderia rolar um "in memorian" em poucos segundos. Em todo caso, bateu uma tristeza ao ouvir a nova versão do clássico tema de abertura. E tristeza é a palavra que define muito bem este arco.

O quarto capítulo se chamará "Loss" (Perda) e está previsto para pintar nos cinemas japoneses em 25 de fevereiro de 2017. Se tudo der certo, o formato episódico será distribuído para o Brasil e o mundo no dia anterior. Perfeito pra quem ficar em casa no próximo carnaval e ver todos os episódios na Crunchy de uma vez.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Proibir o termo "viúvas da Manchete" não resolve o problema do tokusatsu no Brasil

Black Sun, um dos maiores símbolos do saudosismo brasileiro

Essa semana uma página ligada ao tokusatsu nas redes sociais tomou uma decisão de proibir o termo "viúvas da Manchete" nos comentários. Obviamente o caso gerou polêmica entre os fãs. A alcunha é antiga e existe desde os tempos do extinto Orkut. Querendo ou não, o termo é pejorativo. Confesso que eu mesmo já usei esse termo aqui neste espaço, não com a finalidade de ofender, mas de chamar atenção do público saudosista que existem outras séries tokusatsu legais. Sejam antes ou depois do que vimos na era Manchete.

Infelizmente tem aqueles fãs que perdem a esportiva e levam tudo a sério demais. Até uma mera série é motivo de briga na tokunet (brasileira). Isso é um problema. Aliás, o saudosismo é um câncer na comunidade brasileira que curte o estilo. Vamos entender o seguinte: saudosismo é diferente de nostalgia. Esse é um termo que procuro levar, por exemplo, em resenhas que de vez em quando escrevo aqui pra ser relembrado. Isso sem deixar de acompanhar o que rola no presente e comentar sobre isso. Já o saudosismo é aquela tendência de se prender ao passado e ir naquela de "no meu tempo era melhor do que hoje". No meu caso, prefiro a nostalgia do que o saudosismo. Pois sei que tem muita coisa boa e ruim hoje em dia como também havia no passado. Tudo é questão de fazer uma boa análise e fazer um balanço do que deu certo e do que não deu numa determinada obra.

Proibir termos como "viúvas da Manchete", "viúvas do Black", "mancheteiro" e outras do tipo não resolvem o problema. Soa meio que uma tentativa de censura, por mais bem intencional que seja. Não estou aqui defendendo a liberdade ou não de se usar os termos, entenda. Estou dizendo que essa não é a saída que vai sanar a raiz do problema do tokusatsu no Brasil. O que falta mesmo é uma doutrina cultural sobre este estilo entre os fãs no Brasil e uma renovação de público. Trocar a ideia de defender o tokusatsu como uma "causa" por uma por um genuíno incentivo cultural e informativo e mostrar que isso é apenas um entretenimento. E não uma militância.

A comunidade tokusatsu é bastante dividida no Brasil. Ao contrário do que acontece no Japão, EUA, França e outros países onde os fãs mantém uma convivência saudável. O Brasil perde por ter uma fatia de fãs que continua sim presa ao passado. Lamentavelmente existe uma turma que não se permite conhecer antigas e novas séries, outras franquias além do que já foi mostrado na Manchete e sai por aí falando o que pensa sem ter acompanhado uma determinada série. Infelizmente o fandom insiste em se dividir por um ódio absurdo contra Power Rangers e uma resistência contra novos materiais de tokusatsu que estão chegando no Brasil por vias legais. E tais assuntos já foram abordos em várias oportunidades aqui no blog. Agora proibir termos não vai ajudar a conscientizar a garotada (de trinta e poucos anos) a se comportar direito e ensinar a união.

Quem perde com essa bobagem toda somos nós e o próprio tokusatsu. Por isso o estilo vai muito bem lá fora do que aqui em nosso país.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Em Zyuohger, Gokaiger retorna com velhos elementos de homenagem

Os dois esquadrões aniversariantes

Neste mês a franquia Super Sentai alcançou a marca de 2000 episódios para a exibição regular semanal na TV Asahi. A série Doubutsu Sentai Zyuohger vem fugindo um pouco do excesso de infantilidade que algumas séries vem carregando de uns tempos pra cá. Tem lá algumas exceções. Uma delas foi o Kaizoku Sentai Gokaiger, de 2011. Há alguns meses escrevi aqui sobre esta série comemorativa de 35 anos de Super Sentai. Sou suspeito pra falar pois é uma das minhas favoritas. Acompanhar Gokaiger era algo ímpar e obrigatório pra qualquer fã de tokusatsu na época. Foi bastante divertido e tenho boas lembranças.

O sexteto Gokaiger voltou num duplo episódio da série comemorativa de 40 anos dos esquadrões multi-coloridos. Capitão Marvelous e cia apareceram como nos velhos tempos. Porém, os papeis se inverteram aqui. Aos invés de "anfitriões", Gokaiger surge como os heróis homenageados apareciam na série. Aqueles mesmos elementos eventuais onde tinha algum mal entendido inicial estavam lá. Os mesmos problemas que depois viravam motivo união em prol da paz na Terra também.

O interessante é que a participação dos antigos heróis serviram para acrescentar a mitologia de Zyuohger com a revelação de um segredo importante sobre a origem dos Zyuman e um power-up para Zyuoh Eagle. O elemento era um tesouro que os piratas do espaço estavam à procura. Os Gokaiger passam a usar Ranger Keys referentes aos animais representados por Zyuohger. Além disso houve um rápido proveito de uma ou outra Ranger Key de Go-Busters, Kyoryuger, ToQger e Ninninger. Os esquadrões que sucederam Gokaiger.

Apesar de Super Sentai não ter mais o mesmo vigor que até poucos anos atrás, este arco de Zyuohger foi uma boa homenagem pra comemorar as quatro décadas da franquia. Bom, agora pra saber qual o destino de Navi, o papagaio robô de Gokaiger, só saberemos daqui a 20 anos, no episódio 3000. Se nada mudar até lá, obviamente.


Gokaiger e Zyuohger prontos pra luta

domingo, 18 de setembro de 2016

Emilia-tan retoma o posto roubado por Rem no final de Re:Zero

Emilia e Subrau no último episódio (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Re:Zero final chegou ao seu episódio final neste domingo (18) e o mesmo já pode ser visto em primeira mão pelo canal de streaming Crunchyroll. O anime de fantasia teve seus altos e baixos e foi o mais comentado nos últimos seis meses. Não foi à toa que a série foi eleita pelos leitores da revista japonesa Newtype - edição de outubro que vem - como o número 1 do ranking geral dos melhores animes e de personagens femininos. Nesta última categoria defendida por Rem (Emilia ficou na oitava posição). Quem acompanhou semanalmente os 25 episódios sabe que Emilia, o grande amor do herói Subaru, era a mocinha principal da história. Durante vários episódios a cena de Emilia foi roubada por sua criada de cabelos azuis. O sucesso de Rem foi um fenômeno no Japão a ponto de ganhar o favoritismo do público otaku, além de ganhar produtos baseados na personagem.

E no último episódio Emilia-tan (assim como Subaru a chamava) voltou a ter um destaque depois de várias semanas. Achei que não teria a mesma graça que antes, mas os minutos finais do episódio da semana foram o ponto alto afim de Emilia recuperar de volta os seus quinze minutos de graciosidade. Uma pena que Rem não apareceu nem mesmo num flashback. Em compensação, o final de Re:Zero teve alguns minutos extras que renderam um desfecho romântico que convence o telespectador sobre casal. Digno pra quem curte um bom romance.

Curiosamente, no capítulo extra do volume 9 do light novel oiginal de Re:Zero é mostrada mais uma história alternativa da linha "E se", onde vai mostrar como seria o futuro de Subaru e Rem se estivessem juntos. Essa história será publicada no próximo dia 25.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Antes mesmo do lançamento, box de Ultra Seven é condenada por fãs desavidados

O Seven da capa da coleção ocidental

No Brasil é assim. Sempre quando tem algum lançamento de alguma série tokusatsu em DVD surge aquele medo pelo material ser ruim. Parte disso se deve aos erros que a Focus Filmes cometeu num passado não muito distante. É compreensível, mas tem momentos que alguns fãs formam um pânico nos fóruns e nas redes sociais. Tipo, exageros como sofrer por antecipação e coisas assim. Tal pânico acaba tapando a chance de alguns mais nervosos ir atrás de saber a procedência. Uma das grandes reclamações era quanto ao Seven da capa ser ou não da Chayo. Empresa tailandesa que outrora foi parceira da Tsuburaya e levou a empresa japonesa numa longa briga judicial.

Vamos por partes: pelo menos a capa do lançamento é baseado no material lançado pela Shout! Factory. A mesma empresa home-video que lançou várias temporadas de Power Rangers, Super Sentai, Ultra Q, Ultraman, dentre outros clássicos. Na época a Shout! Factory adquiriu a série Ultra Seven pela empresa Golden Media Group. A Shout! adquiriu diretamente pela Tsuburaya as séries clássicas como Saru no Gundan e Mighty Jack. Quando perguntados sobre os direitos das séries Ultra, a Tsuburaya respondeu que só poderiam licenciar as atrações mais recentes. A saída foi licenciar Ultra Seven pela Golden Media Group. Se tal licenciamento é lícito ou não, é uma outra história que fica apenas nos bastidores. Prefiro não julgar. Pelo que se sabe até aí, nada de Chaiyo. Essa explicação quem deu foi o próprio August Ragone, especialista em tokusatsu em seu blog na época do lançamento americano em 2012.

O problema é que a empresa brasileira home-video World Classics não tem aquele contato com o público como tem a Shout! Factory nos EUA. Daí a gente fica tentando encaixar o quebra-cabeça pra saber a procedência. A teoria mais lógica é que a World Classics tenha adquirido através da Shout! Factory (e não pela Chayo). Agora, uma pena que a própria Tsuburaya tenha sua parcela de culpa na história, uma vez que ela não libera diretamente as séries Ultra mais antigas.

Tem alguns fãs nas redes sociais que desde ontem dizem que o material vai ter uma imagem ruim. Não dá pra sair especulando assim. Não quero aqui defender nem atacar a World Classics. Mas é bom ficar atento ao lançamento e só depois fazer um balanço pra saber se vale a pena ou não o investimento.

Se o ritual for esse mesmo, vamos ter uma boa imagem como essa por exemplo:

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Kyuranger pode ser a chance para Jaspion e Spielvan voltarem

Jaspion

Ao ler o título deste post talvez você deve achar logo de cara que isso será fato, não é. Então, vamos com calma. Sei que Uchuu Sentai Kyuranger mal foi registrado oficialmente e apesar de ser comum especulações, boatos e muita gente tomando esse tipo de coisa como verdade, ainda é muito cedo pra isso.

O 41º Super Sentai terá uma temática espacial. É tudo o que sabemos até agora e notas oficiais da Toei Company deverão ser divulgadas a partir de dezembro junto do visual dos heróis - como acontece religiosamente nessa época do ano. Por tratar sobre espaço a gente imagina o que pode acontecer. Talvez apareça alguma referência a Changeman e Flashman que foram duas séries da franquia que já trataram disso na longínqua década de 80. Ou quem sabe um crossover com participação especial de pelo menos um ator de alguma dessas séries.

Vendo a experiência de Ninninger e Zyuohger, pode sim rolar algum crossover com heróis espaciais da Toei em Kyuranger. Seja Super Sentai ou seja algum outro herói da casa. Vendo a possibilidade e sendo mais realista, pode ser que algum dos Gavans e demais Policiais do Espaço venham a surgir num dos episódios. Pelo menos um deles. Acredito que Kyuranger possa servir de referência não apenas aos 35 anos da série Uchuu Keiji Gavan. Possibilidade de homenagem aos 40 anos de Star Wars (em 2017) e aos 50 anos de Star Trek (completados em 2016) também são válidas.

Há também uma outra possibilidade. Minúscula, mas não impossível. Se depender, é claro, da boa vontade da nossa "toda-poderosa". A volta de Jaspion e Spielvan em algum episódio ou em algum filme de Kyuranger. Se realmente isso acontecer com Jaspion, não deverá ser uma volta triunfal.

Como todos sabemos, Hikaru Kurosaki está afastado da mídia e não pretende retornar, uma vez que trabalha como instrutor de mergulho em Okinawa. É provável que o Ginga no Tarzan apareça apenas transformado, dublado por outro seiyu e participação coadjuvante. Não espere nada além disso. Já Spielvan poderia aparecer, pois Hiroshi Watari está na ativa e continua na base do "formol". Ainda assim a aparição do personagem seria duvidosa, já que o final da série foi confusa demais e ilógica. Os roteiristas teriam que se virar nos trinta pra trazê-lo com alguma desculpa esfarrapada ou optar pelo caminho mais fácil: jogá-lo como coadjuvante.

Esses fatores comprovam cientificamente que Jaspion e Spielvan estão fadados a simples fanservices, se voltarem um dia. E a Toei é especialista nessa departamento. Se você acompanha as produções da produtora nos últimos cinco anos sabe muito bem do que estou falando. Por um lado é bom que eles apareçam pra ver como ficariam as armaduras altamente cromadas. Por outro seria ruim vê-los arremessados numa trama onde eles provavelmente não tenham bom proveito.

Por segurança, melhor deixar os clássicos quietos na memória afetiva e nas reprises. Como disse em outro post recente, a saga dos Uchuu Keiji tem mais chances de expansão por motivos óbvios.


Spielvan

Ultra Seven ganha DVD-box no Brasil

Seven está de volta

O Blog do Jotacê noticiou na manhã desta quinta-feira (15) o lançamento da série Ultra Seven em DVD no Brasil através da World Classics. A box virá com 5 discos que deverão estar em embalagem digistak. O que chama atenção - se você for um fã bastante observador e bem informado - é que a capa é a mesma da coleção americana da Shout! Factory.

Assim como aconteceu nos EUA, o lançamento brasileiro contará com 48 dos 49 episódios exibidos na TV japonesa. Ou seja, o "polêmico" episódio 12 foi banido (originalmente pela própria Tsuburaya nos anos 70, diga-se). A coleção não terá a dublagem clássica (poucos episódios em português sobreviveram) e terá áudio original em japonês e legendas em inglês e português. Vale ressaltar que o Ultraseven foi lançado nos EUA com dublagem americana pela TNT nos anos 80 (atualmente esta versão teve direitos expirados) e no lançamento local em DVD não incluiu dublagem.

Resta saber se a qualidade do DVD-box brasileiro será a mesma que vimos na coleção da Shout! Factory. Esperamos que sim e que ao menos tenha alguma dignidade ao herói que irá completar 50 anos em 2017.

O material está em pré-venda no site da Livraria Saraiva e tem previsão de lançamento para 4 de outubro. Confira a capa:



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Danilo Gentili dá mancada em entrevista com Gleen McMillan

O Ranger brasileiro no The Noite (Foto: Reprodução/SBT)

Você deve saber que o ator Glenn McMillan está no Brasil, né? O ator brasileiro foi Dustin Brooks, o Ranger Amarelo em Power Rangers Tempestade Ninja. Ele se apresentou em palestra num evento de Campinas (além de noivar com uma brasileira) e na oportunidade foi entrevistado pelos canais Mega Power Brasil e TokuDoc. Através dos amigos Raphael Maiffre e Danilo Modolo, respectivamente.

Nesta terça (13) Gleen foi entrevistado por Danilo Gentili no programa The Noite, do SBT. Ele é o terceiro ator de tokusatsu a ser entrevistado pelo ex-CQC. Danilo já recebeu Jason "Tommy" David Frank em 2013 (ainda na Band) e também Takumi "Jiraiya" Tsutsui em 2014 (no SBT). A visita com o primeiro foi divertida. Já com o segundo foi com algo meio constrangedor e com piadinhas de muito mal gosto. 

No meio da conversa sobre os bastidores da série nipo-americana de 2003, Glenn diz "Tô destruindo a ilusão de tudo aqui pra vocês". Daí Danilo comete uma gafe ao dizer o seguinte: "Mas você não vai destruir mais do que o Ranger Vermelho que virou ator pornô depois." Glenn ficou surpreso por não saber disso e chegou a confundir com David Frank que é lutador de MMA.

A verdade é que Austin St. John, o primeiro Ranger Vermelho da franquia, ainda é confundido por alguns desavisados com Brock, um ator pornô profissional. Ainda falta para Danilo uma pesquisa mais aprofundada sobre Power Rangers e sobre tokusatsu antes de alguma entrevista com alguém ligado ao estilo. Mais cuidado na próxima.

De qualquer forma, a entrevista com Glenn McMillan foi divertida. Ou senão uma das melhores. Danilo se comportou desta vez e fez humor na medida. Algo bem descontraído, digno de papo de roda. Foi bacana também a parte onde aparece um monstro advogado. Glenn fez até a pose de transformação como fazia em Tempestade Ninja. Sensacional.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Segunda linha de episódios de Redman começa nesta terça-feira no Ultra Channel

Redman em mais uma mini-maratona

O Ultra Channel, canal oficial da Tsuburaya no YouTube lança nesta terça (13) a segunda linha de episódios selecionados de Redman. A primeira linha - como noticiado aqui no blog - foi lançada entre o final de agosto e a última segunda feira dia 12.

A segunda linha de episódios conta com a abertura, seguida pelos episódios 1, 8, 9, 16, 23, 32, 44, 53, 67, 83 e 94. A sequencia fica disponível nesta playlist até o dia 27 de setembro.

Os episódios "inéditos" continuam na exibição regular de segunda à sexta a partir das 6h da manhã (de Brasília). O lançamento do episódio final do nosso "monstricida vermelho" favorito está previsto para o dia 11 de outubro.

Se você ainda não conhece Redman, o clássico que virou fenômeno entre os japoneses atualmente, saiba mais através dos blogs Sushi Pop e Casa do Boneco Mecânico - AnexoRed fight!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Próximo Super Sentai será espacial. Homenagem ao Gavan?

O primeiro Gavan ao lado de Gokai Red no épico crossover de 2012

Aviso de antemão que este texto não é nenhum especulativo pra tentar adivinhar e soltar boatos sobre o próximo Super Sentai. Não é o papel deste blogueiro. Se você procura divulgações concretas vindas da própria Toei sobre Uchuu Sentai Kyuranger, espere dezembro chegar. Então, este é o nome da série que vai substituir Doubutsu Sentai Zyuohger em 2017. Veja o tweet com documento registrado.


Esse é o tipo de tema que faltava para a franquia dos heróis multicoloridos. Particularmente eu esperava há anos. Coincidência ou não, ano que vem Gavan comemora seus 35 anos. Na primavera de 2017 os japoneses verão dois filmes crossover entre Gavan Type G e Dekaranger. Seria aí alguma expansão entre Super Sentai e Uchuu Keiji? Eu aposto que sim.

Qual o seu palpite? Diga aí nos comentários.

Mahou Tsukai no Yome surpreende o público com lançamento mundial neste fim de semana

Um estranho romance está no ar

Neste fim de semana saiu no Japão o primeiro episódio da série de OVA Mahou Tsukai no Yome (ou The Ancient Magus' Bride no ocidente). O mesmo já está disponível no Brasil e em outros países através do canal de streaming Crunchyroll. Uma surpresa pra quem estava à espera e achava que não veríamos a série por aqui.

Baseado no mangá shonen de Kore Yamazaki, a trama é focada na aprendiz de feiticeira Chise Hatori, de 15 aninhos. Ela foi criada, ou melhor, comprada por dinheiro por Elias. Um feiticeiro com aparência bizarra que a toma para que ela seja sua aluna e também futura esposa. Os eventos do primeiro episódio também mostram momentos antes do encontro de Chise com o tal Feiticeiro de Espinhos.

Mahou Tsukai no Yome tem uma ótima produção e trilha sonora. Além do clima diferente de outras produções de anime protagonizadas por bruxinhas. O estranho romantismo é o elemento que chama mais atenção nessa história e será crescente daqui pra frente.

A série terá apenas 3 episódios. Sendo que os próximos dois serão lançados em 10 de março e 9 de setembro de 2017.

sábado, 10 de setembro de 2016

Juggler posa de MacGaren e Shadow Moon no episódio de sua morte em Ultraman Orb

Essa rivalidade não pode acabar tão cedo

O episódio desta sexta (9) de Ultraman Orb foi um dos mais esperados da série. O título por si já chama atenção: "A Morte de Juggler". Se você está acompanhando as notícias da série sabe que Juggler aparecerá em sua forma monstruosa nas próximas semanas e irá enfrentar Orb numa nova forma que será inaugurada em breve, o Thunder Breastar, fusão dos poderes entre Zoffy e Ultraman Belial.

Assistindo o episódio de ontem me bateu a impressão de que Juggler não pode morrer do nada sem mais nem menos. O que seria da série sem ele, né? A rivalidade entre ele e Gai Kurenai é uma das coisas mais legais em Ultraman Orb. Rolou mais um duelo com direito a ângulo centralizado e tudo mais. Inicialmente, Juggler foi morto pelo Alien Nackle (velho conhecido de O Regresso de Ultraman). Uma morte rápida e besta, inclusive.

Pra nossa sorte Juggler ressuscita mostrando sua verdadeira forma. Lembrou dois vilões clássicos da era Manchete. O primeiro foi MacGaren que levou título de morte num episódio antológico de Jaspion e ressuscitou triunfalmente ao final do mesmo capítulo. Lembrou também a primeira aparição de Shadow Moon em Kamen Rider Black onde travou uma batalha mortal contra Taurus ao despertar. No caso de Juggler, ele foi ressuscitado pela carta de Bemstar e matou Nackle e Don Nostra impiedosamente.

Juggler é um vilão que falta nas séries Kamen Rider e tem muito terror pra tocar em Ultraman Orb.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Precisamos de mais Ultraman e menos pedestais nos eventos

É legal ir aos eventos de anime/tokusatsu e ver materiais e cosplays do estilo de monstros de borracha fazendo sucesso. Nem sempre é fácil, pois aqui no Brasil o tokusatsu acabou se


Bin Furuya, uma das figura carimbadas
nos eventos norte-americanos
tornando involuntariamente uma "causa". Os motivos foram a falta de renovação de público e o pouquíssimo investimento do material por aqui na década passada.

Tá certo que falar de tokusatsu no Brasil é lembrar da era Manchete (Jaspion e cia) e Power Rangers (apesar de meia dúzia de haters afirmarem o contrário do fato). São sinônimos fáceis de assimilar. Tudo bem até aí. O problema é que a divulgação de tokusatsu por estas bandas é muito limitada. Se a gente pesar na balança a divulgação que acontece aqui com o que acontece nos EUA, vamos ver que lá o tokusatsu tem um rico valor cultural muito acima do nosso.

Nada contra Jaspion, Power Rangers ou Rider/Sentai serem divulgados. O raciocínio não é esse. Aliás, gosto muito desses títulos. Mas tá na hora dos eventos brasileiros de cultura pop japonesa darem um upgrade nisso. Sabe o que falta por exemplo? Mais Ultraman. Ora, afinal, pra entender o universo que tanto amamos precisamos pesquisar e acompanhar a franquia. Querendo ou não, Ultraman é item obrigatório pra qualquer pessoa que diz ser fã de tokusatsu.

Infelizmente há falta de interesse do público que está mais acostumado a um "oba-oba" sobre o que passou na Manchete e sobre o que está rolando atualmente na TV japonesa. Por outro lado, há falta de interesse por parte de alguns organizadores que de repente acham que Ultraman e séries afim não dão retorno. Sei também que há pessoas interessadas em divulgar esse tipo de produto nos eventos (eu sou um deles) e a gente acaba se desanimando pela falta de cultura do público brasileiro.

Por experiência própria eu posso dizer o quão difícil é fugir da mesmice nos eventos. Em julho passado eu e outro irmão do grupo Henshin Gattai apresentamos uma palestra sobre Ultraman, devido às comemorações de 50 anos da série original. Pude perceber na pele a dificuldade de "segurar" o público. Fiquei feliz por saber que, apesar do número mediano de público, jovens ficaram interessados na franquia. Fiquei feliz por eu ser um dos responsáveis e por ser um dos que estavam à frente do projeto. Foi bastante trabalhoso e muita gente gostou dos vídeos que eu produzi - modéstia à parte. Porém eu lamento com uma certa tristeza e desânimo que Ultraman não seja tão badalado entre o nosso nicho. Não foi nada fácil divulgar isso numa palestra de uma hora.

Enquanto isso, os eventos norte-americanos contam com as presenças de atores como Satoshi "Bin" Furuya, Hiroko Sakurai e Akira Takarada. As chances deles virem pra cá - do jeito que as coisa vão por aqui - é zero. Lamentavelmente. Seria legal ver um ator de alguma série Ultra com algum ator da era Manchete ou mesmo de Power Rangers. Seria democrático. Seria também de extrema importância dos organizadores de eventos terem o devido interesse de aprofundar mais o tokusatsu e explicar a importância do Ultraman na cultura pop em geral. E mostrar que isso vai além de um mero preconceito em achar que isso é "coisa de velho" ou que "não presta, tem efeitos ruins".

Agora, com todos o respeito aos amigos e companheiros de eventos - dentre eles estimados organizadores dos quais tenho boa relação e profundo apreço - e ao público dos eventos, mas está na hora de sairmos da zona de conforto. Se o tokusatsu é realmente uma causa, então devemos ser justos em divulgar títulos inéditos. Independente de gosto pessoal, de um determinado programa ser bom ou ruim, e de geração/efeitos especiais. Tudo bem que somos maioria da geração Manchete (do qual tenho imenso orgulho de ter vivido essa época). O tokusatsu é um universo muito vasto pra ficarmos presos a uma determinada época/franquia a ponto de colocarmos num pedestal. E não é porque Ultraman não tenha sido da nossa geração que tenhamos que faltar com respeito e subestimar a obra do "deus do tokusatsu" Eiji Tsuburaya. O mesmo vale para outras produções além-Tsuburaya das décadas de ouro.

Não digo aqui que devemos usar Ultraman e outros heróis da geração como substitutos de Jaspion e cia nem vice-versa. Seria mais justo ver todas as eras num mesmo equilíbrio. Poderia ser interessante e vale a tentativa de fazermos um teste. Haveria uma maior valorização do tokusatsu como acontece na terra do Tio Sam. Ainda somos pobres e precisamos chegar num nível avançado como acontece por lá.

Kamen Rider Ex-Aid tem parentesco com Metal Heroes?

Kamen Rider? Metal Hero? O que diabos é isso? (Foto: Reprodução/TV Asahi)

Com certeza você já se perguntou se Kamen Rider Ex-Aid parece ou não com Kamen Rider, certo? Pois é, a até mesmo no trailer há essa indagação. Se a gente for ver, tivemos alguns Riders que não lembram absolutamente nada do conceito original de Shotarô Ishinomori, visualmente falando. Foi assim com Kamen Rider Hibiki e Kamen Rider Wizard. Enfim, eram heróis mais sérios. No caso de Ex-Aid a coisa chega a ser temerosa. E não é pra menos, por enquanto. Ainda não estreou na emissora japonesa TV Asahi, mas o visual, o plot e o trailer indicam que poderemos ver uma trama bastante infantil. São impressões de primeiro momento. Aguardemos.

Você reparou também que o nível inicial de Ex-Aid lembra os dois últimos Metal Heroes da TV? Pois é. Veja que Kabutack e Robotack, ambos respectivamente de 1997 e 1998, tem estaturas parecidas. Sabe-se lá se há algum parentesco. É até engraçado e irônico. Pode ser que venham a surgir brincadeira e lendas urbanas nas redes sociais indicando "o fim da franquia Kamen Rider". Se a Toei não tomar cuidado nos próximos anos, o rumo pode ser esse mesmo.

Compare e dê seu palpite:


Kabutack

Robotack

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Falta de ética de brasileiros contra artistas japoneses nas redes sociais chega ao cúmulo do absurdo

Sayoko Hagiwara não aceita mais brasileiros nas redes sociais

Hoje cedo o Bone do canal Resistência Tokusatsu fez um vídeo importante sobre tokusatsu e educação. Lá ele falou sobre estranhos comportamentos de fãs do estilo em seus respectivos perfis nas redes sociais. Antes de prosseguir com o texto, dê uma olhada primeiro aqui pra entender a situação.

É vergonhoso ver o tamanho da falta de educação de alguns brasileiros. Repito: alguns. Não são todos, obviamente. Faz mais de cinco anos que eu sigo alguns atores de tokusatsu e também artistas de animesongs. Não dá pra acompanhar todos de uma vez só. Mas sempre que eu vejo me deparo com algumas esquisitices. Sempre tem um ou outro tiete virtual que fica chamando atenção de um determinado artista e se aparecer. Isso não é legal.

O bom mesmo é acompanhar e ver o que o artista está postando. Nem tudo o que é postado é referente ao que marcou a sua carreira. Certo? Então por que ficar dizendo algo como "Red Flash é rei" em tudo o quanto é foto? É chato pro ator que com certeza deve se sentir invadido até. Resultado disso é que Tota Tarumi (o Red Flash) não quer muito contato com os seus fãs brasileiros. Ele está certo? De certa forma sim. Não é xenofobia, mas sabe aquela situação onde o justo paga pelo pecador? É bem esse o caso.

Outro exemplo dado foi o caso de Sayoko Hagiwara não aceitar mais brasileiros nas redes sociais. É triste que uma respeitosa atriz - casada inclusive - receba de algum estrangeiro fotos sensuais da sua juventude na sua timeline. Repito: ela é uma senhora casada. Casada com Yuu "Dyna Yellow" Tokita, caso não saibas. Por favor, um mínimo de bom senso, respeito e informação.

Esse tipo de situação não acontece apenas no nicho de tokusatsu. Acontece também no nicho dos animes. Por exemplo, sou fã da cantora Yumi Matsuzawa. Sempre que posso eu vejo suas atualizações. Posso ser lá o meu amor platônico, mas como disse em outro post, tenho os pés no chão. Tenho plena consciência das minhas limitações como fã. Bom, sempre vejo o povo escrever em suas fotos no Facebook algo como "linda", "kawaii" e por aí vai. Uma interação mais inteligente é quase nula. Ainda bem que há alguns fãs que a respeitam e fazem comentários condizentes aos posts.

Então, se você segue algum artista, procure ser educado. Ficar compartilhando fotos deles é anti-ético. Os artistas são pessoas comuns que tem as mesmas necessidades que qualquer ser humano. Eles também tem vida pessoal. E lembre-se que algum ou outro artista pode ser simpático. O que não dá direito a mim ou você a forçar a barra, marcar em tudo o que é post, etc. Japonês tem a cultura de ser reservado e de não expor a vida pessoal. E não é porque você é brasileiro que deve se achar no direito de se comunicar com o ator/cantor como se estivesse trabalhando pra algum tabloide sobre fama. Menos, meu povo.

PS: Agora, uma garota achar que está namorando Shouhei "Jiban" Kusaka é viver num eterno conto de fadas. Santa paciência!

Beetleborgs, a última série Metal Hero da Saban, completa 20 anos

Beetleborgs, heróis por acaso

Mighty Morphin Power Rangers é sem dúvida alguma um dos grandes ícones da nostalgia dos anos 90, bem como Jaspion e cia. Rendeu spin-offs como VR Troopers (adaptação americana de Metalder, Spielvan e Shaider), Masked Rider (de Kamen Rider Black RX, Kamen Rider ZO e Kamen Rider J), Os Cavaleiros Místicos de Tir Na Nog (produção de tokusatsu 100% original) e até As Tartarugas Ninja: Nova Mutação. Depois da difícil missão de juntar duas séries Metal Hero por temporada numa mesma série, a Saban Entertainment (atual Saban Brands) resolveu investir em mais uma série da franquia que esteve na TV japonesa nos anos 80 e 90.

Em 1996, a Saban lançou Mighty Morphin Alien Rangers, uma série de apenas 10 episódios que se encaixa como epílogo de MMPR e foi baseado em Ninja Sentai Kakuranger (o Super Sentai de 1994). Seguiu com Power Rangers Zeo, adaptação americana de Choriki Sentai Ohranger (de 1995). Nesse mesmo pacote, a Saban adquiriu a série Juukou B-Fighter, o Metal Hero do ano anterior, para continuar com o "legado" de Ryan Steele e seus inseparáveis amigos com as adaptações dos heróis metálicos nos EUA. Ao contrário de B-Fighter, que é de um nível absolutamente maduro e mais violento, a Saban resolveu andar na contramão e partir para uma comédia-pastelão infanto-juvenil de tokusatsu.


Os heróis na primeira temporada

Assim surgia Big Bad Beetleborgs no dia 7 de setembro daquele ano, pelo extinto bloco Fox Kids, da Fox americana. A historinha se passava numa fictícia e pacata cidade chamada Charterville onde três crianças - Drew, Jo e Roland -resolvem entrar na mal-assombrada Mansão Hillhurst. Isso para desafiar a dupla de playboyzinhos esnobes Van e Trip. Lá, o trio encontra um fantasma camarada (sem trocadilhos) chamado Flabber. Com ele estão a múmia Mums, o vampiro Conde Fangula, o monstro Frankenbeans, as cantoras multicoloridas Pipettes (também conhecidas como Flabbetes) e a estátua Ghoulum. Mas tarde eles acolhem o lobisomem Wolfgang "Wolfie" Smith. Em gratidão à amizade de Flabber para com os garotos, ele lhes concede um direito a um desejo. O trio resolve se tornar em Beetleborgs, os heróis de uma famosa série de HQs. Assim, com os dispositivos Beetle Bonders (B-Commanders em B-Fighter), Drew se transforma em Blue Stinger Beetleborg (contraparte de Takuya Kai/Blue Beet); Roland em Green Hunter Beetleborg (Daisaku Kitagiri/G-Stag); e Jo em Red Striker Beetleborg (Rei Hayama/Reddle I e Mai Katatori/Reddle II). Como poderes extras, Drew ganha o dom da telecinese, Jo da super-força e Roland da alta-velocidade.

Porém, tal desejo fez com que os vilões Magnavors (Jamahl) saíssem dos quadrinhos e tivessem livre acesso ao mundo real. Bem como invocar naves de combate e monstros com bem entendessem. O líder dos Magnavors é o fantasmagórico Vexor (Gaohm) e seus subordinados são os patéticos Typhus (Gigaro), Noxic (Schwartz) e Jara (Jera) que criam planos desde medianos até os mais imbecis. Sem muitos recursos (ao contrário do que acontecia na série japonesa), os vilões se refugiam num cemitério.


O espirituoso Flabber e alguns de seus amigos
Beetleborgs possui um outro núcleo, o Zoom Comics. A loja especializada em HQs é uma propriedade da família de Roland. Mais precisamente do seu pai Aaron e da sua avó Nano, que treina artes marciais e anda sempre de bem com a vida. Uma curiosidade inútil sobre a senhora é que ela tem medo de policiais porque pensa que eles vão lhe vender bilhetes de loteria (Cuma?!). Com eles, ajudava a adolescente Heather. Ela faz o tipo de garota mais bonita da cidade. Consequentemente é a paixão secreta de Drew, que tenta agradá-la sem ter coragem de dizer o que sente pela mesma.

Um dos episódios da primeira temporada, se passava no famoso evento Comic Con. Curiosamente aparecem os vilões Bill Goldy e Mademoiselle Q/Queen, respectivamente das séries Tokusou Robo Janperson (1993-94) e Blue SWAT (1994-95). Ambas inéditas no Brasil. Os dois foram rebatizados respectivamente como Goldex e Wingar. Vale citar que as cenas de ação reaproveitadas para o mesmo são nada mais e nada menos do penúltimo episódio de B-Fighter, onde rola a aparição de Janperson, Gun Gibson e do trio Blue SWAT. Os dois primeiros ganharam suas contrapartes americanas: Karato (Robô na dublagem) e Silver Ray, respectivamente. As cenas japonesas foram muito rápidas (como de costume em Beetleborgs) e o desfecho deixou a desejar. Quem escapou dessa bagaça foram Shô, Sara e Sig por razões bastante óbvias. Mas foi um episódio curioso e divertido, até.


Karato (Janperson) e Silver Ray (Gun Gibson) contra Goldex (Billy Gold)

Fugindo um pouco das situações esdrúxulas, Beetleborgs teve um arco de seis episódios que apresentava Shadowborg (Black Beet), um vilão perigosíssimo e talvez o mais memorável que rouba os poderes do trio de heróis. Correndo contra o tempo, o criador dos quadrinhos dos Beetleborgs, Art Fortunes (chamado algumas vezes na dublagem como Art "Fortuna"), é chamado para criar um novo herói. Seu nome é White Blaster Beetleborg (Kabuto). Diferente de B-Fighter, o herói secundário tem um alter-ego. O novo garoto boa praça Josh, que se tornou involuntariamente um rival de Drew.

A primeira temporada totalizou 53 episódios. Apesar da mesma quantidade de B-Fighter, a versão nipo-americana precisou reduzir o número de episódios japoneses para adaptação. Devido aos episódios violentos de B-Fighter que exigiam mais maturidade. Alguns monstros que aparecem são criações originais da Saban. Os últimos dois episódios fazem uma ligação com a segunda temporada intitulada Beetleborgs Metalix, contraparte de B-Fighter Kabuto (1996~97). Estreando Nukus (Raija), um vilão superpoderoso de outra história de HQ mais inteligente, estrategista que os próprios Magnavors. Nukus surge praticamente humilhando Vexor e seus capangas (ou seriam capengas?) armando ciladas devastadoras contra os Beetleborgs.


A vilania formada pelos Magnavors

Em Beetleborgs Metalix, os novos inimigos são os Crustaceans. Ironicamente os monstros da semana são criados pelo irmão mais velho de Art, Lester Fortunes, a ovelha negra da família do autor de quadrinhos. Por ele também foram criados os vilões principais da segunda temporada Horribelle (Miolra), Vilor (Dezzle) e os soldados Dregs (Bodyguards).

Em contrapartida, Fortunes cria novas armaduras para o trio. Drew passa a se apresentar como Chromium Gold Beetleborg (Kouhei Toba/B-Fighter Kabuto), Jo como Platinum Purple Beetleborg (Ran Ayukawa/B-Fighter Tento) e Roland como Titanium Silver Beetleborg (Kengo Tachibana/B-Fighter Kuwager). Obviamente como novos poderes, novas armas e novos mechas. No meio da temporada surge o quarteto Astralborgs (Shin B-Fighter), formado por Dragonborg (Mac Windy/B-Fighter Yanma), Fireborg (Julio Rivera/B-Fighter Genji), Lightninborg (Li Wen/B-Fighter Min) e Ladyborg (Sophie Villeneuve/B-Fighter Ageha). Diferente da versão original, os heróis extra não possuem alter-ego.


Balanço da série


Os Beetleborgs Metalix e os Astralborgs

A interação das cenas japonesas são pequenas se comparadas às demais séries tokusatsu da Saban. Basicamente há cenas de batalha dos mechas, dos heróis e tchau. As lutas não chegam ser tão intensas como nas duas séries B-Fighter. Nisso, Beetleborgs perde para VR Troopers. Lá houve um bom (ou mal) proveito das cenas de ação das séries originais. Aliás, se pesarmos na balança, VR Troopers é bem mais adulto que Beetleborgs (sendo que ambas ficam devendo às séries que lhes deram origem, veja bem). Uma pena não vermos o monstro da semana explodir ao ser derrotado, pois eles retornam aos quadrinhos. Até surgem momentos engraçadinhos. Nada que uma boa montagem não conciliasse.


Shannon Chandler, a primeira
 Jo hoje em dia
A versão americana é praticamente desprendida das situações impostas pelas séries japonesas e seguem rumo independente. Um pouco mais que VR Troopers e com uma carga a menos na adaptação, considerando que aqui há uma contraparte específica pra cada temporada. Provavelmente a presença da temática de Halloween e Transilvânia tenha sido embalada pelo sucesso da série Goosebumps (exibida no Brasil pela GloboFox Kids e atualmente disponível na Netflix com redublagem), que já era exibida nos EUA desde 1995. Além da mesma ser distribuída pela Saban InternationalA ideia de transformar crianças em super-heróis, convenhamos, é válida. Afinal, quem de nós não gostaria de ser um Jaspion, um Ultraman ou um Kamen Rider da vida, né? Alguns momentos dá pra se divertir de letra. Em outros você pasma ao ver situações constrangedoras. São exemplos como uma espiã chamada Monstella, o primo de Drew e Jo que pensava ser um Beetleborg (é preciso que se diga que o pivete é mais mala que qualquer criança de série japonesa), bandidos que assaltaram um banco usando (é sério!) uma sacola de supermercado na cabeça, etc, etc, etc. De vez em quando havia uns excessos de "fantasmagoria" cômica. Sem contar no meio da primeira temporada a atriz Shannon Chandler (ela pode ser vista no filme Gasparzinho - Como Tudo Começou, de 1997) sai da série e quem a substitui é a pequena Brittany Konarzewski. Ou seja, Jo teve uma mudança de rosto. E a desculpa? A mais esfarrapada que a Saban já arrumou. É preciso que se diga que em Jukoou B-Fighter houve uma mudança de atriz em volta da heroína Reddle. O alter-ego mudou, porém sem transição. Tudo feito na cara dura pela Toei. Perde apenas para a mudança da atriz da Jo da versão americana que foi pra lá de absurdo.

Outra coisa que atrapalhou no desenvolvimento das batalhas é a descontinuidade da sequencia de episódios de B-Fighter. Durante a série original, os heróis ganham novas armas e mechas. São detalhes que teriam que ser comentados de um por um episódio pra comparar. Falando em armas, os Sonic Lasers dos heróis americanos são de cor púrpura, mas nas japonesas aparecem lampejos dos Input Magnums com a cor cinza. Talvez seja algum tipo de "impacto" comercial. A sorte é que as armaduras vistas nas cenas americanas são cópias legítimas importadas do Japão. Por isso a perfeição. Nada de trajes risíveis e mal feitos como víamos em VR Troopers.

Big Bad Beetleborgs pode ser encarada como uma "paródia" de B-Fighter. O que dá pra comparar mesmo são as cenas de ação e nada mais. Beetleborgs consegue agradar às vezes e entediar em outras com situações infantiloide. Algumas vezes chega a ser abusivo a ponto de subestimar a inteligência das crianças da época. Pra não dizer que a série não valha a pena (pelo menos pra atiçar a curiosidade de analisar), Flabber é gênio. Poderia ser muito bem interpretado pelo saudoso Robin Williams, pois a performance do fantasma lembra diversas vezes a Sra. Doubtfire do filme Uma Babá Quase Perfeita (1993). Os seus amigos também fazem seus gracejos. Quando você assiste a Beetleborgs, a impressão é de que boa parte dos problemas se resolvem em Hillhurst. Ás vezes os malinhas Van e Trip é quem dão corda pros visitantes da cidade. Por outro lado, os tema sobre fantasmas ajuda na diminuição de uso das cenas de B-Fighter.

Beetleborgs é a série menos lembrada por mancheteiros e haters da Saban (quando vão externar suas raivinhas na internet por causa de meras séries de TV japonesa). Motivo? B-Fighter nunca foi exibido no Brasil. (Manchete, esses teus órfãos, é o seguinte...) Aliás, não daria tempo da série vir pra cá pois a janela que separava o final de B-Fighter no Japão e a estreia de Beetleborgs nos EUA foi de apenas seis meses. Dentre os spin-offs de Power Rangers que serviram de adaptação de tokusatsu original, Beetleborgs fica em terceiro lugar no rankings das adaptações mais trashes da história da Saban. Perde para Masked Rider (merece o primeiro lugar por ser uma série burra) e VR Troopers (tentou ser séria, mas ficou hilariantemente por forçar em duas adaptaões num mesmo programa). As cenas japonesas valem sim por despertar a curiosidade dos fãs antigos e novos a assistirem aos Metal Heroes originais. Que digam os americanos. Pois tanto Beetleborgs quanto B-Fighter ainda possuem um nicho fiel nos EUA onde há divulgação e comentários entre os fãs locais.


Heróis por Acaso


O encontro dos Beetleborgs Metalix com 
Power Rangers Turbo num especial em HQs
No Brasil, Beetleborgs foi exibido primeiramente na TV por assinatura pela extinta Fox Kids, quando inaugurada no final de 1997. A Globo exibiu no início de 1998, inicialmente às quartas-feiras às onze da manhã no Angel Mix (apresentado pela Angélica). Fazendo rodízio com outras séries infanto-juvenis da época que eram inéditas na TV aberta. Ainda com a estranha mania de trocar títulos sugeridos pelas distribuidoras, a Globo apresentava o programa como Heróis por Acaso(NOTA: Não confunda com Herói por Acaso [My Secret Identity], de 1988-91, também exibida na Globo nos anos 90.) A primeira exibição foi curta, porém os demais episódios só foram exibidos em meados de 2000, durante as madrugadas dos reclames do plim-plim. Atualmente as duas temporadas de Beetleborgs podem ser vistas pelo canal de streaming Netflix. A dublagem clássica permanece. Mas alguns episódios infelizmente foram redublados. Sem dúvida a mudança mais gritante foi com a troca de voz do Drew.

Em novembro de 1997 acontecia o crossover Power Rangers Turbo vs. Beetleborgs Metalix nos quadrinhos. No ano seguinte, alguns monstros de Beetleborgs foram reaproveitados num episódio de Power Rangers no EspaçoEm 2002, no episódio 34 de Power Rangers Força Animal, acontecia algo hilário. Shadowborg aparece como General Venjix (dublado por Archie Kao, o Kai/Ranger Azul de Power Rangers na Galáxia Perdida), o líder dos Cinco Generais. Na sequencia vemos Green Hunter Beetleborg como Gerrok (dublado por Walter Jones, o Zack/Ranger Preto de Mighty Morphin Power Rangers), Ladyborg como Tezzla (dublado por Catherine Sutherland, a Kat/Ranger Rosa de MMPR, Zeo e Turbo), Fireborg como Automon (dublado por David Walsh, a voz do Centurião Azul de Power Rangers Turbo) e Dragonborg como Steelon (dublado por Scott Page-Pagter, produtor e dublador do vilão Porto em Power Rangers Turbo). Não tem como não lembrar dos personagens "originais" apesar de uns "retoques" nos trajes. Pode ser considerado como uma referência a Beetleborgs, mas o único vilão a ter feição maligna foi Venjix, por motivos óbvios. Isso pode ser visto no épico "Forever Red", que serviu de comemoração aos 10 anos dos esquadrões multi-coloridos estadunidenses.


Power Rangers e Beetleborgs juntos?