terça-feira, 31 de maio de 2016

Tom Hiddleston é ideal para o novo James Bond; porém há um mero detalhe

Tom seria o segundo loiro a interpretar 007

No último fim de semana foi noticiado um rumor de que Tom Hiddleston estaria em negociações para viver o novo James Bond nos cinemas, segundo fontes próximas ao artista. O ator ganhou apoio do público britânico após a sua repercussão na minissérie de espionagem The Night Manager. Hiddleston afirmou que gostaria de viver na pele do agente secreto mais famoso do cinema. Seu nome está disparado nas apostas para a escalação oficial e desbancou o próprio ator afro-britânico Idris Elba.

Tom Hiddleston é um ótimo ator. Conquistou o público mundial como o vilão Loki nos filmes do Thor e em Os Vingadores - todos da Marvel. Só que tem um detalhe que descaracteriza mais uma vez a descrição de Ian Fleming para o herói. É que Tom é loiro. Seria ele então o segundo ao lado de Daniel Craig. Tom tem alta estatura e se daria bem como sedutor. Sua nacionalidade é britânica e isso é mais um ponto que conta bastante em vantagem. Poderia ele chegar ao nível de seus antecessores? Sem dúvida alguma.

O fato de Tom Hiddleston pode não incomodar tanto a quem está na expectativa do anuncio oficial que vai dizer quem será o próximo 007 no cinema. Como se pode ver, os britânicos não estão se importando muito com esse detalhe. Algum ou outro fã mais puritano pode se irritar bastante. Enfim, várias outras características podem ter ajudado a elevar a preferência do público e seu talento também é um ponto-chave. Acredito que ele seria melhor que o próprio Daniel Craig, que acabou dando uma outra cara para o Bond.

É uma boa opção e, venhamos e convenhamos, seria melhor do que Idris Elba. Não tem nada haver com racismo, nem por ser "das ruas" (palavras de Anthony Horowitz, autor de novos livros do 007), mas Idris convenceria mesmo como algum outro agente. Os fãs poderiam equipará-lo ao Craig por dar uma interpretação, digamos, mais bruta. Não apenas isso. A porteira seria aberta para um ator de alguma outra etnia que não fosse próxima ao que foi descrito pelo próprio Fleming nos anos dourados.

Se Tom Hiddleston realmente for escolhido no futuro, fico na torcida pra que ele se empenhe e que venha a surpreender, apesar do detalhe na coloração capilar. As demais caraterísticas do ator estão bem mais próximas do James Bond original de Ian Fleming e podem falar mais alto do que isso e está mais além da cogitação de Idris Elba como 007.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Alma de Ouro foi um desperdício para Os Cavaleiros do Zodíaco?

Aiolia em Alma de Ouro

Tudo bem que a série terminou há oito meses atrás. Mas tal produção pode estar refletindo atualmente no atraso do novo anime de Os Cavaleiros do Zodíaco. Em pleno ano em que comemoramos os 30 anos da franquia (os festejos começaram no final do ano passado por conta do lançamento do primeiro volume do mangá original de Masami Kurumada, em 26 de novembro de 1985) não teremos uma produção inédita. A temporada de outono seria ideal para o lançamento, uma vez que em outubro (mês de início deste cour) a série clássica completará três décadas de sua estreia na TV Asahi.

A previsão é que a nova série seja lançada seja lançada entre 2017 e 2018. Há uma teoria que acredita que a série pode ser pelo menos anunciada em junho no evento Complet Works of Saint Seiya. A Bandai disse recentemente numa entrevista que pretende lançar sua nova coleção de Cloth Myth EX (trazendo os Cavaleiros de Ouro trajando as Armaduras Divinas) quando a nova série estiver produzida. Sabe-se lá o que a Toei Animation está preparando. Espero que ao menos a pesquisa feita por ela entre os fãs do mundo todo tenha ajudado.

Até aí tudo bem. Só que, por outro lado, surge uma outra pergunta em minha mente. A série Alma de Ouro foi uma produção supérflua para a franquia? A série foi boa, mas poderia ser melhor. Poderia, pois teve alguns furos que atrapalharam a trama. Principalmente em relação a personagens como Máscara da Morte de Câncer e Camus de Aquário (que foram contraditórios com suas próprias personalidade). Outro ponto que atrapalhou foram alguns traços mal desenhados. Esses pontos escrevi bastante durante a exibição quinzenal da série. Foi um bom filler que poderia ser melhor se tais erros fossem evitados a tempo. Embora seja um filler considerável, foi um filler. A Toei poderia dar prioridade a uma nova produção com Seiya e cia. Restaria então o Next Dimension, que anda a passos lentos (graças ao Kurumada). Ainda assim iria demorar. Particularmente sou curioso mesmo para ver uma versão animada de Santia Shô.

Talvez com o tempo a gente entenda se Alma de Ouro foi uma distração da Toei e da Bandai pra não passar em branco e segurar a produção da série vindoura ou se foi uma inutilidade. Vamos aguardar.

O filme do decenário de Yu-Gi-Oh!

As três primeiras gerações da franquia Yu-Gi-Oh!

No final de março passado a Netflix lançou o filme Yu-Gi-Oh!: Bonds Beyond Time (Yu-Gi-Oh!: Vínculos Além do Tempo na versão brasileira) em seu catálogo. Não é a primeira vez que o filme é veiculado oficialmente por aqui no Brasil, uma vez que serviços como a Vivo Play e a Claro Vídeo também já exibiram, respectivamente em 2013 e 2014.

Este filme de 2012 é o segundo de três filmes lançados até o momento (o mais recente chama-se Yu-Gi-Oh!: The Dark Side of Dimensions, lançado no final de abril deste ano) e serviu de comemoração dos 10 anos da franquia na TV japonesa. Não apenas isso. Reuniu os protagonistas das três primeiras séries. Yugi Muto de Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, Jaden Yuki de Yu-Gi-Oh! GX e Yusei Fudô de Yu-Gi-Oh! 5D. A versão original da película contava 50 minutos e passou a ganhar mais 10 na versão americana da 4Kids (os minutos extras eram formados por flashbacks das séries).

Se aqui eu pudesse resumir este filme em apenas numa palavra seria a seguinte: fanservice. Bonds Beyond Time apelou pra velha desculpa afim de unir os três heróis (de eras diferentes) para um duelo contra um poderoso estrategista chamado Paradox, que por sinal é o único vilão do enredo. A história é pequena e superficial. A impressão é que criaram um caos para partirem pra uma partida de card game. O filme consegue divertir numa luta difícil. Mas a falta de construção da trama tira todo o brilho e não consegue empolgar como antigamente quando víamos duelo épicos da série clássica, por exemplo. Apesar de ser uma homenagem, está longe de ser um grande filme.

A dublagem de Yu-Gi-Oh!: Bonds Beyond Time foi realizada pela Lexx, que vem fazendo bons trabalhos em diversos animes lançados atualmente. Muitos fãs hardcore andam reclamando da baixa de Marcelo Campos, a voz brasileira que marcou como Yugi Muto/Yami Yugi na primeira série. Quem acompanha as notícias sabe muito bem que Marcelo está afastado das dublagens (Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário foi uma exceção em sua atual fase profissional e não deve voltar mais). Ao menos escalaram uma voz parecida com a dele, que obviamente não é a mesma coisa.

domingo, 29 de maio de 2016

Réplica de Vegeta deixa Goku previsível para a próxima saga de Dragon Ball Super


Se você acompanha as notícias sobre Dragon Ball Super então deve saber sobre a nova saga que começa daqui a duas semanas. Teremos novamente o Mirai Trunks (Trunks do Futuro) e um novo inimigo chamado Black Goku. Pelo que vimos nos últimos dois episódios, Vegeta teve seu poder roubado por uma força denominada "Choushinsui" e uma réplica sua foi criada, com os mesmos poderes. Como consequência, Vegeta está desaparecendo aos poucos.

Isso já dá uma ideia de como poderá aparecer a tal réplica de Goku. Pra não dizer que isso pode parar na previsibilidade, os tais sintomas que atingiram Vegeta irão fazer o mesmo com Goku. Daí o que vai realmente acontecer, só assistindo aos próximos episódios.

Por si isso não deixa de ser interessante. O que um Goku do mal poderia fazer? Muito estrago. Afinal, é a réplica do Saiyajin mais poderoso de sua mitologia. Não sei você, mas a minha curiosidade aumenta mais ao querer descobrir onde Mirai Trunks vai aparecer e o por quê. Tá muito na vista que a réplica de Goku dominará tudo e alguém do futuro teria que dar o recado pra que o caos seja impedido a tempo.

Torço pra que Toriyama tenha trabalhado com muito cuidado neste novo arco do anime. Até aqui o quebra-cabeça está convincente.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Revisitando os Ultra filmes no Brasil #9 - Ultraman Saga (2012)

O trio Dyna, Zero e Cosmos

Depois de uma comemoração tímida de 45 anos de Ultraman em 2011, a Tsuburaya começa o ano seguinte com mais um filme da franquia. Ultraman Saga estreou nas salas de cinema do Japão em 24 de março de 2012. Cerca de um mês antes do primeiro filme da série Super Hero Taisen, da Toei Company, que fez uma lambança monstruosa numa guerra nonsense entre Kamen Rider e Super Sentai.

Sendo o último filme da trilogia que começou com Mega Batalha na Galáxia Ultra e prosseguiu em Ultraman Zero: A Vingança de Belial, este reúne três Ultramen de mundos diferentes e sem muita explicação. Ultraman Zero - que ainda estava no universo alternativo onde Belial fora derrotado - rebebe uma misteriosa mensagem que diz para ele ir à Terra. Zero chega ao universo onde ocorreu os eventos da série Ultraman Dyna (que também é o mesmo de Tiga).

Passaram-se 15 anos após o final de Dyna. Somos apresentados ao novo membro da Super GUTS, Nozomu Taiga (interpretado pelo cantor DAIGO). Durante uma perseguição, Taiga é salvo por Zero e ambos entram em simbiose. Porém, podem se comunicar entre si, sem deixar o hospedeiro adormecido (como na outra vez). Taiga é teletransportado por uma Granspheres e vai para um outro universo onde Alien Bat domina e cria o monstro Hyper Zetton.



Este universo desconhecido (chamado de "universo Saga") é protegido pelo Team U, da Earth Defense Force (EDF), formado por garotas (todas interpretadas por integrantes do grupo AKB48). Elas protegem crianças que foram separadas de suas família após um ataque de monstros. No passado, Shin Asuka (Takeshi Tsuruno), o Ultraman Dyna, conheceu a equipe e as crianças. Até que desapareceu após uma batalha feroz. Neste mesmo mundo também aparece Musashi Haruno (Taiyo Sugiura), o Ultraman Cosmos na luta contra os invasores.

O filme pode parecer confuso para algum leigo em Ultraman, mas isso se deve ao conceito de multiversos formado pela Tsuburaya nos últimos anos e usado mais explicitamente nesta trilogia. Na realidade o filme se passa em quatro universos diferentes: da Nebulosa M-78 (de Man ao Zero), de A Vingança de Belial, de (Tiga/)Dyna e o apocalíptico de Ultraman Saga. Se você não ficar atento, pode achar de primeira que houve uma "fusão" destes mundos. O que não acontece aqui.

Contando com parte do elenco original de Ultraman Dyna, a Super GUTS contou com o novo integrante interpretado pelo cantor DAIGO, que deu um tom mais humorado. Este é o terceiro ator a viver um hospedeiro de Ultraman Zero. O primeiro foi o apático Yu Konayagi como Ran em A Vingança de Belial. O segundo foi Daisuke Watanabe (George Ikagura em Ultraman Mebius) como Shin no show Ultraman Premium Stage 2011. Todos eles dublados pelo grande Mamoru Miyano ao assumirem a identidade do herói. O ator Taiyo Sugiura (Musashi/Cosmos) estava com 30 anos, portanto em plena forma. Agora, Takeshi Tsuruno (Asuka/Dyna) está com uma aparência mais velha do que em sua última aparição dois anos antes em Mega Batalha na Galáxia Ultra.



Os atores Susumu Kurobe (Shin Hayata/Ultraman), Kohji Moritsugu (Dan Moroboshi/Ultraseven), Jiro Dan (Hideki Gô/Ultraman Jack), Keiji Takamine (Seiji Hokuto/Ultraman Ace) e Ryu Manatsu (Gen Otori/Ultraman Leo) retornam como seus respectivos personagens e com mantos que lembram bem os Jedis de Star Wars.

Com direção de Hideki Oka, Ultraman Saga tem ótimas sequencias de ação (uma delas vai lembrar séries mais antigas de tokusatsu, quem viu sabe de qual estou falando) e as maquetes voltaram (Aaaaaaaaaaaleluia!). O legal é quem há alguns takes de explosões onde Zero e Cosmos correm ao ar livre. Claro, alguns cenários feitos anteriormente em CGI (imagem gerada por computador) estavam presentes, como o País da Luz na Nebulosa M-78 e a vista dos multiversos. Ultraman Saga, o herói que dá o nome ao filme, nada mais é que o resultado da união de Zero, Dyna e Cosmos (foto ao lado). O filme tem seu lado cômico como também tem altas doses de drama. Uma coisa curiosa no elenco é que o grupo AKB48 participa, mas não chega a cantar um único tema sequer. Aliás, o tema de encerramento "Lost the Way" é cantado pela banda japonesa DIVA. Ainda bem, pois o estilo musical do AKB48 não combina em nada com a pegada de Ultraman.

Ultraman Saga foi lançado no Brasil em DVD pela Focus Filmes em meados de 2014. O último filme da franquia a vir pra cá até o momento. Ainda não há previsão de lançamento nos serviços de streaming Netflix e Looke, mas deve acontecer mais cedo ou mais tarde. Ainda é possível encontrar a mídia física em lojas virtuais.

Agora uma coisa que me decepcionou um pouco é que a dublagem mudou de casa. O estúdio encarregado de Ultraman Saga foi a paulista Lexx (a mesma do anime Robô Gigante e do tokusatsu Ultraseven X) e não mais a Dubrasil/Rio Sound. O trabalho da Lexx é bacana, mas infelizmente não cria uma ponte entre os elencos de São Paulo e do Rio de Janeiro. Felipe Grinnan, que já trabalhou em outras produções de tokusatsu como as séries Power Rangers Turbo, Power Rangers no Espaço (ambas como T.J.), Ryukendo (como Master Ryukendo) e o filme Ultraman Zero: A Vingança de Belial (como Glen Fire), volta como Nozomu Taiga. Sua interpretação melhorou e lembrou o auge das séries mais antigas que acabei de citar. Mas ele não consegue mais fazer gritos. A impressão é que sua voz falha nessas horas. Mais uma falha que ficou estranha e ainda não consigo entender o que houve com Grinnan, que é um dos dubladores que admiro.

Boa parte do elenco dos heróis foram trocados. Da antiga formação Dubrasil/Rio Sound retornam para os respectivos papéis o saudoso Hamilton Ricardo (Jack), Orlando Viggiani (Ace) e Nestor Chiesse (Leo). Curiosamente, Affonso Amajones volta a dublar Hayata/Ultraman depois de quase 20 anos da redublagem de Ultraman (feita pela BKS nos anos 90). Esta dublagem não ficou ruim, entenda. Mas às vezes parte o coração por não ouvir mais as vozes de Alfredo Rollo e Hermes Baroli, por exemplo.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Saitama, de One Punch Man, esteve de passagem em Dragon Ball Super

No episódio deste domingo (22) de Dragon Ball Super aconteceu uma certa troca de favores - ou de referências. É que Saitama, protagonista da série One Punch Man, é representado numa capa de uma revista mensal sobre artes marciais da qual Monaca entrega para um senhor do planeta Potofu. Não estou dizendo que é propriamente o próprio Saitama que está ali, mas não deixa de ser uma referência à série de mangá/animê que fez o mesmo com Dragon Ball. No boom da exibição japonesa (mundial via Daisuki) no ano passado, os fãs colocaram Goku e Saitama num "paredão" pra saber quem é o mais forte entre eles. Veja aí se essa semelhança é uma mera coincidência ou não. Diga aí nos comentários:



sexta-feira, 20 de maio de 2016

Revisitando os Ultra filmes no Brasil #8 - Ultraman Zero: A Vingança de Belial (2010)

Zero em sua aventura própria

Em comemoração dos 45 anos da série Ultraman, a Tsuburaya apostou numa sequencia de Mega Batalha na Galáxia Ultra. Em 23 de dezembro de 2010 (sim, as comemorações começaram antes de 2011 começar) estreou nos cinemas japoneses o filme Ultraman Zero: A Vingança de Belial. Diferente da concorrência no ano anterior, este foi lançado cinco dias após a estreia de Kamen Rider × Kamen Rider OOO & W Featuring Skull: Movie War Core, da Toei Company, e em plena quinta feira - feriado do dia do aniversário do atual Imperador Akihito). Como o próprio título sugere, o filho de Ultraseven está de volta e também o arqui-inimigo do filme anterior. É também o segundo da trilogia Zero. O filme não apenas deixa explicito como também firma de uma vez por todas o conceito dos multiversos (multi universo na dublagem). Um diferencial que enriquece a franquia diante dos arrimos da Toei (Kamen Rider e Super Sentai).

Kaiser Belial (outrora Ultraman Belial) agora comanda duas tropas de robóticas: os Legionoids e os Darklops (estes últimos são os versões robóticas descaradas e "caolhas" de Zero). Na Nebulosa M-78, mais precisamente no País da Luz, houveram ataques. Além do planeta Esmeralda. Para impedi-lo, Ultraman Zero parte em busca do Escudo de Baradhi, que esconde um grande poder, e ele atravessa a barreira que liga outros universos paralelos. Em seu pulso, o então caçula carrega o Bracelete Zero (referência ao Ultraman Jack, de O Regresso de Ultraman), que só pode ser usado apenas 3 vezes.

Ao chegar em Esmeralda, Zero salva um humano chamado Run e passa a habitá-lo em simbiose. Run fugiu com seu irmão mais novo Nao dos ataques de Kaiser Belial. Durante a jornada eles conhecem a Princesa Emerana, que também é refugiada. Ela viaja através da nave Star Corvette Jean-bird que possui inteligência artificial e pode se converter no robô gigante Jean-bot. No meio da jornada, Ultraman Zero conhece o pirata espacial Glen Fire e o gigante prateado Mirror Knight.



O diretor Yuichi Abe deixou o trabalho mais primoroso do que Mega Batalha na Galáxia Ultra. A Vingança de Belial dispensou um pouco as tradicionais maquetes e continuou com cenários de batalha em CGI (imagem gerada por computador) e efeitos especiais de encher os olhos d'água. Sem mencionar que o filme tem um charme que lembra muito Star Wars através de alguns elementos.

A Família Ultra aparece rapidamente, mas Seven (Kohji Moritsugu apenas empresta a voz ao seu herói) é o que mais aparece. Apesar de falas curtas, o ator Hatsunori Hasegawa e a atriz Sayoko Hagiwara voltam a interpretar o Ultraman 80 (Eighty) e Yullian, respectivamente. Ambos da série Ultraman 80, atualmente disponível no Brasil pela Crunchyroll. O publico brasileiro lembra de Sayoko pela vilã Nefer da série Flashman, exibido pela Manchete, Record e CNT/Gazeta. O restante do elenco (de dublagem japonesa) é o mesmo do filme anterior.

O destaque fica mais uma vez para o seiyu Mamoru Miyano, que deixou sua marca na imagem do herói-título do filme. Gosto demais de sua interpretação que é ímpar e carismática. Pra quem não conhece o seu trabalho, procure animes como por exemplo em Death Note, Dog Days e no novíssimo AJIN: Demi-HUman (leia mais aqui).

Infelizmente não dá pra dizer o mesmo do seu "hospedeiro", o ator Yu Koyanagi. Tem beleza, charminho de agradar a mulherada, mas não tem muita expressividade. Está longe de chegar aos pés de Miyano. A atriz Tao Tsuchiya brilhou como um colírio vivendo como Emerana. Mas seu papel mais conhecido é como Makimachi Misao, nos dois últimos filmes live action de Samurai X (atualmente disponíveis na Netflix).



Agora vai uma curiosidade indispensável pra qualquer fã de tokusatsu: os heróis Mirror Knight, Glen Fire e Jean-bot foram baseados nos heróis Mirrorman (1971-72), Fireman (1973) e Jumborg Ace (1973). Todos eles Kyodai Heroes (heróis gigantes) da Tsuburaya. O seiyu de Mirror Knight é Hikaru Midorikawa, que dublou o Gridman na série Denkou Choujin Gridman (Super Human Samurai no ocidente) e trabalhou em algumas locuções nas Ultra Series. Já Glen Fire foi dublado por Tomokazu Seki, o Momotaros de Kamen Rider Den-O. e E Jean-bot por Hiroshi Kamiya, o Koji MInamoto/Wolfmon no anime Digimon Frontier.

É bom prestar atenção também num determinado elemento que faz uma breve ligação com a série Ultraman Nexus (em breve no Brasil via Crunchyroll) que deixa mais pistas sobre a existência de outros Ultras além do universo original de M-78. A Vingança de Belial rendeu um desfecho tenso e aventureiro que pode ser apreciado isoladamente. As crianças devem curtir bastante e pode ser mais uma produção que desperta a curiosidade do espectador para ir atrás e pesquisar mais sobre Ultraman.

Ultraman Zero: A Vingança de Belial rendeu um especial direto-para-vídeo intitulado Ultra Galaxy Legend Gaiden: Ultraman Zero vs. Darklops Zero, dividido em duas partes chamadas "stages". Cada uma delas foram lançadas respectivamente em novembro e dezembro de 2010, para promover o filme nas vésperas de lançamento. Este especial foi exibido no Brasil pelo canal pago Max, do grupo HBO, em março de 2014 apenas com áudio original e legendas em português.

Falando em Brasil, o filme Ultraman Zero: A Vingança de Belial chegou por aqui em DVD e Blu-ray pela Focus Filmes em meados de 2012 com áudio em japonês e dublagem brasileira da Dubrasil/Rio Sound. Estreou no Max na noite de 13 de fevereiro de 2014 (apenas com áudio japonês e legendas em português) e está disponível atualmente via streaming pela Netflix desde 15 de dezembro do mesmo ano (OBS: Deverá sair do catálogo em 15 de junho junto de mais quatro filmes do Ultraman).

Alfredo Rollo conseguiu pegar um o tom certo para Ultraman Zero e o deixou com menos jeitão de Vegeta (de Dragon Ball Z). Não que em Mega Batalha na Galáxia Ultra sua interpretação fosse ruim, mas foi bem engraçado (no lado bom da coisa). Os demais Ultras retornam do filme anterior, com adição de Fábio Matsuoka e Vânya Kizzy como Eighty e Yullian respectivamente. Do trio que acompanha Zero estiveram Fábio Castro (Mirror Knight), Felipe Grinnan (Glen Fire) e Rodrigo Araújo (Jean-bot). Gosto da interpretação de Grinnan desde os tempos de Power Rangers Turbo e Power Rangers no Espaço, como o T.J. Mas o tom meio malandrão de Glen Fire não convence. Não sei o que houve com Grinnan nesse trabalho. Agora outro destaque que fica ao lado de Alfredo Rollo é o dublador Antônio Moreno (o Bison em Street Fighter V) que foi impecável mais uma vez como Belial.

Este foi o último trabalho da Dubrasil/Rio Sound com Ultraman. O filme seguinte, Ultraman Saga, foi dublado no estúdio LexxÉ assunto pra semana que vem na última resenha desta seção.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Yumi Matsuzawa de volta ao palco do Sana após cinco anos (este blogueiro é eternamente grato ao evento)


Sim, ela vem à Fortaleza! Yumi Matsuzawa está confirmadíssima para o Sana 2016, em julho. Também foram anunciados nesta quarta (18) os cantores Ricardo Cruz (do Jam Project) e Nobuo Yamada. Os três estiveram no Sana 8 (em 2008) junto do saudoso Koji Wada. A intenção seria remeter à nostalgia de uma das edições mais marcantes da história do Sana e também é uma homenagem aos 30 anos de Os Cavaleiros do Zodíaco. Não deixa também de ser uma homenagem ao cantor da série Digimon, que nos deixou no mês passado. Dentre outras atrações - mais interessantes - estão o ator americano Jason Faunt (o Ranger Vermelho do tokusatsu americano Power Rangers Força do Tempo), os cantores Takayoshi Tanimoto e Ayumi Miyazaki (ambos também de Digimon), o simpaticíssimo dublador Garcia Jr. (He-Man, MacGyver, Schwarzenegger). Fora outras atrações ligadas à geração Millennials (YouTubers e etc).

Bom, mas este post mesmo é dedicado à ela. Por que? Há uns dois anos atrás escrevi no blog um post sobre ela. Lá deixei registrado minha eterna paixão pela cantora. Na época a ocasião era pelo seu aniversário de 40 aninhos. Continua com carinha e jeitinho meigo de uma menina 20. A música "Mulher de 40", do rei Roberto Carlos, seria ideal para uma dedicatória. Brincadeiras à parte, sempre a admirei pela sua voz encantadora e romantismo nas suas canções. Yumi é conhecida por interpretar temas da saga de Hades em Cavaleiros e começou sua carreira cantando o tema de abertura do anime Nadesico. Em breve devo escrever um outro post sobre ela e mais detalhado sobre sua carreira.

Yumi é o tipo de atração que faltava nos últimos cinco anos do evento. É bom que se diga que Yumi se apresentou em turnês no Japão, além de ter participado em eventos nos EUA e na França, por exemplo. Esperei muito tempo para vê-la cantar mais uma vez e o Sana acabou atendendo o pedido deste humilde/mortal blogueiro e do seu público em geral. Quando anunciaram a sua vinda (e de Nobuo) em outras capitais do Brasil, fiquei triste por pensar que ela não viria pra cá. Confesso que a sua vinda não passaria de uma brincadeira de 1 de abril (o Sana fez em sua fan page com referências ao Sana 8), mas hoje fui pego de surpresa. Morri e voltei de novo. Estou bastante feliz.

Na certeza de que Yumi vem por aqui, os fãs da capital alencarina querem que ela cante as suas canções apaixonadas que a gente quer ouvir. Canta pra gente, Yumi-chan.

Em sua homenagem, deixo um vídeo onde Yumi canta ao vivo a versão brasileira de "Chikyuugi" (Cavaleiros do Zodíaco Hades), no Sana 8:


AJIN: Demi-Human - terror, mistério e muita conspiração na tela da Netflix


Originalmente a ideia da Netflix era lançar a série semanalmente três dias após a exibição na TV japonesa, que ia ao ar todas as madrugadas de sexta para sábado pela MBS, entre 15 de janeiro e 8 de abril deste ano. O grande serviço de streaming licencia para todos os 190 países onde atua a série AJIN: Demi-Human. Certamente o atraso proposital foi uma estratégia da Netflix para manter o seu padrão característico de lançar toda uma temporada de uma vez para ser maratonada. Ainda que perca um pouco para o simulcast de serviços como Crunchyroll e Daisuki (ambas especializadas em séries japonesas), não deixa de criar uma expectativa. Ainda mais quando se vê o resultado da dublagem, por exemplo.

A primeira temporada do anime de 13 episódios (a segunda está confirmada para outubro no Japão) conta sobre o estudante chamado Kei Nagai, que descobre ser imortal, após sofrer um acidente de caminhão. Sendo mais específico, ele é um "Ajin". Uma espécie de criatura que com o tempo foram classificadas como criminosos, originalmente criados por experimentações científicas que dão habilidades especiais e sobre-humanas. Sem ter aonde se refugiar, Kei só pode contar com seu amigo de infância Kaito. Durante sua fuga, Kei descobre toda uma conspiração governamental por trás do caso dos Ajins e possíveis ataques terroristas.

AJIN: Demi-Human é uma série intensa e cheia de surpresas. Descrever mais informações chega até a estragar a surpresa (diga-se, dar spoilers) de quem vai assistir. Tão intenso de uma forma que chega a ser um "ópio" para o espectador buscar mais pistas nesta corrida frenética. Não deve absolutamente nada a um 24 Horas, Prison Break ou Breaking Bad da vida. Considerando que o gênero do anime seja de terror. A série pode atrair o público que curte séries e filmes policiais e de ficção científica, porém algum ou outro espectador pode estranhar de início os movimentos dos personagens. Coisa que quem já assistiu a série Knights of Sidonia pode estar acostumado, uma vez que ambas foram produzidas pela Polygon Pictures (e recebem o selo Original Netflix).

O anime conta com uma trilogia de filmes, sendo os dois primeiros longas lançados em novembro de 2015 e em maio de 2016 e o terceiro em setembro. Há também um OVA lançado no último dia 6 de maio. O mangá original é publicado pela editora Kodansha desde 2012. Sete volumes foram lançados até o momento. No serviço de streaming Crunchyroll estão disponíveis os dois primeiros volumes do mangá para os assinantes. Em março passado, a editora Panini anunciou a aquisição do mangá para ser publicado em breve aqui no Brasil.

As dublagens tem destaques bem peculiares. Mamoru Miyano (a voz de Ultraman Zero) e Johnny Young Bosch (Adam, o segundo Ranger Preto de Power Rangers) foram os dubladores do protagonista Kei Nagai nas respectivas versões japonesa e americana. A excelente versão brasileira foi realizada pela TV Group, que já havia trabalhado em Knights of Sidonia.

AJIN: Demi-Human está disponível mundialmente via Netflix desde 12 de abril.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Mudança de dublagem em Pokémon é carregada até mesmo para Charles Emmanuel

O novo dublador de Ash fala sobre sua interpretação

Você deve estar sabendo da mudança de elenco na dublagem de Pokémon, não é? Depois de mais de 15 anos dublado em São Paulo, o anime agora terá versão brasileira no Rio de Janeiro. É fato que toda mudança de dublagem cause estranheza para o público. A experiência difícil pesou para o dublador Charles Emmanuel (o Tenma de Pégaso em Os Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas) que deu o seu depoimento em vídeo sobre a mudança. Assista aqui pra entender a situação.

Charles confessou há algum tempo ser fã da franquia e que não queria substituir Fábio Lucindo (que deve se mudar para Portugal, segundo informações). É óbvio que a culpa não é dele e nem de seus colegas cariocas. Tal fato deve ser compreendido e apoiado mesmo pelos fãs. Dizer que a dublagem ficou um lixo e não dizer o que precisa ser melhorado não ajuda absolutamente em nada. O que não dá pra entender mesmo é a mudança repentina de elenco de uma capital para outra. Como Charles disse no vídeo, é uma falta de respeito ao público fiel que acompanha Pokémon há longa data.

Achei legal o Charles falar abertamente sobre o assunto, pois esclarece muita coisa e evita um certo haterirsmo de parte de fãs hardcore. Pelo o que ele mesmo contou, quer se empenhar para melhorar sua interpretação como Ash. É uma atitude que vai além do seu grande profissionalismo e que teve uma autocrítica pra avaliar o que pode ser melhorado, uma vez que essa mudança de local seja irreversível.

domingo, 15 de maio de 2016

Goku ataca de "Ricardão" em Dragon Ball Super

Goku no quarto de Bulma e Vegeta? Não é bem o que parece

Neste domingo (15) tivemos mais um daqueles episódios de suporte em Dragon Ball Super. Daqueles bem típicos de Akira Toriyama que mostram situações cômicas familiares, como já vimos em Dragon Ball Z. O ritmo do episódio se aproximou um pouco da série clássica de 1986 - Dragon Ball - com a gangue do Pilaf e acrescentou algo em relação à possibilidade de Pan se tornar uma Super Saiyajin algum dia no futuro. Algo que foi deixado de lado em Dragon Ball GT quando ela foi apresentada como uma das protagonistas em sua fase de pré-adolescência. O episódio teve breves cameos de Yajirobi e Arale. Aliás, esperava uma participação maior da androide da série Dr. Slump (também de Toriyama).

Agora, o episódio da semana teve uma situação bem inusitada. É que Goku estava com problemas de controlar seu Chi. O princípio do problema o levou acidentalmente para a casa de Bulma e Vegeta, na Capsule Corp. Mais precisamente no quarto do casal e no momento em que Bulma saia do banho. A cena lembra algo típico de flagra, mas Goku era inocente no bafulê todo e sabemos que ele jamais faria isso contra seu grande rival. Em todo o caso, a situação involuntária foi engraçadíssima.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Shurato completa 20 anos de sua estréia na extinta Rede Manchete

Shurato, o rei Shura

Com a febre de Os Cavaleiros do Zodíaco caindo e sofrendo reprises intermináveis, a Manchete estava interessada em novidades em relação aos animes. Sailor Moon estreou no finalzinho de abril (leia mais aqui). Duas semanas depois, precisamente no bloco noturno JapAction (idealizado pelo então diretor artístico da emissora, Eduardo Miranda), estreava aquele que embarcou na onda de Seiya e cia após o fim da série clássica.

Ás sete da noite do dia 13 de maio de 1996, uma segunda-feira, Shurato começou fazendo dobradinha com as séries tokusatsu Super Human Samurai (de segunda à quinta) e Ultraman (às sextas). Tinha uma campanha de marketing agressiva, com direito à propagandas do extinto Dicas de Vídeo que contava tudo o que aconteceria no episódio do dia seguinte caso você ligasse pra lá (e estourasse a conta de telefone dos seus pais). E claro, as tradicionais chamadas da Manchete, com a inconfundível voz padrão de Eloy Decarlo, ajudaram. As opiniões eram divididas. Uns gostavam, outros detonavam por ser uma imitação de Cavaleiros (o que é mal nenhum). O anime acabou tendo um sucesso significativo.

Por conta da demanda de animes que estava grande para a Gota Mágica cuidar, Shurato foi trabalhado pelo estúdio paulista Dubla Vídeo. Marcelo Campos, que interpretou Mu de Áries em Cavaleiros e Fire em Winspector, deixou sua marca como o Rei Shura como outro dublador jamais faria igual. Impossível não lembrar dos gritos que só Marcelo fazia como ninguém. O que acabou virando brincadeira de muita gente na época. A ideia foi da diretora da falecida dublagem Leda Figueiró (a Paty do seriado mexicano Chaves) que foi inspirado no lendário ator de artes marciais Bruce Lee e Marcelo foi um "rato de laobratório", segundo ele em entrevista para o Jbox, para o desenvolvimento. Outros dubladores conhecidos como Afonso Amajones (Hyôga o Rei Celestial), Leonardo Camilo (Ryuma o Rei Dragão), Hermes Baroli (Leiga o Rei Karla), Letícia Quinto (Rakashi), Tânia Gaidarj (deusa Vishnu), Cassius Romero (Mestre Indra), entre outros bateram o ponto e capricharam pra valer.

Com cenas de ação reaproveitadas na abertura e encerramento, Shurato era apresentado com créditos em português e a receita foi repetida em YuYu Hakusho. Sempre começava com a marcante soletração do nome do herói (que é impossível de ser encaixada na abertura original). Infelizmente os segundos temas de abertura e encerramento não tiveram versão em português.

Shurato foi distribuído pela extinta Tikara Films (antiga Everest Vídeo), do sr. Toshihiko "Toshi" Egashira, que recebeu fortes indicações de um veterano fã de animes de sua época e para investir o produto na TV brasileira. Miranda também apostou alto em Shurato para a grade da Manchete. Teve um bom retorno de produtos, inclusive pela Glaslite, e havia planos da empresa de lançar os 6 OVAs exibidos no Japão após o fim da série. Infelizmente a Manchete não poderia gastar tanto, por conta de sua crise, e estava focada mesmo em lançar Yu Yu Hakusho (também trazido pela Tikara no ano seguinte) em 1997.

Após várias reprises dos seus 38 episódios, Shurato saiu do ar e voltou de surpresa às dez da manha de um domingo, 4 de outubro de 1998 (dia de eleições presidenciais e estaduais). Só no dia seguinte o herói teve sua volta oficial nas noites da Manchete, fazendo dobradinha com YuYu. Essa dobradinha formou um trio em dezembro do mesmo ano com o retorno da série tokusatsu Jiraiya (que havia sido adquirido pela Tikara na época em negociação com a Top Tape). Em 1999 outra série tokusatsu voltava das profundezas do baú do Toshi, Maskman (Super Sentai de 1987). Todas as quatro séries ficaram no ar até o início de novembro daquele ano e infelizmente não foi incluído na programação oficial da RedeTV!.

Se um dia Shurato voltar oficialmente no Brasil, com certeza será através de outra distribuidora e provavelmente com dublagem refeita. As fitas masters destas últimas séries exibidas pela Manchete/TV! - e mais as séries Lion Man e Jiban (ambas trazidas pela Top Tape) - ficaram presas na massa falida da emissora carioca. Caso houver uma redublagem no futuro, tem que ter a presença do elenco original. Menos de Marcelo Campos que anda afastado do meio. Ora, quem sabe ele volta e a série também, né?

On Shura Sowaka!

PS: Agradecimentos ao Eduardo Miranda, antigo 
Chefe da Divisão de Cinema da Rede Manchete entre 1993 e 1999 (ano em que a emissora foi extinta), que ajudou com informações de bastidores na fan page do blog.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dragon Ball teve dois filmes live action mais constrangedores que o próprio Evolution

A versão carne e osso de Goku na Coréia do Sul

Se você é um fã fervoroso de Dragon Ball certamente você guarda uma certa raivinha do filme Dragonball Evolution, lançado mundialmente nos cinemas em 2009 pela Fox. Recentemente o roteirista Bem Ramsey pediu desculpas aos fãs da série do mangaká Akira Toriyama pelo "transtorno". Então, falando nisso, você sabia que DB já teve dois filmes live action que são mais toscos ainda?

Pois bem. Um atende pelo título Dragon Ball: The Magic Begins. Produzido em Taiwan, em 1991, esta produção não-oficial foi baseada no filme A Lenda de Shenlong, o primeiro da série animada da TV. Foi lançado nos EUA e ganhou dublagem local que mudou o nome dos personagens.

A história começa quando King Horn envia sua tropa contra a humanidade em busca das sete Esferas do Dragão. King Horn é baseado em Pilaf, mas tem fortes referências ao Rei Gourmet (do filme animado citado) e ao Lúcifer (de A Bela Adormecida do Castelo Amaldiçoado, o segundo filme de DB). Seus principais capangas são os atiradores Zebrata (Vongo) e Maria (Pasta) -- que mais parecem ter saído do universo de Mad Max. A ameaça de King Horn chega ao velho Sparkle (Son Gohan), que possui a esfera de quatro estrelas. Para vingar o seu avô, Monkey Boy (Goku), um descendente de Monkey King. (Quem?!) parte para uma jornada. Monkey Boy conhece a meiga Seetoe (Bulma). Juntos eles salvam a pequena Jen Jen/Jade (baseada em Pansy do primeiro filme) do tarado porco humanoide - "pedófilo" - Piggy (Oolong). Mais tarde aparece La Ping/Westwood (Yamcha) e sua cacatua Miss Knowwhat/Snowhite (Pu'ar). (Quem?! 2) Toda essa trupe acaba indo de encontro ao mestre Turtle Hermit/Turtle Man (Mestre Kame) que é um pouco mais depravado do que no próprio anime. Sem contar que há algumas insinuações de apelo sexual que jamais seriam aceitos numa programação infantil.

O filme é típico de Sessão da Tarde a nível de um Katate Kid da vida ou um filme clássico do Jackie Chan. Tem BGMs dignos de filmes de artes marciais da época e umas boas cenas de ação. Só que o filme tem efeitos tosquíssimos e enredo meio forçado. Pra você ter uma ideia, o filme desenrola durante uma hora em diálogos superficiais e de quebra os apelos de Turtle Man. Shenlong é invocado numa ideia altamente bizarra e sua aparição parece ter sido produzido através daqueles fantoches com cordinhas. Seetoe foi interpretada pela atriz Jeannie Hsieh (que continua mais bela aos 41 anos do que na época do filme), que é conhecida popularmente em Taiwan também como cantora, dançarina e compositora pop, além de ser modelo. The Magic Begins ganhou uma versão estendida de mais 15 minutos em 2007.

Antes deste filme tivemos outro e mais bombástico ainda. Melhor dizendo, a pior adaptação live action de Dragon Ball e a prova viva de que existe sim algo mais medonho que a versão hollywoodiana na história da franquia. Dragon Ball: Ssawora Son Goku, Igyeora Son Goku foi lançado na Coréia do Sul em dezembro de 1990. Tentou adaptar vários elementos do anime para a realidade, se baseando na saga de Pilaf. O resultado não foi outro a não ser o seguinte: catastrófico. A começar pelo cabelo de Goku (foto acima) que parece metade peruca feita de coroa de chifres e metade lambido com saliva de boi. Oolong é um cara fantasiado e que parece ter saído direto da atual era da (pasme!) Carreta Furação e se perdido no passado. Sem contar que Pu'al e a Tartaruga viraram bonecos (o que era de se esperar, né?). Chi-chi soltando um "Eye Slugger" gigantescamente desproporcional (o capacete da personagem é originalmente uma homenagem ao famoso herói de tokusatsu Ultraseven). E o que falar dos trajes? Bem dos vilões? A roupa de Nappa (de Dragon Ball Z) é da pior qualidade e nem a película ajudou a disfarçar. Shu usou usa a armadura de Sparkman - um filme coreano de tokusatsu de 1988. Ah, aparecem também uns robôs "gigantes" em tamanho surreal (assista pra tentar entender minha tentativa de redundar isso). E o Shenlong? É um holograma de quinta categoria e realizou o desejo mais bizarrão da história de Dragon Ball (não direi tal spoiler. É coisa que nem Toriyama se atreveria a escrever tais ideias, mesmo com a seu espírito zoador).

Tem lá outras chocridões como o Radar do Dragão ser um Game Boy, a Nuvem Voadora soltar fumaça de gelo (ela não é dourada), e Goku assistir a sua própria versão animada (cena do primeiro episódio). Isso pra não dizer algumas vergonhas alheias como Oolong fazer suas necessidades diante às câmeras e a Tartaruga mordeu o "instrumento" de Mestre Kame. O filme diverte pelos efeitos toscos, trilha sonora que tenta ser bacaninha e sequencias de ação. Mas do meio pro fim fica chato, constrangedor e não dá um desenvolvimento ao Pilaf e sua gangue. (Ah, eu já disse que Pilaf é parece mais um ratão?) Em compensação o filme teve a atriz mais bela a interpretar Bulma, Lee Ju-Hee.

Bem, se na época de Dragonball Evolution você saiu fumegando do cinema, saiba que isso é fichinha e Dragon Ball teve coisas mais absurdas que isso na história do cinema. Todos os três live actions mostram que a série de mangá/anime não serve pra versões em carne e osso. Ramsey não foi o primeiro e tomara que seja o último. Vale uma boa cascavilhada na internet pra analisar esses filmes e ver quem pesa mais na balança da bizarrice.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Em novo filme de Power Rangers, Elizabeth Banks poderá ser uma dupla carta na manga

Elizabeth Banks como Rita Repulsa

Há algum tempo que o novo filme de Power Rangers (o terceiro da franquia) vem pipocando em sites especializados e não-especializados quando o assunto é sobre a grande marca do visionário Haim Saban. Bom, Elizabeth Banks foi uma escolha e tanto. Não se trata de ser cedo demais ou estar entusiasmado pra ver o resultado. Basta ver filmes onde ela atuou, principalmente na série Jogos Vorazes, onde deu a vida à personagem Effie Trinket.

A loira de 42 anos é bem talentosa e sua interpretação pode surpreender a muitos. Quem sabe até mais do que imaginamos. Banks está mais situada em filmes de comédias românticas e besteirol americano como Três Vezes Amor e Mais um Verão Americano, por exemplo. Isso não a impede de atuar em outros gêneros.

Não dá pra saber ao certo a proposta do novo filme de Power Rangers. O que se sabe até o momento é que a trama não será sombria (como se cogitava no início) nem tão infanto juvenil como era nos anos 90. O figurino lembra um misto de Scorpina e Hera Venenosa (de Batman). Estranho? Para os padrões, sim. Mas muito bacana. Elogiado por vários atores da era clássica, incluindo Jason David Frank (o Tommy Oliver) por lembrar de vários detalhes do traje do primeiro Ranger Verde. Porém criticado pela atriz Carla Pérez, a segunda a viver como Rita na série original (a primeira foi a saudosa atriz japonesa Machiko Soga), por não ter a mesma essência da vilã original. Isso vai depender de como isso será adaptado. Penso eu que talvez haja uma possibilidade para um gancho para uma continuação do qual haveria a inserção de Tommy na história. Por enquanto é apenas teoria que não deixa de fazer algum sentido, por ora. Seu traje pode ter alguma ligação com os uniformes que foram divulgados oficialmente na semana passada. Cogita-se de que Rita seja uma Ranger Verde renegada. Melhor aguardamos.

Independente disso, o importante mesmo é que Elizabeth será um trunfo maior. Tanto para o filme como para a evolução de sua carreira. Creio que após o filme, a atriz passe a ganhar muito mais evidência do que agora. Não tenho dúvidas de que Power Rangers seja o início de uma nova etapa profissional para ela.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Retorno de Mirai Trunks pode ser um sinal de cansaço de Akira Toriyama

Trunks adulto voltará em Dragon Ball Super

No post anterior escrevi que Akira Toriyama não consegue mais fazer aquele humor como antigamente. O resultado está aí, como episódios isolados que tentam fazer gracinha, piadas bobinhas e nada que vá deixar saudades depois que Dragon Ball Super acabar no meio do ano que vem. Fato.

Ontem foi anunciada a volta de Mirai Trunks - ou Trunks do Futuro. Talvez não deve ser o mesmo daquela linha do tempo alternativa que vimos em Dragon Ball Z. Ou pode ser que seja mesmo. A de se considerar de que Akira Toriyama sempre teve umas ideias loucas e algumas coisa não foram explicadas, criando lacunas de furo (como esse do Trunks). Tais furos podem se repetir, perigando criar um nó no cérebro do espectador.

Se é falta de criatividade ou se é por uma simples vibe nostálgica de Toriyama, só saberemos com o tempo. Do jeito que anda Dragon Ball Super, a coisa não deve ir muito pra algo mais criativo. Falando em falta de criatividade, teremos um Black Goku. É algo pra gente se preocupar. Quanto a volta de Arale (de Dr. Slump) no próximo domingo, é um caso à parte. Uma homenagem.

A impressão que fica é que Dragon Ball Super está servindo mais pra reciclar os mesmos elementos já vistos ao longo da fase clássica. Começou bem, mas depois fomos surpreendidos como nada menos que uma re-version dos últimos dois filmes de DBZ. Teve a saga do Sexto Universo que divertiu. Mas ainda falta uma super ameaça, um supervilão, ou alguma coisa do tipo. Não precisa ser uma releitura de Freeza, Cell e Majin Boo. Basta ser uma coisa totalmente inovadora, jamais vista na mitologia de Dragon Ball.

Toriyama precisa criar algo urgente antes que a peteca de DB Super caia dentro nesse espaço de 14 meses que restam.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Farsa de Monaca é mais uma historinha pra boi dormir em Dragon Ball Super

Monaca forte?

Quando assisto a episódios isolados de comádia em Dragon Ball Super tenho a impressão de que Akira Toriyama perdeu o pique pra fazer graça como antigamente. O episódio deste domingo (8) é mais um daqueles que não vão acrescentar em nada à mitologia e ninguém vai sentir falta. Ou seja, não deixará nada que seja marcante. Ou alguém vai me dizer que sente falta daquele episódio em que o Mr. Satan teve que enfrentar um alienígena patético?

Pelo menos ficamos sabendo que Monaca não tem superpoderes/superforça coisa nenhuma. Ele é fracote mesmo e foi tudo uma armação de Bills desde o começo. A gente sabe que Goku tem uma grande sede por luta e não se aquieta quando vê um guerreiro forte. Viu quando o baixinho deu um golpe arremessador em contra Hit. Veja, um golpe falso e que Hit parou por uns instantes e resolveu se entregar porque percebeu que aquele oponente não era nada interessante para ele, depois de um intenso duelo contra Goku.

E o episódio da semana foi algo que não rendeu muita coisa a não ser uma desculpa pra segurar o calendário de exibição. Pra enganar Goku, os seus amigos colocaram Bills numa saia justa pra se disfarçar de Monaca - com fantasia e capacete (do tipo Carreta Furação). Sem graça a intervenção de Piccolo e Vegeta na luta, quando na verdade era pra consertar o "cosplay" de Bills (como Monaca) que estava rasgando com os golpes de Goku. Até o coitado do Pu'al foi obrigado a se disfarçar em Bills pra melhor parecer ao Goku.

Pelo visto vamos ter mais um pack de episódios inúteis em Dragon Ball Super até a gente ver a volta do Trunks do futuro. E pensar que ainda temos mais de um ano da série pela frente.

sábado, 7 de maio de 2016

Mayoiga apela para flashbacks e fantasia macabra

Os viajantes que se cuidem

O anime Mayoiga (The Lost Village) começou de um jeito esquisito que parecia fugir da própria proposta de divulgação. Foi anunciado como uma série de suspense, terror e mistério. A primeira impressão foi diferente do que se esperava. Parecia um anime (com crise de identidade) e que estava parecendo mais com um reality show improvisado e sem regras.

Mayoiga vem melhorando nas últimas semanas e tem revelado o seu tom sombrio. Perdeu um pouco da "fofura" que estava atrapalhando a atração e roteiro e personagens ficaram mais inteligentes. No episódio desta sexta (6) houve a aparição de uma criatura feita de silicone que atacou diretamente no emocional de alguns personagens. Isso gerou alguns flashbacks que lembraram momentos da série americana Lost. Porém com mais bizarrice e um surrealismo macabro que viraram um tormento.

Não dá pra dizer ainda que Mayoiga é um dos melhores animes da temporada. Mas está chamando a atenção do espectador que procura acompanhar semanalmente. Resta torcer pra que o enredo melhore já que agora está na metade da temporada.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Revisitando os Ultra filmes no Brasil #7 - Mega Batalha na Galáxia Ultra (2009)

Os líderes supremos da Família Ultra

Quem acompanhou o desenrolar do tokusatsu no Japão em 2009 (o Brasil também teve novidades interessantes em paralelo), sabe que Kamen Rider rendeu duas séries que deram o que falar. Em 12 de dezembro daquele ano foi lançado nos cinemas o filme Kamen Rider × Kamen Rider W & Decade: Movie Taisen 2010. O crossover entre o(s) Rider(s) vigente(s) e o antecessor. Justamente naquele mesmo sábado surgia um filme "concorrente" à altura.

Ultraman: O Filme - Mega Batalha na Galáxia Ultra foi uma produção importante em vários parâmetros da Tsuburaya. Primeiro de tudo é que esta foi bancada e distribuída pela filial local da Warner Bros., complementou o segredo da Família Ultra e lançou mais um membro dela: Ultraman Zero. Ele é nada mais e nada menos que o filho do lendário Ultraseven (não me pergunte quem é a mãe, por favor!) e foi um dos queridinhos da franquia nos anos recentes. Até mesmo para quem não curte a franquia e prefere o eixo Rider/Sentai (da Toei).

O crossover pode servir como uma sequencia das séries Ultra Galaxy Mega Monster Battle (2007-08) e Ultra Galaxy Mega Monster Battle: Never Ending Odyssey (2008-09), respectivamente as 24ª e 25ª Ultra Series. Para quem não sabe, estas produções (de 13 episódios cada) contam como o humano Rei que herdou poderes do diabólico Alien Reiblood e se tornou o herói Reimon, ao lado do monstrão Gomora. Rei viajava pelo universo com seus colegas da equipe ZAP SPACY.


Belial em seu primeiro ataque contra os Guerreiros Ultra após sua prisão

Após sua redenção, Rei é procurado por Ultraman Mebius para ajudá-lo na luta contra Ultraman Belial. Um rebelde que no passado tentou roubar o Plasma Spark, sol artificial criado pelos ancestrais da Terra da Luz como fonte de sobrevivência, para obter grande poder. Após escapar da prisão, Belial apoderou-se da arma Giga Battle Nizer que tem o poder de controlar até cem monstros.

Mega Batalha na Galáxia Ultra pode não surpreender tanto em roteiro, mas consegue chamar atenção por alguns motivos específicos. A excelente superprodução utilizou cenários em CGI (imagem gerada por computador) que dispensou as tradicionais maquetes de combate (o que nada diminui os velhos cenários que até hoje ajudam os recursos de produções de tokusatsu); Diverte em sequencias de combate que tiveram mais desenvoltura e um toque de "realismo". Ou melhor, um toque do diretor Koichi Sakamoto que é impecável em seus trabalhos, como sempre.

A introdução de Ultraman Zero é interessante. Filho de Seven, passou a ser treinado por Ultraman Leo, que outrora foi treinado pelo pai de seu aluno. Zero tem um motivo especial para passar pelo treinamento. Mas sua relação de pai e filho não passou de algo superficial na história. Quem assistiu deve saber do que estou falando. Enfim, sua primeira batalha foi triunfal. O então caçula da Família dos gigantes prateados caiu no gosto do público e rendeu uma continuação no ano seguinte nos cinemas, sem contar outros Gaidens direto-para-vídeo. Ah, Mega Batalha na Galáxia Ultra tem uma participação meio inusitada de Shin Asuka/Ultraman Dyna (que está loiro!). Sabe-se que ele é um Ultra vindo de outra cronologia (multiverso). Apesar de parecer dispensável, o fanservice valeu simplesmente por conta do carisma do herói.


Ultraman King e Astra, o irmão de Leo

O filmaço teve uma disputa acirrada na primeira semana no Japão. Não só pelo filme de fim de ano dos Kamen Riders como citei acima, mas também por conta das estreias dos filmes One Piece Film: Strong World e Patrulha Estrelar: Ressurection que também estrearam na mesma data. Fato que deixou o público indeciso na hora de escolher o que assistir primeiro. O filme faturou $6.161.665 e se tornou a segunda maior bilheteria de Ultraman, perdendo apenas para Superior Ultraman 8 Brothers.

Retornaram os atores Shota Minami (Rei/Reimon) e o restante do elenco de Ultra Galaxy. Além dos veteranos Susumu Kurobe (Hayata/Ultraman), Kohji Moritsugu (Dan/Seven), Takeshi Tsuruno (Asuka/Dyna), Shunji Igarashi (Mirai/Mebius). Participaram apenas na dublagem original outros nomes como Jiro Dan (Jack), Keiji Takamine (Ace), Ryu Manatsu (Leo) - retornando aos papéis de origem. O destaque principal - e mais curioso ainda - fica para a atuação do Então Primeiro Ministro Junichirô Koizumi, que emprestou sua voz para o lendário Ultraman King. E não posso esquecer de Mamoru Miyano, que imortalizou sua voz como Ultraman Zero. O talentosíssimo seiyu (dublador) é famoso no Japão por personagens de animes como Light Yagami (Death Note), Cinque Izumi (Dog Days), Berg Katze (Gatchamen Crowds), entre outros e mais algumas participações em outros tokusatsus como Exceedraft (ainda criança) e Kyoryuger.


Mega Batalha na Galáxia Ultra foi o último dos sete primeiros filmes (todos resenhados aqui no blog) a ser lançado direto-para-DVD no Brasil durante todo o segundo semestre de 2011 através de um pacote da Focus Filmes. Por sua vez, este foi o primeiro Ultra filme a ser comercializado também em Blu-ray. Todos com áudios nas versões original e brasileira. O mesmo foi exibido no Canal Max (do grupo HBO), estreando na noite de 6 de fevereiro de 2014, apenas com áudio em japonês e legendas em português. Está disponível via streaming pela Netflix desde 15 de dezembro ao lado de mais seis filmes da franquia.

A dublagem foi realizada mais uma vez pela Dubrasil (de Sampa) em parceria com a Rio Sound (do Rio, óbvio). Retornam aos trabalhos em seus respectivos papéis: Márcio Simões (Hayata/Ultraman), Celso Vasconcelos (Dan/Seven), Orlando Viggiani (Ace), Hermes Baroli (Asuka/Dyna), Rodrigo Andreatto (Mirai/Mebius). O saudoso Ionei Silva não retornou para emprestar sua voz para o Ultraman Jack, sendo substituído pelo também falecido Hamilton Ricardo. Ricardo dublou também Hyuga (o comandante da ZAP SPACY). Silvio Giraldi (Dan o Rei Hiba em Shurato) volta a dublar Ultraman Tarô e com mais vigor do que em sua última participação, que foi curtinha. Também dublou o Ultraman 80 (Eighty).

Alfredo Rollo atuou como Ultraman Zero e tentou não ser como Vegeta (de Dragon Ball Z), embora a interpretação lembrasse e divertisse assim como o Príncipe dos Saiyajins. Outros dubladores em destaque são Gilberto Baroli (Saga de Gêmeos em Cavaleiros) como o Pai de Ultra (Ken); Cristina Rodrigues (Pink Flash no tokusatsu Flashman) como a Mãe de Ultra (Marie); Felipe Zilse (Haruto de Lobo em Os Cavaleiros do Zodíaco Omega) como Rei/Reimon; e Nestor Chiesse (Hypnos em Cavaleiros - saga de Hades) como Ultraman Leo. Agora, estranha foi a interpretação de Antônio Natal como Ultraman King, ao contrário da versão japonesa, as falas ficaram arrastadas. Muito esquisito.

PS: A próxima resenha dos filmes do Ultraman fica para daqui a duas semanas, no dia 20 de maio. Na próxima sexta teremos mais um anime aniversariante da Manchete. Até a próxima, amiguinhos.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Cyborg 009 VS Devilman, o mais novo crossover a ser testemunhado mundialmente

O encontro de dois univesos da animação japonesa

Sempre disse em várias oportunidades neste blog que o streaming é a alternativa certa de veiculação de produções japonesas em tempos onde emissoras de TV aberta e paga estão se distanciando cada vez mais desse tipo de produto. No Brasil e em outros países fora do Japão algumas séries de anime da atual temporada estão em exibição via serviços Crunchyroll e Daisuki, que costumam lançar episódios em transmissão simultânea (simulcast) para serem assistidos a hora que quisermos e de forma mais rápida/segura. A Netflix tem dado os seus próprios passos para investir nesse mercado e surpreendeu a muitos quando adquiriu os direitos de transmissão mundial (porém sem o selo de exclusividade) da série Cyborg 009 VS Devilman, coincidindo com o lançamento da nova safra de animes para abril.

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Ultraseven X é a mais nova opção para os amantes de ficção científica

O OVA (Original Video Animation), produzido em parceria pelos estúdios Bee Media e Actas foi lançado há pouco tempo no Japão, em outubro de 2015. O crossover de três episódios (batizados como "act") traz de volta dois clássicos heróis do mangá e da animação japonesa. Cyborg 009, do saudoso mangaká Shotarô Ishinomori (o pai dos Kamen Riders) e Devilman, do veterano Go Nagai (autor de títulos famosos como Mazinger e Cutie Honey). Este mesmo encontro rendeu uma adaptação em mangá chamada Cyborg 009 VS Devilman: Breakdown e uma novel chamada Cyborg 009 VS Devilman Treacheries: The Traitors, que serviu como uma prequel dos eventos do OVA. Como marketing estratégico, o OVA foi anunciado como trabalhos separados de ambas as séries. De um lado seria um anime dirigido por Jun Kawagoe (que está de fato no staff) para comemorar os 50 anos do mangá anunciado em março de 2015, e de outro um anime de Devilman anunciado em abril de 2014.

Os eventos de cada série (as versões originais eram produzidas pela Toei Animation) se cruzam quando um aviso iminente sobre uma invasão de demônios chega ao grupo dos nove 00 Cyborgs. Pensando ser um ataque da organização Black Ghost, a equipe liderada por Joe Shimamura se vê diante de um violento ataque maciço de criaturas das trevas. Para ajudar os Cyborgs, o jovem Akira Fudô passa a reforçar a batalha contra a união das forças do mal, antes que haja uma terrível criação que funde máquina e demônio.

Cyborg 009 VS Devilman foi distribuído mundialmente com o áudio original japonês e dublagem americana. Nesta última versão o destaque fica para Johnny Yong Bosch, o Adam de Power Rangers, que é conhecido por lá também como dublador de animes. Os temas de abertura "Cyborg 009 ~Nine Cyborg Soldiers~" e encerramento "Devil Mind ~Ai wa Chikara~" foram interpretados pela banda JAM Project (Hironobu Kageyama, Masaaki Endô e cia).

O OVA está disponível no Brasil via Netflix desde 1 de abril de 2016.


Bônus: Cyborg 009


Criado por Shotarô Ishinomori, a série foi publicada originalmente pela Shonen King, entre 1964 e 1981. A história contava sobre nove humanos que foram sequestrados pela organização maligna Black Ghost e foram transformados em ciborgues e passaram a adquirir super poderes. Os 00 Cyborgs (tendo como o protagonista Joe Shimamura/Cyborg 009) se rebelam e lutam contra Black Ghost, que pretende começar a Terceira Guerra Mundial.

O sucesso de Cyborg 009 rendeu dois filmes animados no cinema pela Toei Animation em 1966 e 1967 (exibidos no Brasil pelo extinto circuito de cinemas do bairro da Liberdade, em São Paulo) e mais tarde uma série animada de 26 episódios exibida originalmente pela NET (atual TV Asahi) sempre às noites de sexta-feira na faixa das sete e meia da noite entre abril e setembro de 1968. Apesar de já existir transmissão em cores, o anime foi lançado ainda em preto e branco e com produção precária. Esta mesma versão foi exibida no Brasil pela extinta TV Tupi entre o final dos anos 60 e início dos 70. Uma segunda série foi produzida pela Toei, em parceria com a Sunrise, entre março de 1979 e março de 1980. Com o total de 50 episódios, a série inédita no Brasil foi concluída no filme Cyborg 009 Contra o Monstro do Mar, lançado em vídeo por aqui.

Entre 2001 e 2002 os estúdios Japan Vistec e Avex Mode produzem uma terceira série de 51 episódios exibidos no Brasil pelo canal pago Cartoon Network, em 2004. Os traços foram fiéis à obra de Ishinomori e ganhou um final inédito no manga. Cyborg 009 rendeu também dois games em 2002 e 2003, um áudio drama em 2009 e um filme para cinema em 2012.


Bônus: Devilman


Gô Nagai, antes de criar Devilman, era assistente de Shotarô Ishinomori e colaborou junto do seu mestre para o mangá de Cyborg 009. Publicado nas páginas da Weekly Shonen entre 1972 e 1973, Devilman ganhou uma versão animada pela Toei entre julho de 1972 e abril de 1973, totalizando 39 episódios exibidos pela NET (TV Asahi), sempre aos sábados às oito e meia da noite.

Teve um retorno aos mangás com o título Shin Devilman (Novo Devilman) entre 1979 e 1981, três séries novels, dois OVAs de 50 minutos cada e um filme live-action em 2004. Devilman e outros personagens da trama apareceram em outros trabalhos de Go Nagai. O mais notável foi no filme Mazinger vs. Devilman (1973), do diretor Tomoharu Katsumata. Este foi o primeiro crossover tanto de Devilman quanto da série Mazinger.

Devilman conta sobre o jovem tímido Akira Fudô que passa a adquirir poderes demoníacos para defender a humanidade contra as forças do mal. O anime original de Devilman é inédita no Brasil. Vale mencionar que sua concepção do personagem veio de outra obra de Nagai, do mangá Demon Lord Dante, de 1971. A série animada de 2002 baseada neste mesmo mangá foi exibida no Brasil pelo extinto canal pago Animax e esteve até pouco tempo em exibição pelo serviço Netflix.