quinta-feira, 30 de julho de 2015

Fãs de Tetsuo Kurata crucificam blogueiro manso

Tetsuo no palco do Anime Friends (Foto: Divulgação/AnimeX)

Então, o blogueiro sou eu mesmo. Nesta semana eu escrevi dois posts sobre a vinda do ator Tetsuo Kurata no Brasil, no evento Anime Friends. Respectivamente, eu havia comentado sobre sua volta como Issamu Minami na série Kamen Rider Decade (em 2009) e sobre o impasse que houve no momento dos autógrafos do evento de São Paulo.

Alguns fãs mais hardcores do ator se enfureceram comigo em alguns grupos no Facebook e me atacaram de "não ser fã do Kurata", de "ter algo contra o ator", de "criar uma falsa história" e coisas do gênero. Teve até quem pensou que a Sonia Abrão teria sido a autora de um dos posts. Só não me chamaram de santo ou de Téo Pereira (personagem de Paulo Betti na novela global Império).

Já imaginava que o assunto renderia uma certa divisão de opiniões. Eu esperava até mesmo uma comoção de alguns fãs, mas não nessa proporção que repercutiu. Isso é algo que nós que trabalhamos com a imprensa estamos sujeitos a sofrer e temos que lidar com todo o tipo de reação. Infelizmente o grande mal nas redes sociais atualmente é o fato de algumas pessoas quererem comentar alguma nota sem antes ler ou saber do que realmente se trata ali de fato. Tem até aqueles que se limitam a ler apenas o título ou um trecho isolado de um determinado texto e acabam não entendendo a assertiva do conteúdo. Daí acabam fazendo crítica ao desconhecimento. É impressionante esse tipo de coisa em plena era onde falta de informação não deveria ser mais desculpa.

Por exemplo, no título do primeiro post que escrevi sobre o ator algumas pessoas se assustaram quando leram no título a expressão "se humilhar". Quem leu provavelmente deve ter entendido o que quis dizer ou talvez não. Aparentemente é um termo forte/pesado e apesar da ambiguidade minha intenção jamais foi de detonar o ator. O que não aconteceu, entenda. Eu poderia até explicar a tal expressão em termos religiosos, por exemplo, mas isso não vem ao caso. O que quis passar foi que Kurata teve que praticamente se curvar/reverenciar ao estúdio - Toei Company - que é um tanto difícil e tem "visão-de-boi" em relação ao retorno de atores veteranos que estrelaram séries de tokusatsu outros casos. Coisa que não acontece igual em outros estúdios históricos como a Tsuburaya, por exemplo. Ah, teve até quem confundiu a trapaça feita pelo jornalista japonês como se fosse eu estivesse me referindo ao Kurata. Vai entender, né? Noutro post, alguns disseram que eu não poderia comentar sobre um fato se eu não estava lá. Ora, isso é o mesmo que dizer que um professor não pode lecionar ou comentar sobre fatos históricos quando muitos de nós nem éramos nascidos pra testemunhar e contar, não é verdade?

Quem me acompanha há longa data aqui no blog sabe que não costumo comentar coisas baseadas em achismos e muito menos inventar histórias pra atualizar o conteúdo. Longe de mim essa ideia. Um lema que sempre carrego desde os tempos da saudosa emissora carioca dos Bloch é "aconteceu, virou Manchete". O clássico slogan já diz tudo por si só. No caso do Kurata, minha opinião foi a mais limitada possível por eu não estar presente, mas tenho fontes seguras de pessoas que estiveram no AF e que relataram. O que também não proíbe ninguém ligado à área do tokusatsu dar uma opinião. Se duvidar, sugiro uma pesquisada mais aprofundada na internet e vai se deparar com algumas lamentações de pessoas que não puderam se encontrar pessoalmente com o "Black Sun" como queriam. Isso é fato. No mais, sempre venho comentando neste espaço sobre o que observo e acompanho e me chamam atenção no movimento da cultura pop japonesa. Seja anime, seja tokusatsu, seja evento, e outras coisas ligadas a este universo "inútil" que a gente tanto gosta.

Hoje em dia parece que não se pode opinar em nada sobre qualquer área ligada à diversos temas da cultura pop que já é motivo pra alguns quererem proibir fulano e sicrano de falar e partir pro ataque no modo automático. É como uma tentativa de censura contra aqueles que são assistidos pela democrática liberdade de expressão. O que não é motivo pra gerar um alarido por não ter averiguado um determinado tema ou não entender o que está sendo abordado. Numa certa palestra que participei, já me disseram que eu não deveria falar sobre uma certo seriado acolá que "destruiu" a imagem de alguns esquadrões multi-coloridos na América.

Ainda bem que há aqueles que são cabeça fria, que entendem de boa, e não levam tokusatsu tão a sério como se fosse a própria mãe. E nesse meio eu admiro muito os leitores que concordam e discordam de mim tranquilamente. Esses são papo firme pra um debate pacífico. E que fique bem claro uma coisa: pela última vez, não tenho nada contra o Kurata. Independente do que aconteceu ou do que deixou de acontecer lá no evento, continuo sendo fã do Black e continuarei a curtir como os demais Riders.

E fim de papo.

Dublagens de novos animes e tokusatsus: por que alguns não acontecem?

Garo é o próximo tokusatsu a vir para o Brasil

Há dois meses atrás saiu uma nota que moveu vários meios especializados e não especializados em cultura pop japonesa: o provável lançamento de tokusatsus originais (japoneses) para a Netflix. Claro, muitos (como este blogueiro que vos escreve) também comemorou. Apesar de certos sites distorcerem o que foi dito pelo JBox na época, há possibilidades sim das dublagens das séries clássicas irem para a plataforma.

Na lista da Sato Company há também o nome do inédito Garo. Ainda não se sabe se haverá realmente dublagem ou não. Julgando pelos lançamentos da empresa para a Netflix, animes como Doraemon e Robô Gigante estão com seus áudios em português (e em japonês também). Detalhe: ambos citados jamais passaram pela TV brasileira. Possivelmente aconteça o mesmo com Garo. Mas e se por acaso não for dublado?

Caso não aconteça, isso não é motivo pra mimimi, choramingar ou se espernear pela net afora. Querendo ou não, dublagem custa caro. Garo é um tipo de tokusatsu que poderia muito bem funcionar com áudio dublado em nosso idioma. Mas também funciona ainda melhor com áudio original. E nem é aquela desculpa de que "em japonês é melhor". O que vier oficialmente do gênero, tem que ser bem-vindo mesmo e valorizado.

Mas aqui acolá sempre tem meia dúzia que defendem a "causa" das fansubs e dizem algo como: "se for pra ter legendado, eu já tenho em casa" ou "as subs já fizeram esse trampo primeiro". Aí é que muitos se enganam e caem do cavalo. As subs brasileiras costumam se basear nas versões gringas. Mas o que muita gente não sabe é que as "TV-Nihon"s da vida costumam adaptar e mudar certos pontos nos diálogos. Independente de sair dublado ou não, certamente haverá uma opção de legendas em português. O que veremos ali no serviço num futuro não muito distante é uma versão traduzida diretamente da versão japonesa. Daí, podem comparar à vontade a vindoura versão oficial brasileira com as alternativas.

Outro ponto a se ressaltar é quanto a suposição de uma vinda das séries Zyuranger e Dairanger para o Brasil. Uma vez que estes Super Sentais tem lançamento para os EUA, é importante ressaltar que é possível que tais alcancem apenas a América do Norte (EUA, Canadá e México). Vir para o Brasil? Olha, sendo bem franco, acho que seria mais viável vir direto-para-Netflix. O mercado de home-vídeo está escasso e muitas vezes os próprios fãs não ajudam pro crescimento do mesmo. Mas caso viessem num desses formatos, possivelmente viria com o mesmo padrão da Shout! Factory: apenas com o áudio original japonês (e sem dublagem!). Coisa que os próprios americanos são compreensíveis e dão bom exemplo para certos brazucas, em termos de informação. Ou seja, eles são felizes e sabem disso. Poderia acontecer também de alguma empresa licenciar pra cá em parceria com a Shout! Factory e daí surgir uma dublagem brasileira. Quem sabe.

Gente, vamos ser sinceros e procurar entender como o mercado de séries japonesas é importante. É triste ver alguns materiais sendo trazidos para cá e o público não dar o devido retorno. Muitas vezes reclama-se por falta de dublagem. E quando tem, reclamam de forma pior e da mais ingrata possível. Muitos dizem que comprariam um box de uma série japonesa "se tiver em Blu-ray", mas não comprariam nem fosse lançado de forma alguma. Eu indicaria o público a tentar se aprofundar e pesquisar mais sobre como funciona os licenciamentos pra TV, cinema, home-vídeo e streaming antes de reclamarem qualquer coisa por aí sem saber do que vai realmente reivindicar ou pra quem diretamente vai tais protestos. Ainda assim, o assunto é meio complexo de se entender e ao mesmo tempo fácil pra se ter ao menos uma noção. Nada melhor que os próprios fãs tentarem acompanhar isso de perto, né?

Veja bem: não sou contra a dublagem. E é até legal assistir novas produções com áudio em português. Coisa que não veremos tão fácil na TV como antigamente. Felizmente ou infelizmente, nem todas as produções vão para o streaming com dublagem. Motivo? Por chegarem através de licenciamento internacional. É o caso da grande maioria de séries que passam pela Crunchyroll e alguns também na Netflix. O que vier, é lucro e tem mais é que ser consumido mesmo e valorizado. Ou ainda não temos mais animes e tokusatsus em atividade no Brasil?

terça-feira, 28 de julho de 2015

Por favor, Seu Kurata: na próxima vinda ao Brasil, seja mais atencioso com o seu público

Tetsuo junto com cosplays de Kamen Rider no AF (Foto: Reprodução/Instagram)

Na última segunda eu havia comentado aqui no blog sobre uma recente declaração feita pelo ator japonês Tetsuo Kurata quanto ao fato dele ter pedido à viúva de Ishinomori pra retornar ao papel do homem-mutante, na época da série Kamen Rider Decade, em 2009. Percebo que algumas pessoas nas redes sociais entenderam errado quando usei a expressão "se humilhar" no caso de Kurata ter feito esse pedido, como se ele estivesse se rebaixado, usado de coitadismo ou algo do tipo. Mas se observarmos bem, a expressão tem sentido ambíguo e me referia mesmo a ele ser humilde no momento em que ele havia se oferecido a prestar novamente ao personagem que o consagrou. O que não é mal nenhum e sequer fiz juízo quanto a essa decisão. Muito pelo contrário. A atitude de Kurata é louvável e até corajosa, visto que outros artistas japoneses preferem esperar algum convite da Toei Company para um revival. O que seria se não fosse pela iniciativa do cara, não é verdade? Quem acompanha o universo do tokusatsu há longa data sabe que certo conceito mudou nas séries Kamen Rider, Super Sentai e até em alguns Metal Heroes.

Então, outro assunto bem comentado nas redes sociais - mais precisamente no fandom brasileiro de tokusatsu (a tokunet) - sobre a vinda do ator no Brasil foi quanto a sua receptividade para com seus fãs no evento Anime Friends, em São Paulo-SP. Pelo o que se sabe, o eterno Issamu (Kotarô) Minami das séries Kamen Rider Black e Kamen Rider Black RX não interagiu como deveria com os fãs das duas séries na seção de autógrafos.

Confesso que não estive presente no evento, mas ultimamente tenho observado relatos de pessoas e até de amigos que estiveram por lá para ver de perto o ator que é uma das lendas vivas do tokusatsu e da Geração Manchete. É louvável que o ator fez questão de ir diretamente pro AF assim que desembarcou no país. Tá certo que ele teve seu momento de descanso até o momento de sua palestra. Afinal, ele também é de carne e osso como a gente.

Apesar de ter ficado meio tímido e logo depois se entrosado com o público que estava ao delírio, Kurata agiu meio que com um certo estrelismo. Ao contrário de Takumi "Jiraiya" Tsutsui e Hiroshi "Sharivan" Watari, ele teria feito exigências e não fez questão de conversar com seus fãs que tanto o admiram. É bem frustrante e sentiria o mesmo se eu estivesse cara-a-cara com meu herói de infância. Tudo bem que Kurata não foi indelicado, mas um pouco mais de atenção conta bastante pra sua própria imagem. E por mais que alguns fãs hardcore queiram justificar a atitude do ator por "ser a sua primeira visita" ou "os japoneses são fechados", isso não tem o menor cabimento.

No meu caso, eu pude conhecer pessoalmente cantores japoneses como Akira Kushida, Takayuki Miyauchi, Yumi Matsuzawa, Nobuo Yamada, Hironobu Kageyama, dentre outros. Todos eles foram bem receptivos comigo e com todos os que foram conhecê-los. Inclusive, um deles deixou que eu gravasse um trecho de uma de suas músicas sendo cantada ao vivo, naquele momento e sem playback. Recentemente, por exemplo, o evento Sana recebeu o cantor Joe Inoue. Acredite, na véspera do evento ele interagiu com o público e até brincou de capoeira. Veja lá nas páginas do evento nas redes sociais.

Enfim, sempre terei Kurata como referência de ator e representante de um dos grandes heróis de uma das franquias de tokusatsu de maior sucesso. Admiro também sua superação quanto às críticas que ele levou de seus próprios colegas de produção na época de Black. Mas não custa nada ser mais gentil e cordial com seus fãs, né? Afinal, muitos o esperaram por toda a vida por este momento.

Kurata-san, numa próxima vez, seja mais atencioso com os nossos brasileirinhos. Ou senão, sandálias da humildade. :]

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Tetsuo Kurata teria se humilhado para voltar a interpretar Kamen Rider Black

O ator na última edição do Anime Friends (Foto: Divulgação/Bone Lopes)

Depois de mais de uma semana da edição deste ano do Anime Friends, em São Paulo-SP, Tetsuo Kurata ainda é um dos assuntos mais comentados na tokunet brasileira. O ator que deu a vida ao herói Issamu Minami (Kotarô Minami no original) nas séries Kamen Rider Black e Kamen Rider Black RX esteve em nosso país e contou curiosidades sobre sua carreira e, claro, sobre o personagem que fez sucesso no Japão e também no Brasil.

Uma das curiosidades que chamaram atenção foi como o ator conseguiu o feito de voltar a interpretar Minami nas séries Kamen Rider. Seu retorno se deu em julho de 2009 num arco duplo da série Kamen Rider Decade, onde Kurata viveu duas versões alternativas de Minami e bem distintas do que vimos nas séries originais (entenda melhor essa questão aqui).

Na realidade, o ator teria pedido a viúva do mangaká Shotarô Ishinomori pra que ela intermediasse entre o ator e a Toei Company para participar da série daquele ano. Decade foi uma série onde havia uma homenagem aos dez anos dos Heisei Kamen Riders (assim como sugere o próprio nome do então herói do momento), porém apresentava versões alternativas dos heróis. Sabendo da tal conversa, um jornalista local lançou uma nota sobre o assunto e a coisa foi viral na imprensa japonesa, antes de um anúncio oficial do estúdio. Sendo obrigada a aceitar, a Toei - contra sua própria vontade - escalou Kurata nos episódios 26 e 27 de Decade e mais o summer movie do herói (em agosto do mesmo ano). Visto que o estúdio não tinha nenhum plano para seu retorno.

Ironicamente, foi uma trapaça que deu um empurrãozinho pra volta de Issamu Minami na TV japonesa. Infelizmente, como há uma interação limitada entre Japão e Brasil sobre o que acontece na carreira dos atores japoneses de tokusatsu, na época, alguns fãs mais afoitos logo pensaram que "Black era o maioral dos Kamen Riders" como se ele fosse o grande favorito dos japoneses, como é o caso do Brasil. Aliás, como o próprio Kurata contou no evento, apesar de Black ter sido inovador e mais sombrio, quem fez mais sucesso foi Black RX, por ter voltado um pouco às origens de Kamen Rider. Ele sim é um dos mais lembrados pelos japoneses.

Em 2008, meu amigo Michel Matsuda, que reside no Japão, chegou a traduzir duas entrevistas com Kurata em seu blog, o UNIVERSO OTAKU, feitas originalmente pelas revistas Hyper Hobby e Figure-Oh. Nesta última, Kurata confessou que gostaria de retornar ao papel que o consagrou, nem que fosse numa série de 13 episódios e que fosse ao ar nas madrugadas.

O mais estranho é que Kurata meio que teve que se humilhar (no sentido de ser humilde ou mesmo de implorar) pra voltar a encarnar Issamu Minami de alguma forma. E como todos sabemos, a Toei é um estúdio difícil quando se trata de chamar artistas que estrelaram heróis, pelo menos até alguns anos atrás. Independente de ser estranho ou não, foi algo que deu certo e que mudou parte do conceito dos Riders, envolvendo a coexistência de Black e RX. Sem contar que alguns atores, como o veterano Hiroshi Fujioka (Kamen Rider Ichigô), também ressurgiram em filmes da franquia.

Ainda no evento, Tetsuo teria feito exigências e evitado uma maior interatividade com os fãs, no momento dos autógrafos. Confira.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Nostalgia: Kamen Rider Black RX estreava há 20 anos no Brasil

Black RX marcava o fim da era de prata do tokusatsu na era Manchete

Há exatamente duas décadas atrás estreava pela saudosíssima Rede Manchete a série Kamen Rider Black RX. Nada mais e nada menos que a sequencia direta de Kamen Rider Black (Black Kamen Rider ou Blackman no Brasil). O lançamento duplo acontecia em dois horários: o primeiro às 9h30 da manhã no programa Dudalegria (apresentado por Duda Little) e às 17h35 na Sessão Super-Heróis. Inicialmente era apresentado às segundas, quartas e sextas. Fazendo revezamento em ambos os horários com Solbrain, que havia estreado em 12 de junho de 1995 (leia mais aqui).

A série, criada pelo saudoso mangaká Shotarô Ishinomori, teve exibição original/simultânea pelas emissoras japonesas MBS e TBS de 23 de outubro de 1988 até 24 de setembro de 1989. Indo ao ar regularmente aos domingos às 10:00 JST. Vale lembrar que RX teve um especial que foi apresentado entre o final de Black e a estreia da então nova série, em 16 de outubro de 1988. Este era chamado de Kamen Rider 1-gô (Ichigô)~RX Daishugô, onde há uma retrospectiva a partir da primeira série da franquia para promover o lançamento do então "novo" herói.

Black RX é de fato uma série da Era Showa, uma vez que o período vigorado ainda era do Imperador Hirohito. Por conta de sua morte no dia 7 de janeiro de 1989 (sábado), houve um atraso de uma semana nos episódios previstos da série e também em outras séries tokusatsu como Liveman, Jiraiya e Cybercop. Além de animes aprsentados no fim de semana. O episódio 11 - que só foi ar em 15 de janeiro de 1989 - foi o primeiro da franquia durante a então recém-inaugurada Era Heisei. Mas por ter sido lançado em 1988, RX é genuinamente Showa e a última série televisiva da franquia daquele período. Por questões canônicas, a Toei optou ainda por enquadrar os filmes Shin Kamen Rider: Prologue (1992), Kamen Rider ZO (Zettô, 1993) e Kamen Rider J (Jay, 1994) como sendo parte da Era Showa, quando de fato eles foram lançados na Era Heisei.


Tetsuo Kurata em mais um ano na pele do herói 
Issamu Minami (Kotarô Minami no original)

Tudo começa algum tempo após o fatídico fim do Império Gorgom. Algumas fontes afirmam ter se passado cerca de seis anos. Tal passagem pode ser justificada pela menção da data de nascimento de Hitomi ser de 22 de outubro de 1988 e ela ter apenas 6 anos de idade. Dando a impressão de que a série se passaria entre o final de 1993 e o final de 1994. Ainda assim há um furo de roteiro, pois aqui é mencionado Issamu Minami ter 20 anos. Uma vez que ele tinha 19 durante os eventos de Black.

Em tempo, Issamu Minami (Kotarô Minami no original) teria sido adotado pela Família Sahara. Ele já não tinha pra onde ir com o abandono de Satie (Katsumi) e Kyoko. Agora ele passa a trabalhar como piloto de helicóptero pra sua nova família  e recomeça sua nova vida. A redenção foi mais que justa. Issamu agora teria uma namorada ao seu lado. Seu nome é Reiko Shiratori. Um namoro que não foi tão bem explorado como a Toho e a Tsuburaya bem sabem fazer.


Os integrantes do Império Crisis: (da esq. p/dir.) Gadorian,
Maribaron, General Jark, Bosgan e Gatezone

Numa certa noite, Issamu é abduzido por uma nave-mãe alienígena de forma monstruosa/mecânica e é perseguido por ser Kamen Rider Black. Seus novos inimigos são do Império Crisis, que quer dizimar a Terra e transformar nosso planeta numa colônia de crisianos. Após sofrer um ataque, o herói é milagrosamente salvo pelo seu cinto King Stone, que recebe uma irradiação solar. Assim o dispositivo de transformação evolui-se para Sunriser e Issamu renasce como Kamen Rider Black RX.

A série tem várias sagas interessantes. Uma delas começa quando Hitomi Sahara é sequestrada pela bruxa Maribaron para assumir a identidade da Princesa Garonia, que teria morrido por um descuido. Para salvá-la, RX é enviado clandestinamente pelo Robô Kaima Desgaron (Deathgaron) para o mundo Kaima. É nesta saga em que RX adquire mais duas formas: O Príncipe da Tristeza Robo Rider e O Príncipe da Ira Bio Rider. (NOTA: a pronúncia correta seria "Baio Rider" [バイオライダー], mas a dublagem optou mesmo seguir pela escrita) Sendo assim o primeiro Rider da história a ter mais de uma forma. O primeiro é mecânico (como o próprio nome sugere) e foi gerado pela absorção da força de Desgaron. E o segundo por partículas de água. Ambas as transformações foram milagrosamente essenciais para o combate.


O Príncipe da Tristeza, Robo Rider


O Príncipe da Ira, Bio Rider

Neste mesmo tempo, Issamu conhece Joe Kazumi (Kazumi no Joe = Joe a Névoa). Um terráqueo que teve parte de sua memória apagada por Crisis e logo se tornou um irmão adotivo. Ou melhor, o maior aliado de RX na luta contra a vilania. Ainda no mundo Kaima, Shigeru também é sequestrado e descobre que Issamu é na verdade o Kamen Rider.

Durante a série, Shadow Moon, que havia sido derrotado na batalha final contra Gorgom, teria ressurgido do inferno misteriosamente. Sem lembranças como Nobuhiko Akizuki e muito menos como o outrora candidato a Imperador Secular, Shadow Moon tem apenas uma missão em mente: derrotar RX. Por qual motivação concreta, isso nunca foi explicado. Mas nem isso tirou o brilho da breve passagem de um dos clássicos vilões de tokusatsu (que virou um baita de saco de pancada de Riders e Sentais recentemente, diga-se). Talvez seria forçado esticar sua participação na série, mas não chegaria a ser algo que viesse a ser tão fanservice.


RX medindo forças contra Shadow Moon

Crisis ainda conta com o reforço de Dasmader, um representante direto do Imperador. A partir daí o próprio império sofre uma certa crise de subsistência. Nos episódios finais da série, Issamu recebe a ajuda dos 10 Kamen Riders veteranos, que defenderam a paz antes dele. Fato este que poderia ter acontecido antes nos episódios finais de Kamen Rider Black (ok, fica pra outro assunto). Mas foi um momento marcante e ímpar para a época.

Kamen Rider Black RX pode não ter aquele tom dark que teve sua antecessora, por um justo motivo. Issamu reconstruiu a sua vida e para manter (ou tentar, pelo menos) teria que lutar contra seus novos inimigos. E não foi lá uma série ruim que venha a estragar a imagem de Issamu Minami como dizem meia dúzia de "viúvas do Black".


Issamu, e seus companheiros ao lado dos 10 Kamen Riders

De suspense/terror, a coisa teria que se reinventar e passar a ter alguns elementos espaciais, alienígenas, extraterrenos ou coisas do gênero. Teve alguns momentos bizarros, mas nada que viesse a comprometer o enredo. Muito pelo contrário, quem for fã de Kamen Rider e de tokusatsu dos anos 80 pode se divertir tranquilamente.

Black RX rendeu um filme 3D de apenas 17 minutinhos intitulado Kamen Rider: Sekai no Kakeru. Lançado em 29 de abril de 1989, o filme mostrou RX lutando ao lado de Black, Robô e Bio (?!) como resultado de uma distorção realizada por uma intervenção temporal de Crisis. No qual os Gorgom também aparecem mais uma vez. Algumas cenas de ação voltariam como flashback no filme Kamen Rider World (1994), onde Shadow Moon retorna mais uma vez do mundo dos mortos e agora agigantado.

RX também teve um mangá intitulado Kamen Rider Black RX -After 0-, onde a trama se passaria logo após o final da série de TV e apresenta White RX (ou Another RX), Shadow Moon com poderes de RX e Grande Rei (Another Shadow Moon); o resultado da absorção dos dois King Stones. A história é dividida em quatro capítulos.

Cenas do filme Kamen Rider: Sekai no Kakeru


Além de Tetsuo Kurata (que esteve recentemente pela primeira vez no Brasil, no evento Anime Friends, em São Paulo), o elenco foi composto por alguns rostos conhecidos do tokusatsu. Reiko foi interpretada por Makoto Sumikawa (na época assinava como Jun Koyamaki), a Lady Diana de Jaspion 2 - Spielvan; Joe Onodera, o filho de Shotarô Ishinomori, aparece na série como o cozinheiro Goro. O mesmo já havia apresentado o especial Kore ga Kamen Rider Black da!! (que antecedeu a estreia de Black), além de ter participado do episódio 42 do "homem mutante" e de outras séries japonesas como Machineman, Sukeban Deka, Jiban, Solbrain, Janperson, Ultraman Dyna, Ultraman Max, etc; A atriz Atsuko Takahara, conhecida na série Jaspion como a bruxa galática Kilza, viveu a vilã Maribaron; Megumi Ueno, a Kasumi de Jiraiya, interpreta a garota extra-sensorial Kyoko Matoba; O ator/dublê Toshimichi Takahashi - rosto conhecido em vários clássicos das séries Super Sentai e Metal Hero - interpreta o vilão Gatezone. Em Black ele interpretou o vilão Baraon; e o seiyu (dublador) Masaki Terasoma voltaria a interpretar Shadow Moon; O ator Rikiya Koyama, que também é seiyu, é conhecido no Japão por dublar o ator Kiefer "Jack Bauer" Sutherland na série 24 Horas; As quatro formas de RX são feitas pelo veterano/renomado dublê Jiro Okamoto.

A chegada da série ao Brasil veio por intermédio da Tikara Filmes (antiga Everest Vídeo), do sr. Toshihiko Egashira. Foi a último lançamento inédito de tokusatsu da era de prata da Geração Manchete. Ou porquê não dizer da própria emissora da Família Bloch (que reprisaria Jiraiya e Maskman em seguida). A Glasslite estava promovendo os produtos do herói. Para que ficasse bem claro que ali era a continuação de Kamen Rider Black, os então redatores Marcelo Del Greco e Alexandre Nagado (ambos da clássica Revista Herói), prestaram consultoria à empresa de brinquedos. Ainda comercialmente, a série teve os primeiros 30 episódios lançados em VHS pelo selo Inter Movies.

Na dublagem, Élcio "Shiryu de Dragão" Sodré voltaria a emprestar sua voz ao herói, enquanto Francisco "Hyoga de Cisne" Bretas foi escalado para ser Dasmader; Nessa inesplicável troca, Shodow Moon foi dublado por Affonso Amajones, que dublou mais alguns monstros e ficou conhecido pelos heróis Highter (em Winspector), Solbraver (em Solbrain) e Ultraman (na redublagem do herói-título nos anos 90); O destaque vai para os retornos de Ricardo Nóvoa (atualmente aposentado) e Patrícia Scalvi como Jark e Maribaron, respectivamente. Em Black, ambos foram os sacerdotes Danker e Pérola; Vale citar que Joe Kasumi foi o último trabalho do saudoso dublador Ricardo "MacGaren" Medrado nas séries de tokusatsu.

Kamen Rider Black RX ganhou uma versão americana chamada Saban's Masked Rider, que foi exibida no Brasil apenas na TV fechada, ao mesmo tempo que RX dava um show na Manchete. Mas sobre essa história falaremos nos próximos capítulos... Henshin!






quinta-feira, 23 de julho de 2015

Sana 2015 - Renovando o espírito tokusatsu

De 17 a 19 de julho aconteceu a 15ª edição do Sana. Como bem manda a tradição do calendário das férias do meio do ano de Fortaleza-CE. Mais uma vez estive servindo como

César, Henrique, Diego e Júlio -
os palestrantes da Henshin Gattai
palestrante, juntamente com meus amigos do Grupo Henshin Gattai. Comigo estavam Diego Pontes, Carlos Henrique e Júlio Cavalcante.

Desta vez fizemos palestras em número maior. Cinco apresentações. Duas no Sana Nostalgia com os temas “Os desenhos americanos de co-produções japonesas” (sábado, 18) e “A censura nos desenhos e seriados dos anos 80 e 90: o que mudou?” (domingo, 19). Esta é uma novidade no espaço que aconteceu sempre ao meio-dia e foram apresentadas por Henrique e Júlio e com leves auxílios deste blogueiro.

As outras três apresentações aconteceram no espaço Sana Tokusatsu, que agora está com uma nova roupagem. Voltamos com a ideia da sala temática que lotou bastante. E até mais do que na vez passada, em julho de 2013. Lá tivemos exposições de materiais ligados ao mundo das séries japonesas com efeitos especiais como Jaspion, Changeman, Ultraman, Sharivan, Patrine, Godzilla, Lion Man, Kamen Rider, Cybercop, etc. Em tempos de múltiplas escolhas de programação, aderimos algo diferente durante as exibições. O próprio público escolhia o que queria ver na hora e foi algo que deu certo e teve boa recepção de todos. Sem medo de afirmar, digo que a coisa superou a média de espectadores das últimas edições do evento. E particularmente fico feliz pelo resultado positivo. Ah, não posso esquecer dos brindes e sorteios que movimentaram também o espaço durante toda a programação.

Banner comemorativo de 15 anos do evento no espaço Sana Tokusatsu

E as palestras? Teve o mesmo feito. Conseguimos reunir não só o público da saudosa Geração Manchete, mas também jovens e adolescentes e crianças que estão acompanhando de alguma forma as novas produções como Kamen Rider, Super Sentai e Ultraman. No sábado, Diego e eu apresentamos o tema “As produtoras de Tokusatsu: quem são e o que produziram”. Em seguida Henrique e eu comandamos o tema “Tokusatsu VS Tokusatsu: Sentais e Riders à luz do passado”. No domingo, o mestre Marcus Henrique apresentou o interessante tema “A psicologia do Tokusatsu clássico: quem é o herói japonês?”.

E fechamos a sala com chave de ouro com o controverso e tão esperado tema “Power Rangers vs. Super Sentai: Diferenças e Semelhanças”. O embate que fez a sala sangrar faíscas deu o que falar foi dividida por dois lados. Os super-esquadrões orientais foram defendidos por Diego e Henrique, enquanto Júlio e eu defendemos as versões adaptadas nos EUA. Bem, originalmente nossa intenção foi mostrar as diferenças entre as duas culturas. Mas acabamos por fazer uma "disputa" pra saber qual das duas franquias eram a mais querida pelo público. Claro, fizemos de forma pacífica e descontraída. O público que esteve presente com certeza se divertiu à beça. E isso é algo bem interessante em tempos onde há uma certa idolatria pelos Sentais e ódio injustificável pelos Rangers por alguns fãs. Olha, posso dizer que amenizamos essa discussão que poderia ser mais pacífica na internet. Eu me diverti assim. Foi mais que saudável e rendeu boas risadas de todos.

It's fighting time!

Apesar da correria dos dois últimos dias de evento (os quais eu estive presente), pude dar uma volta, tirar algumas fotos de cosplays, comprar alguns action figures, rever amigos (apesar de infelizmente não ter encontrado todos), e ainda pude assistir uma palestra com o dublador Charles "Tenma de Pégaso" Emmanuel.

Apesar do cansaço, ter aproveitado meus últimos dias de férias e voltar ao batente, estou com o tamashii (espírito) renovado e feliz por termos feito mais um excelente e marcante trabalho. Na certeza de que fizemos nossa parte para que a cultura do tokusatsu se fortaleça na capital alencarina e na esperança de continuarmos em muitos e muitos eventos no futuro. Afinal, o tokusatsu ainda vigora em Fortaleza e há de se perpetuar para as novas gerações.

Algemado pela Kiriko (por Eliany Porto)

Quero agradecer de coração ao mestre Marcus, ao meus diretores Herick Holanda (nosso padrinho do Sana Tokusatsu) e Leandro Alves (Sana Nostalgia) pela oportunidade que eles deram a nós da HG há dois anos atrás e por acreditar em nós. Certamente essa parceria irá se estender por muito tempo. Fica também os agradecimentos ao meu irmãozinho Wylcker Fernandes (que esteve apenas nos bastidores de conteúdo das palestras) e ao meu amigo Flávio Lloween (que não pode estar por motivos de força maior).

E vamos que vamos, pois o Sana Fest 2016 vem aí, nos dias 23 e 24 de janeiro. Sigam-me os bons!

PS: Agradecimentos ao grande Raphael Maiffre pela força na fan page do Dia do Tokusatsu no Facebook.

Depois de muito trabalho, nossa foto oficial

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Máscara da Morte justiceiro ou como detonar um vilão?

O Cavaleiro de Câncer no episódio desta sexta, dia 17 (Foto: Reprodução/Daisuki)

Por algumas ocasiões em que Máscara da Morte aparecia em Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro, eu havia comentado sobre sua estranha e mal-explicada mudança de personalidade. Um dos meus posts dedicados ao Cavaleiros de Câncer repercutiu nas redes sociais e as opiniões ficaram divididas. Uns entenderam o meu ponto de vista de que aquilo estava estranho para o vilão e outros interpretaram como uma perfeita redenção para ele e que minha análise não passou de mais um "mimimi gratuito" (e não foi, ok?).

Como eu disse uma vez, Máscara pode se apaixonar por quem quisesse. O problema é que não houve uma ponte pra que justificasse isso. Pareceu que ele foi jogado na beira da bondade sem mais nem menos, ou até que ele tivesse perdido parte da memória, ou ali fosse um sósia do cara. Podem falar a vontade, mas Máscara da Morte apareceu bem estranho e além do mais estava com um traço que o lembrava em partes. Tá certo, merece uma redenção. Mas antes de tudo, uma razão que faça valer todo o sentido.

Parece que a coisa deu uma leve "melhorada" pro seu lado. No episódio desta sexta (17), o "ex"-vilão teve traços consertados e que lembrou mais de sua (antiga) personalidade. Não sei por quanto tempo isso vai durar, bem conhecendo a oscilação que a animação vem tendo desde o terceiro episódio, não há muita garantia. Mas talvez fique assim enquanto estiver com sua armadura de ouro.

Ainda que lutasse contra seu oponente, Fafner de Nidhogg, na terrível Colina do Yomotsu, o que atrapalhou um pouco foi o que seria a intervenção dos irmãos da falecida Helena, a amada do Cavaleiro. Máscara da Morte pode ter sido herói, mas não teve como não lembrar da sua mudança de personalidade que marcou demais nesta série. Pode até ser que eu veja Máscara da Morte com os olhos de antigamente ao rever a série clássica ou na saga de Hades. Mas ao vê-lo em Alma de Ouro, a lembrança será a mais icônica possível.

Mas fazendo justiça, Máscara da Morte se saiu bem como um digno Cavaleiro de Atena, apesar dos pesares. Tenho também que dizer que a luta entre Shaka de Virgem contra Balder de Hraesvelgr chegou perto do nível da mitologia de Masami Kurumada. Foi rápida (por razões que quem acompanha, sabe), mas que foi uma das melhores coisas que aconteceram até aqui nesta temporada.

Sailor Moon Crystal veio pra superar de vez as séries clássicas da franquia

As heroínas na mais recente versão para a TV

Desde o começo, acompanhei quinzenalmente os episódios de Sailor Moon Crystal. Tá certo que em meio a tantos elogios há sempre aqueles que podem taxar a volta da heroína e cia como "falta de criatividade" ou coisa da "crise de dos animes". Tudo bobagem. Já no primeiro episódio pudemos perceber de que aquela nova versão de Sailor Moon era algo que prometia ser espetacular. E realmente foi. Digo mais: foi mais além e superou divinamente as séries clássicas.

Quem assistiu as antigas temporadas - exibidas no Brasil em canais como Manchete, Cartoon e Record - se deparou com várias situações criadas especialmente para a TV. Dentre elas estavam aquelas que tiveram um tom mais hilário do que o próprio mangá original de Naoko Takeuchi. E a intenção foi de aproximar a web-série (ativa no Brasil gratuitamente via Crunchyroll) dos quadrinhos e da forma mais fiel possível.

Com certeza, Sailor Moon Crystal é uma importante obra prima da franquia e não é a toa que está sendo uma das mais aclamada dos animes da atualidade. Ganhou destaque em emissoras de TV em França e Portugal, onde começaram a ser exibidas regularmente. Além de garantir espaço na programação das temporadas de algumas emissoras japonesas como TOKYO MX e BS11, semanalmente nos fins de tarde e nas madrugadas das temporadas de primavera/verão. Sem contar que a própria é rica em romantização e drama. É algo perfeito e que o espectador tem o prazer de assistir e admirar. Ah, é preciso que se diga que a animação (lê-se: traços) é escola para Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro e de longe é o melhor desde a primeira série de 1992, que foi originalmente ao ar nas noites de sábado da TV Asahi.

Sailor Moon Crystal deixa saudades e há a promessa de voltar com mais uma penca de 26 episódios no futuro. Sem dúvida alguma, é a versão que falta pra nossa "marinheira da lua".

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Sala temática de tokusatsu retorna ao Sana 2015

O espaço terá palestra dedicada a Power Rangers e Super Sentai

O Sana Tokusatsu, espaço voltado às séries japonesas de efeitos especiais, traz de volta a sala temática dedicada aos heróis como Jaspion, Changeman, Kamen Rider, Ultraman, Godzilla, Garo, etc no Sana. O maior evento de cultura pop do Norte-Nordeste, situado em Fortaleza-CE, acontece de 17 a 19 de julho, no Centro de Eventos do Ceará.

O espaço Sana Tokusatsu, além do Sana Nostalgia, contará mais uma vez com palestras do Grupo Henshin Gattai. Serão comandadas por Diego "Black" Pontes, Carlos "RX" Henrique, Júlio "Shinken Red" Cavalcante, além deste que vos escreve. Confira a nossa programação:


Sábado, 18 de julho


10h: Abertura do Espaço com Exposição de Itens Colecionáveis
13h: Palestra “As produtoras de Tokusatsu: Quem São e o que Produziram”
16h: Palestra “Tokusatsu VS. Tokusatsu: Sentais e Riders à Luz do Passado"

Domingo, 19 de julho

10h: Abertura do Espaço com Exposição de Itens Colecionáveis
13h: Palestra “Power Rangers VS. Super Sentai: Diferenças e Semelhanças”
16h: Palestra “A Psicologia do Tokusatsu Clássico: Quem é o Herói Japonês?”


A coordenação é dos senpais Marcus Henrique e Herick Holanda. Apoio de produção é de Wylcker Fernandes e Flávio Lloween.

Mais informações no site oficial do evento e na fan page no Facebook.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Dragon Ball Super justifica o filme A Batalha dos Deuses na cronologia

Whis e Bills terão suas estreias recontadas

Quem assistiu ao segundo episódio de Dragon Ball Super deve ter se surpreendido com os minutos finais que explicaram que os eventos mostrados até aqui serviram de base como prólogo do filme A Batalha dos Deuses - exibido no Japão e no Brasil em 2013.

A história justifica o momento de paz entre os personagens e a falta de menção entre os veteranos até a chegada de Bills e Whis. Uma vez que ambos ainda chegarão à Terra nos próximos episódios. Agora deu pra compreender o porque de tanto mistério por parte do Akira Toriyama e da Toei Animation para não revelar tantos detalhes. O único vilão (até onde se dá a entender) seria o Bills gordo que deverá aparecer após os episódios centrados neste filme para a TV. É provável que o tal Bills gordo apareça dentro do hiato de um ano entre A Batalha dos Deuses e O Renascimento de 'F' (que certamente também terá sua versão em Dragon Ball Super).

Isso é bem válido, já que pode haver parte do público japonês que não foi aos cinemas ver algum destes dois filmes. Acho justo que haja uma recontagem, pois justifica a passagem dos dois novos personagens nas telinhas, uma vez que há uma ligação direta.

Sobre o episódio da semana: foi engraçado ver o vexame que Vegeta sofreu no seu passeio em família com a esposa Bulma e o filho Trunks. O príncipe dos Saiyajins foi chamado como algo de "tiozão" numa festa havaiana e foi chamado pra dançar em público. Ao contrário do que alguns fãs dizem sobre "estragar a imagem do Vegeta", ele tem que passar por algum constrangimento e uma vergonhazinha de vez em quando. Afinal, quem nunca passou por isso, né?

Mas voltando sobre a cronologia, provavelmente isso faz cair por terra a "teoria" de que Dragon Ball GT seja extinto da cronologia oficial do anime. Aconteça o que tiver que acontecer em Super, a série provavelmente deverá terminar aonde começou o epílogo mostrado nos episódios finais de Dragon Ball Z e mais recentemente em Dragon Ball Kai. Foi lá onde Goku conheceu Uub.

Kamen Rider Drive consegue driblar sua crise de roteiro

O trio de Riders em suas formas civis

Desde quando Kamen Rider Drive teve sua mudança assustadora com a revelação pública de Shinnosuke Tomari como o alter-ego do herói-título, a série teve certos momentos bizarros e nonsenses. Pra não dizer que ficou previsível demais. Apesar do absurdo - que de alguma forma mexeu com a lógica da trama, algumas coisas tem segurado. Uma dessas é o Chase, que virou um Kamen Rider de suporte na luta contra os Roidmude.

Tá certo que eu critiquei certas falhas no roteiro e ainda defendo minha opinião quanto a isso. Mas tenho que fazer justiça quanto a outro fato que ocorreu durante a os últimos episódios. É quanto a resolução do caso do falecido pai de Shinnosuke.

Como eu havia dito há vários meses, este caso poderia ser desenvolvido mesmo sem usar o tal artifício banal feito por Riku Sanjô. Mas parece que em alguns momentos, o consentimento público quanto a identidade de Drive teve que ser adaptado na história. O que foi motivo de medo por parte deste blogueiro. Mas o caso teve uma boa resolução, apesar do plano de Nira ter sido meio previsível no começo. Mas Shinnosuke e seus amigos conseguiram resolver de forma inteligente e que pegasse os adversários desprevenidos.

Foi uma das melhores coisas que aconteceram em Kamen Rider Drive. A única coisa que me incomodou mesmo foi Brain entrar como conselheiro da polícia, logo após aquela mudança de roteiro. Isso ficou bem na vista e entregou de bandeja toda a conspiração dos Roidmude. Volto a dizer: esse caso poderia ser melhor trabalhado se não houvesse a tal revelação, que forçou vários pontos de Kamen Rider Drive. Em todo caso, a resolução foi a melhor possível.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Ultraman X supera Jiban historicamente como "ás" do tokusatsu no Brasil

Foi uma bomba e tanto a notícia da aquisição da série Ultraman X (lê-se: "éks" = "X" em inglês) pela Crunchyroll na noite deste segunda-feira (13). Por isso, os fãs e amantes de 

tokusatsu no Brasil - especialmente da Família Ultra - já podem comemorar o que podemos chamar de a primeira série do gênero a ter uma transmissão simultânea em nosso país. Até então, um tokusatsu que teve uma janela mais próxima foi Jiban, o Policial de Aço (em janeiro de 1990), que estreou no Brasil faltando apenas seis dias para a exibição do último episódio pela emissora japonesa TV Asahi. Oficialmente também já podemos afirmar que Ultraman X é o quinto tokusatsu no Brasil pós-Ryukendo. Os outros quatro, por ordem de lançamento, são: Ultraman Max, Ultraman Mebius, Ultraman Leo e Ultraman 80 (Eighty). Obviamente todos são Ultra Series e frutos de uma parceria entre a própria Tsuburaya (no papel de distribuidora internacional) com a Crunchyroll. O sexto tokusatsu a vir ao Brasil após a defunta fase do tokusatsu na TV brasileira deverá ser Garo, via Netflix (com distribuição local da Sato Company).

A estreia seguiu basicamente o mesmo padrão: monstros gigante que devasta Tóquio e um membro de uma força-tarefa se torna Ultraman milagrosamente. Mas a coisa foi bem diferente e um pouco mais cômico. É que Daichi Taiku foi um pouco mais humano ao ser escolhido como hospedeiro de X. Pareceu como se ele estivesse dentro do gigante prateado e tentasse controlá-lo. Algo que faria bem mais sentido do que tomar poderes e já saber dominá-los. Daichi só consegue quando deseja realmente lutar para manter a paz entre humanos e monstros na Terra.

O que deve diferenciar esta série dos demais seriam o fato do herói usar Cyber Cards em ação e utilizar poderes dos antigos Ultras. Algo similar visto em séries como Kamen Rider Decade e Gokaiger (ambas da Toei). O conceito dos Spark Dolls já foram abordados na série Ultraman Ginga. O que talvez seja um indício de uma continuação direta da mesma.

Agora é ver se Ultraman X manterá um bom ritmo e se terá grandes homenagens aos seus Irmãos Ultra. A série pode ser contada previamente como comemorativa às bodas de ouro da franquia, que se dará para o ano. Se depender de nomes de peso como Koichi Sakamoto e Yuji Kobayashi, respectivamente diretor e roteirista, a coisa pode vingar mais uma vez. Essa é a chance de Ultraman X se popularizar não apenas por aqui, mas também mundialmente através da TV do futuro (os serviços on demand). Falando nisso, tá mais que na hora da Toei acordar pra vida e apostar assim com seus Riders e Sentais.

Ultraman X estreou nesta terça (14) pela japonesa TV Tokyo e vai ao ar semanalmente, às 18:00 JST (6:00 BRT), no bloco Anime 530. O primeiro episódio pode ser visto aqui e os novos episódios chegarão em seguida ao Brasil sempre uma hora depois da exibição japonesa, às 7:30 da manhã, para os membros da Assinatura Premium da Crunchyroll. Os não-assinantes podem assistir o novo episódio após uma semana pelo acesso gratuito do serviço. Shuwatch!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Volta de Takumi Tsutsui à Toei pode ser indício de retorno do Ninja Jiraiya?

Takumi contracenando com DekaMaster

Há alguns dias atrás saiu uma nota confirmando a participação do ator Takumi Tsutsui no V-Cinema Tokusou Sentai Dekaranger: 10 YEARS AFTER. Filme este que trará os heróis numa nova aventura após uma década do fim da série (como o próprio título por si sugere).

Não quero aqui criar uma expectativa ou tomar a minha indagação como esperança ou verdade absoluta, mas ando pensando o seguinte: esta volta de Takumi Tsutsui às produções da Toei talvez possa ser um sinal do retorno do nosso Jiraiya, o Incrível Ninja (da série exibida pela extinta Rede Manchete) numa nova aventura. Repito: talvez (não estou confirmando nada, ok?).

Se tal fato acontecer mesmo, isso poderia se dar em janeiro próximo, no filme onde provavelmente haverá um crossover entre Ninninger e ToQger. O atual Super Sentai leva a temática ninja e já deu espaço para a participação dos Reds das séries Kakuranger e Hurricaneger. Estes talvez poderiam pintar no filme e também Toha Yamashi (Yamaji no original), o alter-ego do nosso "ninja olimpíada". A mesma coisa aconteceu em Kyoryuger vs. Go-Busters, onde TyrannoRanger e AbareRed (respectivamente os líderes de Zyuranger e Abaranger) apareceram como referências à temática dinossauro.

Não creio que Jiraiya venha a ter um filme solo como aconteceu individualmente com os Uchuu Keiji (Gavan, Sharivan e Shaider), pois a trilogia-mor dos Metal Heroes teve uma popularidade local bem maior que o ninja que ficou famoso no Brasil. Mas nunca se sabe o que a Toei pode tramar, né? Essas ideias não seriam ruins e o estúdio bem que poderia fazer um teste pra ver se vingaria nos dias atuais.

Curiosamente, Takumi Tsutsui - que já visitou nosso país várias vezes - participou também dos tokusatsus Winspector (1990; episódio 20), Ultraman Cosmos (em 2002) e Ultraseven X (2007; episódio 5).

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Novo drama de Death Note apresenta um Light Yagami menos psicopático

Light numa nova perspectiva para a TV

No último domingo (5) a emissora japonesa Nippon TV estreou em seu mais novo bloco de dramas, o Nichiyô Drama (que foi inaugurado em abril deste ano com a série Wild Heroes, de 10 episódios), a tão aguardada e controversa versão live action de Death Note para a TV. Aqui no Brasil a série já pode ser conferida oficialmente pelo serviço Crunchyroll, sempre com um novo episódio nas noites de quarta-feira.

Antes de qualquer desaviso, esta nova versão é livre para quaisquer adaptações. Ou seja, é um reboot. Quem acompanhou o mangá de Tsugumi Ohba ou o anime produzido pela Madhouse (recentemente transmitido pelo canal pago PlayTV e atualmente disponível no serviço Netflix), poderá se espantar com um Light Yagami menos psicopata do que estamos acostumados a ver. Seu desejo por criar um "mundo de paz" ainda é o mesmo, porém com um pouco mais de esperança. Não que isso seja ruim, entenda. Tal mudança pode ser significativa para o rumo que o "dorama" deve ter daqui pra frente.

Dá pra perceber que parte do que é essencial na trama de Death Note pôde ser resumida logo no primeiro episódio, que teve 1h30 de duração (71 minutos desconsiderando os intervalos comerciais). Um dos grandes destaques da estreia é Misa Amane, que já aparece nos primeiros instantes e seus conflitos já são abordados durante o episódio. Ao que parece, Light seria um fã do grupo musical Ichigô Berry, do qual a idol é integrante. Tal atração seria subentendida como uma das motivações para Light seguir com sua ambição em dizimar a criminalidade com suas próprias mãos. Outra coisa interessante é a introdução direta de L e de Near na história.

A estreia pode não ter uma grande tensão que deixe o espectador babando ou roendo as unhas. Mas é possível que a partir dessa adaptação, muita coisa venha a surpreender nas próximas semanas e deixar as mesmas apreensões como antigamente. A estética teve uma boa impressão e que ficou bem melhor do que as versões cinematográficas. Pelo visto a produção promete ser um dos grandes trunfos da atual temporada de verão da TV japonesa.

Em tempo: a estreia de Death Note marcou 16,9% na região de Kanto. Disparadamente, a maior audiência para um J-drama durante este ano.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Cavaleiros: Grupos criam campanha a la Saga de Gêmeos para divulgar episódios de Alma de Ouro

Saga de Gêmeos é inspirado na "divulgação" da nova série

Se você costuma acompanhar o universo d'Os Cavaleiros do Zodíaco pelas redes sociais, provavelmente deve ter reparado que por aí há divulgações da transmissão oficial da nova série Alma de Ouro (Soul of Gold) pelos serviços oficiais de streaming Daisuki e Crunchyoll.

No meio dessa divulgação, há aqueles que fazem de forma pura e dão força total pra que não haja nenhuma sorte de azar que leve à pirataria. Afinal, é a primeira vez que temos Cavaleiros em tempo real com o Japão (podendo ser visto a qualquer hora, claro). Mas por outro lado acontece uma coisa que é bem contraditória e ao mesmo tempo engraçada, até. É que alguns movimentos acabam divulgando em grupos especializados o lançamento de um novo episódio da quinzena com propagandas de downloads ilegais e depois "incentivam" os fãs a assistirem pelas vias oficiais - seja antes ou depois de baixarem. (?!)

Além de ser uma atitude incoerente, tais divulgações duplas são tendenciosas e tentadoras. Tipo, o espectador acaba tendo duas opções nas mãos: uma pra assistir oficialmente. E outra baixando e indo pro caminho "mais fácil" (ou melhor, demorado/jurássico). É bem verdade que esse tipo de coisa já começa errado, pois quem quer baixar, baixa e não se importa sobre as consequências que hão por vir. E quem quer assistir diretamente pela fonte - e entende da importância disso - vai seguir pelo caminho correto e não quer saber de trocar gato por lebre.

Todos sabemos que tanto pelo Daisuki quanto pelo Crunchyroll é que há contabilização de números de audiência. Ao contrário do que muita gente pensa, isso é extremamente importante. Pois quando há essa baixa por conta de downloads ou até de streamings alternativos, nós brasileiros perdemos a chance de sermos bem vistos pela Toei Animation e as possibilidades de um novo comércio brasileiro voltado aos produtos de animes são castradas por parte do próprio público que se considera fã de Saint Seiya ou de qualquer outro anime do momento no Japão. Aliás, essa atitude leviana de certas fansubs brasileiras (de anime) são burras, pois já temos material oficial que chega primeiro e com pontualidade britânica (japonesa, vai). Uma vez que as mesmas copiam indevidamente pra competir mesmo e divulgam cerca de duas ou três horas depois. Não há necessidade nenhuma disso e é mais trabalho pros próprios grupos de subbers, uma vez que os mesmos deveriam manter o foco apenas em materiais não licenciados ou já expirados no Brasil como forma de divulgação. Quem assiste pelos serviços citados, assiste primeiro, de forma segura, e com todo o restante deste planeta azul que a gente chama de Terra e já nos primeiros minutos de lançamento.

Os que fazem essa dupla propaganda bem que poderiam se conscientizar da real importância dos serviços e dos benefícios dos mesmos e não confundir necessidade com disputa, pois "falta de material" não é mais desculpa. Mas é incrível como a cada duas sextas-feiras os grupos de Facebook são floodados com repetidas propagandas de downloads. Apesar de sério, dá vontade de rir de tamanha barbaridade. Parece mais uma feira promovida pelo Saga de Gêmeos, que numa hora divulga a transmissão oficial e noutra divulga os meios ilegais pra detonar de vez o mercado. (risos)

Em contrapartida, os serviços de streaming estão em alta e crescendo vertiginosamente. Ainda bem que temos fãs que realmente valorizam estes serviços, que servem como TV na internet e com livre poder de escolha e montagem de programação personalizada. Se ainda não está acostumado, é bom se atualizar e experimentar este dinamismo do século XXI.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Gatchaman Crowds insight tem a estreia mais nonsense da temporada de verão

Hajime Ichinose e sua turma voltam para mais uma louca temporada

Se a primeira temporada de Gatchaman Crowds - baseada no clássico Kagaku Ninjatai Gatchaman (Batalha dos Planetas, G-Force ou Eagle Riders no ocidente) - foi estranha, imagine aí agora com a segunda temporada. Então, Gatchaman Crowds insight começou de forma ainda mais bizarra e nonsense. Ou senão a mais louca deste verão.

Como se já não bastassem as tagarelices da heroína Hajime Ichinose (Maaya Uchida, de Akibaranger) e as esquisitices do vilão Berg Katze (Mamoru Miyano, o Ultraman Zero), agora esta nova leva de 12 episódios tem mais duas heroínas. Uma é a extraterrestre - de pele vermelha - chamada Gelsadra, que fez um pouso de emergência numa pequena vila e que "denuncia" os pensamentos das pessoas através de balõezinhos que se afeiçoam de acordo com o humor de cada um. A outra é uma adolescente (de 16 anos) da mesma vila que se chama Tsubasa Misudachi.

O que com certeza deve chamar a atenção na temporada insight é que Tsubasa é uma garota impulsiva e fará dupla com Hajime. O que pode dar muito certo e ao mesmo tempo um desastre, já que as duas tem algo extremamente em comum. Se bem que Hajime consegue ser agradável, apesar de ser uma personagem mala. No caso, Tsubasa se torna uma Gatchaman e irá lutar ao lado dos veteranos contra a nova organização VAPE, que teve sua primeira atuação no episódio 0 de insight, numa tentativa de ataque terrorista contra o Primeiro Ministro.

Uma coisa que ficou engraçada nesta temporada foi ver o O.D. como apresentador de um talk show. E uma coisa bizarra é ver o Katze sendo dominado estranhamente por Hajime. Coisa que foi vista nos momentos finais da temporada anterior, ao saltar um ano no tempo (a temporada se passa no verão de 2016). Está previsto para o vilão ganhar um G-suit, assim como os demais Gatchamen.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Goku não quer saber de trabalhar na estreia de Dragon Ball Super

Super marca retorno de novos episódios de Dragon Ball na TV japonesa

Não, Goku não se rendeu à preguiça ou algo do tipo. É que o nosso herói continua mais sedento por treinar e lutar para proteger a Terra de (possíveis) futuros inimigos. Dragon Ball Super estreou neste domingo (5) com nosso Saiyajin trabalhando ao ar livre e com o seu pensamento praticamente perdido no que mais sabe fazer. Melhor, impossível: o rapaz foi ordenado por sua esposa Chi-Chi a entrar num serviço e sustentar a família.

O lançamento em si resgatou um lado mais humorado de Dragon Ball. Coisa que foi perdida e volta e meia retornava na série Z. Pelo que se percebe, os primeiros episódios tomaram um rumo introdutório. Algo que os mais apressadinhos não deveriam temer, uma vez que este é o jeitão Akira Toriyama de trabalhar. Assim pudemos ver, com mais calma, como estavam os personagens principais após a derrota de Majin Buu (que teve até um flashback tirado de Dragon Ball Kai). Foi engraçado ver Mr. Satan recebendo Prêmio Nobel da Paz e garantindo "a paz no universo". Buu também surgiu como um estranho ser que estaria sendo treinado pelo suposto salvador da Terra. A travessura de Goten e Trunks para agradar Videl teve um lado que víams diversas vezes em DBZ, mas desta vez foi totalmente dispensável. Apesar de não ter atrapalhado.

O lance de Bills destruir um planeta por não gostar de comida pode ser uma ameaça um tanto "supérflua", mas espero que isso não seja usada como muleta pra segurar a trama. Dragon Ball tem potencial para superar esse tipo de situação, justificar as ameaças e a produção tem dois anos (100 episódios) pra isso. Quem esteve acompanhando até agora as notícias sobre Dragon Ball Super, sabe que a série se passa logo após os eventos dos filmes A Batalha dos Deuses e O Renascimento de 'F'. O que justifica a introdução direta dele e de Whis na TV.

Agora é ver se Dragon Ball Super conseguirá manter uma qualidade digna. Não precisa ser extremamente violenta, até porque o horário matinal é impróprio para tal. Os saudosistas podem se acostumar com a ideia. E nem precisa ser tão infantil que venha a mediocrizar o senso crítico das variadas gerações da obra de Toriyama. 

Ressaltando mais uma vez que Dragon Ball Super, cronologicamente, se passa cinco anos após a derrota de Majin Buu e cinco anos após o 28º Torneio de Artes Marciais - epílogo mostrado nos episódios finais de Dragon Ball Z e recentemente em Dragon Ball Kai. Outro dia escrevi aqui no blog um post onde eu explico detalhadamente sobre esta colocação na linha do tempo da mitologia. O que não interfere em nada a permanência de Dragon Ball GT na cronologia (da animação japonesa), como alguns assim desejam fervorosamente. O mesmo ainda está uma década à frente dos eventos de Super.

Traição de Camus fica sem resposta e segue como um dos grandes furos em Alma de Ouro

O Cavaleiro de Aquário chora em combate (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Estamos na metade da temporada de Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro e a partir de agora a série irá manter seu foco nas batalhas diretas entre os Cavaleiros de Ouro e os Guerreiros Deuses. Um dos eventos mais esperados foi a luta de Camus de Aquário contra Shura de Capricórnio. O que era pra ser uma batalha épica entre os dois se tornou um fiasco. A luta não durou nem três minutos sequer. Com certeza a intenção da direção foi deixar o pano de fundo para o mestre de Hyoga resolver seu problema com Surt.

Não sei quanto a vocês, mas poucos perceberam um furo que acusa uma incoerência sem tamanho na própria filosofia de Camus. Como bem devemos lembrar, lá na série clássica, Camus havia dito a Hyoga que ele deveria desapegar de sentimentos que o prendiam ao passado. No caso, as lembranças da falecida mãe do Cavaleiro de Cisne.

A coisa foi bem esquisita pro lado de Camus quando foi dito nesta nova atração que ele teria passado para o lado dos inimigos. Se notarmos bem atentamente, a contradição persistiu, pois o próprio Camus, que teria matado acidentalmente a irmã de seu amigo de infância, se prendeu ao tal ressentimento nestes anos todos. Então, de que valeu sua palavra para Hyoga nas Doze Casas?

Tal traição já não é convincente. Ainda mais para um Cavaleiro que jurou lealdade à Atena. Ou seja, uma motivação pessoal passar por cima dessa maneira de uma autoridade celeste já é no mínimo sem cabimento. E ainda mais para Camus que parecia ser sensato e resolvido quanto a esse tipo de sentimento.

A motivação de fato não foi respondida e nem sequer justificada. E não deve ser tão cedo e deixado de escanteio para todo o sempre no baú da Toei. Até que essa história estaria fácil demais pra cair no velho conto de "enganar o inimigo para enganar o aliado". Aliás, essa tática já está bem batida pela Toei. Bem que o tal furo poderia ser consertado com uma explicação plausível.

Uma luta do tipo Hyoga versus Issak de Kraken soaria melhor pro roteiro de Alma de Ouro.