sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Em The Flash, atores de Prison Break não escapam de suas estigmas do passado

Miller e Purcell juntos novamente

The Flash é uma das séries americanas mais bacanas desta temporada. Particularmente estou curtindo mais pelos embaraços românticos mal resolvidos entre Barry e Iris. Mas uma coisa que me chamou a atenção mesmo no episódio desta quinta (29) foi o retorno de Leonard Snart/Capitão Frio, interpretado pelo ator Wentworth Miller. E logo ao lado veio Mick Rory/Onda Térmica, que marcou a primeira aparição do ator Dominic Purcell na série.

Quem acompanhou a série Prison Break sabe muito bem de quem se tratam. Lá eles viveram, respectivamente, os irmãos Michael Scofield e Lincoln Burrows. Acredito que as escolhas da produção foram propositais. Olha, não tinha como não lembrar dos fugitivos. Se ambos ficaram marcados com estes personagens da década passada, imagine eles juntos. Imediatamente vem um flashback de toda a série na mente.

Não acho que ficou ruim. Muito pelo contrário. Gostei e me empolguei ao vê-los em papeis diferentes e com superpoderes. Pra quem ainda não assistiu Prison Break, isso não vai fazer diferença alguma ao vê-los em The Flash. Mas para quem já os conhece há longa data, a coisa fica um tanto curiosa e expectante.

[SPOILERS]

O mais legal é que o final do episódio deu uma breve referência ao Prison Break com a prisão dos dois vilões. Que logo foram libertos pela irmã de Snart. Ou seja, a Patinadora Dourada. O rosto dela ainda não apareceu, mas já é garantida a participação da mesma ainda nesta temporada. Quem interpretará é a atriz Peyton List, da série de TV Mad Men. E isto está previsto para acontecer no episódio 16. Trocando em miúdos: nada de mapas tatuados, planos mirabolantes ou coisas do gênero. Para supervilões, isso acaba sendo obsoleto.

Que tenhamos mais um Prison Break feelings na veia.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Swingueiros humilham personagens de Dragon Ball Z com músicas despudoradas

Até o Vegeta se enfureceu com tanta imoralidade

Definitivamente a música brasileira está mesmo em sua pior fase ou senão a mais depravada. Tá certo que tem muita música boa surgindo, mas hoje em dia está praticamente imperceptível. A culpa são desses forrós, pagodes e sertanejos de duplo sentido, e, infelizmente, o favoritismo por estas e a falta de romantismo são os reflexos desta grave decadência cultural. Uma verdadeira chocridão que parece ter vindo diretamente do pior lugar do inferno.

Quando você menos espera, aparece algum desocupado pra usar personagens conhecidos como tema de agrado aos gringos. Foi assim com o vergonhoso "Liga da Justiça" (ou "Foge, Mulher Maravilha"). Outro dia um amigo me mostrou dois vídeos com músicas que mexem diretamente com um anime muito conhecido mundialmente. As vítimas agora são os heróis, vilões e até golpes de Dragon Ball Z. Mais precisamente da saga de Majin Boo. (Por que será, hein?) São coisas que surgiram de uns meses pra cá e que passaram despercebidas na mídia. Mesmo assim, ainda vale uma boa denúncia.

A primeira chama-se "Arrocha - Super Saiyajin", da banda KamiKaiser (Cuma?!). Pra ouvir essa swingueira toda tem que ter mais de oito mil pra aguentar esse besteirol. De início, o ritmo já não ajuda e te deixa com zumbidos por vários dias. A letra destrói os elementos da série transformando-os em instrumentos sexuais. "Apelo" seria pouco para descrever a barbárie. Um estupro sem precedentes. A letra fala algo como: "Não quero Babidi/Só quero o Dabura/Esqueça Majin Boo/Eu vou botar no seu Goku/Porque sou Super Saiyajin/Pegue no meu Kamehameha/Que eu vou botar na Genkidama/Vai concentrando/Vou meter meu Piccolo em você/Vou botar no Kuririn". Cara, é incrível como uma pessoa tem uma mente tão suja assim pra criar uma chocarrice desse nível. As taras do Mestre Kame pela Bulma são fichinhas na frente disso. Coisa do diabo. Molecagem vinda do mundo das trevas.

Tem um outro hit que é a "Coreografia Kamehameha", que usa (indevidamente) a voz do nosso Wendel Bezerra, o dublador brasileiro do Goku. Simplesmente tratam o herói como um lutador de periferia, dançarino de balada ou coisa do tipo. Coisa que Goku nunca foi e jamais será em universo nenhum - nem que Akira Toriyama encha a cara de biritas. Aqui nada de tão apelativo, mas o ritmo e as dancinhas são intragáveis. Nada que venha a superar o tal do "Arrocha - Super Saiyajin" no quesito de ruindade. Aquilo sim é uma imoralidade satânica que deve ser banida pra todo o sempre. Esse ultraje contra os guerreiros Z é uma prostituição imperdoável contra uma importante e séria produção clássica da animação japonesa. Falta de respeito é pouco pra isso.

Se você tiver coragem pra matar a curiosidade, veja os vídeos abaixo e boa sorte:


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Tetsuo Kurata no Brasil em 2015

Sim, ele vem!

Você não leu errado. Na tarde desta terça-feira (27) foi confirmado em -  caráter oficial - no Fórum Tokubrasil a vinda do ator Tetsuo Kurata no Brasil. O ator é um nome conhecido no mundo do tokusatsu, pois ele é nada e nada menos que Issamu Minami (Kotarô Minami no original) das séries Kamen Rider Black e Kamen Rider Black RX. Dois grandes sucessos já exibidos no Brasil pela extinta Rede Manchete.

Em parceria da Yamato e da Jungle, Kurata virá em julho - pela primeira vez em nosso país - no Anime Friends 2015, em São Paulo-SP. Mais detalhes ainda serão divulgados em breve.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Ultraman Leo chega ao Brasil pela Crunchyroll


O serviço de streaming Crunchyroll do Brasil anunciou neste domingo (25) em seu site novos J-dramas em seu acervo. São as séries Biblia Koshodou no Jinken TenchouIryu S2. O destaque maior para o público que curte tokusatsu é a série Ultraman Leo.

A série exibida originalmente no Japão entre abril de 1974 e março de 1975, já pode ser assistida com legendas PT-BR. Sendo a série de Ultra mais antiga já lançada pela Crunch. Em seu acervo também estão disponíveis as séries Ultraman Max (2005-06), Ultraman Mebius (2006-07) e Ultraman 80 (1980-81). Sendo que esta última deverá chegar em nosso país em breve. Vale ressaltar que a distribuição internacional é da própria Tsuburaya Productions.

Confira a sinopse da série:

"Ultraman Leo vem de Nebula L77. Ele vem à Terra e faz dela sua segunda casa após sua terra natal ter sido destruída por Alien Magma. Na Terra, Ultraman Leo toma a forma humana de Gen Otori, um treinador de ginástica em um clube local. Depois de testemunhar a luta entre Ultra Seven e Alien Magma, luta que fez Seven se ferir seriamente e perder seu poder de se transformar, Leo aceita a missão de defender a Terra em seu nome. Ele se une a MAC, com Seven de capitão, e recebe rigoroso treinamento para se transformar no gigante Ultra Leo e proteger seu amado planeta Terra!"

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O mistério de Chase nunca foi tão grande assim em Kamen Rider Drive

Chase em seu momento de conflito

[SPOILERS]

Até que enfim esse dramalhão quanto à identidade do Kamen Rider Proto-Drive foi admitida de vez, hein. Estava mais do que óbvio que o herói que lutou durante o Global Freeze era o Chase. Alguém duvidou? Pois é. Estava muito na vista. Emoção durante a revelação no final do episódio de Kamen Rider Drive desta semana foi zero.

Confesso que na cena em que o androide se encontra com Kiriko à noite eu pensava que seria mais uma enrolação que deixasse alguma "pista" sobre seu mistério. Que seria resolvido num outro episódio. Pois bem. Seu problema estava em não atacar a policial, pois o seu sistema cerebral soava um alerta que dizia algo como "proteger os humanos". Quer pista melhor do que esta? Até uma criança de cinco anos mataria essa charada numa moleza. Daí aparece Brain para desmistificar o que todos já sabíamos.

Pra salvar de vez e deixar a história mais emocionante, só a Kiriko para tentar fazê-lo com que a memória de Chase seja recobrada. Antes de qualquer emoção, uma boa e velha imprevisibilidade bem trabalhada seria ideal no topo do "iceberg" do roteiro. Foi a carta que faltou na manga.

Pitaco - DJ Zé Pedro, pare de dançar no Rebobina, por favor

Alguém aguenta aquelas dancinhas? (Foto: Divulgação/Viva)

É seríssimo. Não tem jeito. As dancinhas do DJ Zé Pedro no programa Rebobina, do Canal Viva, são coisas que matam qualquer telespectador de tédio. No programa desta quarta (21) o apresentador fez outra de suas apresentações.

Ao chamar o intervalo comercial ele saiu aos passos da música "Homem com H" de Ney Matogrosso. Foi uma coisa ridícula e deve ser esquecida pra todo o sempre. Algo absurdamente dispensável. Como se não bastasse apenas chamar o break.

O programa Rebobina é legal sim por abordar temas relacionados à cultura pop oitentista. Que aliás o episódio foi intitulado como "Mulher 80". Como o título sugere, o assunto foi sobre músicas, modas e até programas de TV femininos da época, como o TV Mulher, da Rede Globo, por exemplo. O que mata de vez são uns quadros que vão além do cúmulo do trash.

O pior deles é o quadro Polícia Rebobina, aquele em que os convidados teriam que confessar suas vergonhas à público. Pior mesmo foi saber que Fafá de Belém tinha que usar umas roupas apertadas demais como micro saia como roupa de baixo e uma bota branca.

Ah, produção. Nos poupe, vai.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Hipótese de 24 Horas sem Jack Bauer pode ser outra jogada de marketing da Fox

Estaria mesmo Jack fora de uma nova temporada?

Nos bastidores da Fox americana rolam conversas sobre possíveis retornos de Arquivo X, Prison Break e 24 Horas. Ainda não há nada fechado, mas são bons sinais à vista. Há muito o que ser acertado ainda para estas três séries. Nos mesmos corredores rola também um ponto que pode intrigar os mais ferrenhos fãs de Jack Bauer. É que ele não deve retornar numa possível décima temporada.

Pelo menos isso é que os produtores dizem. Conhecendo bem o desenrolar de 24, tudo pode não passar de uma jogada de marketing. Durante os hiatos das temporadas sempre aparecia notas vindas da própria produção dando a entender de que poderia haver a possibilidade de alguma ausência do anti-herói. Foi assim quando surgiram rumores de que "Jack apareceria no quarto episódio da sexta temporada" ou "Jack será do mal no final da sétima temporada" ou até mais recentemente como "Jack sendo um "eterno perseguido" na limited series 24 Horas: Viva um Novo Dia.

Claro que se o fã da série não for bem atento, ele pode cair na velha pegadinha. É uma espécie de chamariz para deixar os fãs mais esperançosos. Bem, "esperança" não seria um termo ideal para uma divulgação que afirma a possibilidade de não ter a presença do ator Kiefer Sutherland na pele do ex-agente da CTU. Uma temporada de 24 Horas sem Jack Bauer seria apenas um spin-off e nada mais. Não teria uma grande força de mídia televisiva.

Ressalto que é apenas uma opinião minha. De repente a Fox pode estar realmente a deixar Jack de escanteio. Mas caso isso venha a acontecer de fato, seria um convite ao boicote. Acredito que a Fox não seria louca de começar a produção de uma nova temporada sem o maior trunfo daquele universo. Afinal, quem assistiu a temporada passada e não gostaria de saber que fim teria Jack após o último tilintar do relógio digital? Não esqueçamos que Sutherland já cogitou um "fim definitivo" quando encerrou a oitava temporada. A mesma coisa pode estar acontecendo agora.

Vamos aguardar o final dessa novela mexicana pra ver no que vai dar.

Globo corta importantes cenas de As Noivas de Copacabana

Fátima e Donato na minissérie (Foto: Divulgação/Globo)

Ontem foi ao ar a minissérie As Noivas de Copacabana em versão de telefilme para a sessão Luz, Câmera, 50 anos. Como o título do especial sugere, faz parte das comemorações de aniversário da Globo. Eu gosto de produções antigas da TV brasileira e independente de logo de canal, mesmo que alguns generalizem a programação da emissora carioca e digam que tudo de lá não presta. Não é assim que se cria um balanço. O negócio é julgar uma determinada produção e sua época primeiro, após assistir, é claro. Não é porque hoje as novelas são apelativas e enrolem tudo até o último capítulo que as mais antigas tenham que por obrigação ser assim da noite pro dia. Do contrário, poderia ter sido da Manchete e tudo perfect, né mancheteiros?

Destaco esta série por vários fatores peculiares. A linha investigativa envolvente e movimentada é um ponto interessante. Sem contar, é claro, da interpretação geniosa de Miguel Falabella como o serial killer Donato Menezes - anos antes de viver na pele de Caco Antibes (do humorístico Sai de Baixo). Vale a pena ser conferida de ponta a ponta pra entender.

Já era previsto que subtramas paralelas seriam cortadas. Oras, se virou telefilme, no mínimo isso iria acontecer, obviamente. Agora, a Globo acabou passando a "tesoura" em algumas cenas importantes do enredo. Quem viu ontem pela primeira vez pode ter notado alguma passagem brusca ou não percebeu ausência de certos detalhes.

[SPOILERS]

A grande cena ápice que ficou de fora desta versão foi a prisão de Donato pelo detetive França (Reginaldo Faria). Como o policial estava suspeitando das ações de Donato, ele havia bolado um plano com sua amante Leiloca (Branca Camargo) para que ela anunciasse um vestido de noiva num jornal. A intenção era atraí-lo para o "cheiro do queijo" e prendê-lo de vez. O que vimos ontem foi que após a denúncia de Fátima contra o capanga-loiro, o tempo saltou para um ano depois, onde ocorre o tribunal em que Donato responderia por seus crimes. Perdendo a graça por conta da cena mencionada acima não ter ido ao ar.

Também ficou de fora a trama da professora Marilene (Tássia Camargo). Assim destacando as tramas da socialite Kátia (Christiane Torloni) e da evangélica Fátima (Ana Beatriz Nogueira). Até aí, é compreensível. Mas algumas coisas ficaram estranhas. Exemplo: a morte de Eulália (Yara Lins) - a tia de Donato - não foi ao ar, uma vez que esta apareceu apenas no início do telefilme. Outra cena foi no primeiro diálogo de Helena (Lala Deheinzelin) com França e Leiloca. De repente a ex-noiva de Donato já estava em casa e nem ao menos foi explicado como ela conseguiu o contato do casal.

Como disse no início do post, subtramas paralelas foram suprimidas por motivos óbvios. Curiosamente, Cláudio (Marcelo Faria) só apareceu entre os que estavam assistindo o tribunal. Sua história não caberia no foco central da longa-metragem, mas ainda assim sua aparição foi estranha. Quem não fez falta mesmo foi Mariana (Zezé Polessa), a esposa de França.

Resumindo: a primeira metade do telefilme foi bem retratada. Porém, a segunda deixou a desejar pela pressa em fechar as duas horas de duração. A Globo poderia ter esticado uns minutos a mais que sairiam bem sem problemas e os principais conflitos de Donato serem bem mais explorados na medida certa do que foram no telefilme. Foi bom assistir As Noivas de Copacabana nesta versão, mas algumas coisas ficaram a desejar.

Mais emocionante mesmo é assistir aos 16 episódios originais na íntegra e ver que a interpretação de Falabella foi muito mais além do que foi mostrada no especial. Quem sabe outra reprise no futuro pelo Viva, né?

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

As Noivas de Copacabana foi a melhor produção onde Miguel Falabella esteve

Miguel como o inesquecível serial killer Donato Menezes (Foto: Divulgação/Globo)

Tá certo que hoje em dia a imagem de Miguel Falabella esteja atrelada a personagens de humor, como Caco Antibes do clássico Sai de Baixo. Mas antes de cair no Largo do Arouche, Miguel interpretou um dos melhores personagens de sua carreira. Ou senão, o mais sombrio. A minissérie brasileira As Noivas de Copacabana (de 1992) retorna hoje à tela da Globo a partir das 23h00, como parte das comemorações de seu cinquentenário. Tendo parte do projeto Luz, Câmera, 50 Anos, o drama de 16 episódios será apresentado de uma vez nesta noite em formato de telefilme. Como a Globo vem apresentando durante este mês com algumas outras produções da emissora carioca.

Para quem ainda não teve a oportunidade de assistir, a história conta sobre o serial killer Donato Menezes (vivido por Falabella), que por uma certa razão é obstinado por mulheres vestidas de noiva. Sem deixar vestígios de suspeitas, Donato trabalha como restaurador de obras de arte e é noivo da bela Cinara (interpretada por Patrícia Pillar), por quem tem dificuldades de se relacionar.

Mantendo uma vida dupla, Donato investe no mal procurando anúncios de vestidos de noivas colocadas nos jornais, com a finalidade de aproximar-se delas e conquistá-las. Independente de suas classes sociais. Ele ceifa suas vítimas ao pedir para que elas vistam como noivas, em momentos românticos, e as executam de forma inescrupulosa.

Miguel interpretou Donato como nenhum outro jamais poderia, pode ou poderá realizar nesta vida. Sem dúvida alguma, ele era o ator certo para dar vida ao personagem. É impressionante a atuação passada por ele. Ora Falabella era um pacato cidadão que tocava seu trabalho e seus problemas, ora afluía sua fria psicopatia demoníaca. Um exemplo perfeito de vilão que não se perdia nas suas próprias mentiras. Era um calculista perfeito e que talvez nenhum outro foi tão bem atuado como Falabella atuou. O ator é mais que um verdadeiro mestre do improviso. Um multitalentoso ímpar como nunca veremos igual na teledramaturgia nacional.

Curiosamente, a única falha na trama é por algumas datas do ano de 1989 (época onde a história é contada) não baterem com os dias da semana que caíram naquele calendário. Um furo de roteiro curioso, se formos analisar. Claro que isso não é nada que venha a estragar o desenvolvimento. As Noivas de Copacabana é uma obra que vale a pena ser acompanhada e apreciada, tanto pela trama quanto pela desenvoltura de Miguel.

Jamais haverá outro vilão tão bem construído nas séries brasileiras como Donato Menezes.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Pitaco - Rebobina estreia com momentos contrangedores

DJ Zé Pedro e seus convidados do primeiro episódio (Foto: Divulgação/Viva)

Depois de muita divulgação, finalmente estreia no Canal Viva o programa Rebobina, apresentado pelo DJ Zé Pedro. O mesmo que dividiu espaço com Adriane Galisteu nos programas Superpop (1999~) e É Show (2000~), respectivamente nas emissoras RedeTV! e Record. O programa tem como objetivo desenterrar determinados assuntos da gloriosa e longínqua década de 80.

E o primeiro de cinco episódios, que foi ao ar nesta quarta (14), teve alguns momentos acima do trash. O que foi Zé Pedro fazer chamada para o break comercial e começar a dançar de repente o tema principal do filme Flashdance, "Flashdance... What a Feeling" da cantora Irena Cara? Algo estranho. Mais bizarro ainda foi quando em seguida a cantora Silvia Machete jogou um balde com confetes no apresentador. Nonsense puro.

O cúmulo da tosquice mesmo foi um quadro onde os convidados tiveram que fazer confissões (a la polícia) quanto à coisas que eles fizeram na época e tem guardam vergonha nos dias de hoje. Quem caiu vermelho mesmo foi Nelson Freitas quando disse que já usou gravata de croché. Ok, quem precisa saber ou tentar se lembrar desse tipo de coisa? Mico total. Sem contar que a atriz Letícia Spiller ficou visivelmente sem jeito em toda a edição e se perdia em alguns casos. Ela tentava dar uma disfarçadinha, mas não deu.

Fora isso, o programa tem uns pontos legais. Debateu momentos da chamada "geração dourada" e destacou músicas como "Menino do Rio" de Baby do Brasil e filmes com as participações do ator André De Biase, por exemplo - incluindo a série de TV Armação Ilimitada. O problema é que o programa tem duração de meia hora e tudo é muito rápido. Poderia ter o dobro do tempo como foi naqueles episódios especiais do extinto Reviva em 2012.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Guerra Lendária de Power Rangers decepciona amargamente

Jason David Frank de volta como Tommy Oliver

Nem foi ao ar ainda pelo Cartoon Network brasileiro e já saiu a versão dublada do final de Power Rangers Super Megaforce na internet. Lá acontece a tão esperada e comentada Legendary Battle, que nada mais é que a versão americana da Legend Taisen ocorrida na série japonesa Kaizoku Sentai Gokaiger (de 2011).

[SPOILERS]

Fazendo uma comparação básica, a guerra americana dos Rangers foi um fiasco só. Não teve a mesma emoção quanto aquela que homenageou todos os Super Sentais de até então. Nem precisa ser assíduo às duas últimas temporadas (incluindo o Megaforce) que quem manjar - de pelo menos das versões originais - percebe que a Saban deu aquela forçada de barra na história. 

Tipo, os Rangers aparecem reunidos para enfrentar os soldados e fim. Nem cito sobre a luta entre os Rangers contra The Armada por ser outro assunto. O foco é quanto à reunião que ficou apenas para o final. Tudo sem graça e nonsense. Sem contar podemos ver alguns furos como o "Ryu Ranger" (de Dairanger) surgir do nada no meio dos Rangers oficiais (americanos). Os Alien Rangers (Kakuranger) também entraram de gaiatos do acaso. Fora a luta ser resolvida pelo tiro dos canhões e o mais estranho: a saída dos Rangers lendários como o mesmo efeito que descreveu o sacrifício dos poderes dos Super Sentais na Legend Taisen.

Resumindo: Nem precisava ter essa "guerra" (que de assustadora não teve absolutamente nada). Melhor dizendo, não precisava ter uma adaptação de Gokaiger. A série dos tripulantes do Gokai Galeon é inadaptável por natureza. Veja bem, aqui não é um papo de "saudosista-mancheteiro". Gosto sim de Power Rangers e curto a fase clássica da Saban (de Mighty Morphin até Força do Tempo) com todos os defeitos que tem. Mas Power Rangers Super Megaforce, juntamente com Power Rangers Samurai/Super Samurai, são exemplos de uma ousadia atrevida da detentora americana em querer ganhar lucro criando subtramas por cima de séries que tinham raízes próprias. O resultado é intragável. Talvez a temporada campeã em furos de edição. Ou o que é, por exemplo, aquele take cortado da Ranger Key do "Change Dragon" e logo em seguida ter um "Red Mask" no lugar?

Sobre a dublagem, as vozes do elenco principal são horríveis. Não combina em nada. Imagine então ouvir as vozes de Tommy, Wes e Cassie modificados? Melhor seria se os trabalhos ainda estivessem sendo feitos no Rio de Janeiro.

Enfim, Power Rangers Super Megaforce e principalmente está "batalha lendária" são coisas pra serem esquecidas pra todo o sempre.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Em Cross Ange, Tusk prova que pode ir mais na trama

O beijo entre Tusk e Ange

E foi mais ou menos assim no episódio 14 de Cross Ange: Tenshi to Ryuu no Rondo deste fim de semana. Tusk provou que pode ir mais além do que um personagem, digamos, "filler". Foi bom vê-lo sair daquele lado hentai da coisa e ter seu lado emotivo explorado.

[SPOILERS]

Antes de qualquer coisa, tem explicação aquele salto no tempo para mais de 500 anos no futuro? Como aconteceu isso? De repente vemos Ange, Tusk e Vivian (que foi transformada em um DRAGON há dois episódios atrás) num mundo devastado por uma guerra mundial. A sétima pra ser mais exato. E de início faz parecer que eles são os únicos sobreviventes na Terra.

O momento ápice do episódio da semana foi o diálogo entre Ange e Tusk sobre seus passados, frustrações, medos e aprendizados. Deu pra ver que loira meio que queria se atirar para o rapaz, que até pouco tempo dava uma de trapalhão pra ter a desculpa de dar uma "beliscadinha" nela ou mesmo cair de cara naquela parte acolá.

Teve o tal beijo entre eles. Não esperava que fosse tão cedo. Ou melhor, nem esperava isso. A possibilidade disso acontecer era mínima e nem me pergunte o por quê. A verdade é que Tusk mostrou que tem potencial para seguir na série a ponto de ser marcante para a trama. Provavelmente ele permaneça por mais tempo neste cours de inverno ao lado da nossa heroína.

Quanto ao salto no tempo, talvez o tal Embryo esteja relacionado ao fato. Tomara que o rumo não se perca até o final.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Em Kamen Rider Drive, Medic promete como trunfo da vilania

A Roidmude renascida

Que Go Shijima, o Kamen Rider Mach, pode surpreender, é um fato. Afinal, assim como os demais Riders secundários, ele pousa de canastrão, mostra seus poderes e acaba surpreendendo mais que o próprio herói principal. Normal. Como o novo herói vai se desenvolver já são outros quinhentos.

Quem deve surpreender mesmo é a nova vilã da série, a Medic. A Roidmude acordou depois de ter adormecido por um certo período. Não se sabe bem os motivos ainda. Só em ela ter poderes para ressuscitar os monstros derrotados pelo Kamen Rider já é algo para se apostar alto nela. Verdade, ela mal apareceu. Mas não dá pra negar que isso pode dar um trabalhão para os heróis e complicar a vida deles.

Espero que Medic fique pelo menos até os últimos episódios de Kamen Rider Drive. Tem tudo para crescer futuramente, assim como Kiriko e Chase também podem.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

5 motivos para assistir Dog Days

Os protagonistas de Dog Days

Neste sábado (10) começa no Japão a terceira temporada do anime Dog Days, intitulado como Dog Days'' (Dog Days Double Dash). Listo aqui alguns pontos que considero importantes para se acompanhar esta divertida e singela série:

1) História - Lembra um pouco animes antigos como As Guerreiras Mágicas de Reyearth pelo fato do protagonista Cinque Izumi ser transportado para um mundo mágico. Sim, tem uns lances "kawaii" e até "moe" no meio (sim, senhor), mas Dog Days é muito mais que isso. De cara, a história cativa o telespectador desde o primeiro episódio, pelo ritmo aventureiro.

2) O herói - Cinque Izumi é um esportista nato que é convocado para ser o yusha e defender a República de Biscotti, no mundo de Flonyard. Impossível de não gostar deste que, além de possuir grande bravura, é um personagem querido pelas garotas que estão em sua volta. Cinque também fica encabulado quando alguma de suas companheiras perde a batalha. Só mesmo assistindo para entender o real motivo.

3) A princesa - Millhiore, a himê-samá de Biscotti, é o tipo de personagem graciosa que todo herói gostaria de proteger. A relação entre ela - que também é cantora de sucesso - e Cinque é simples e ao mesmo tempo forte. Porém este ponto ficou meio confuso no final da primeira temporada e "esclarecido" durante a segunda temporada intitulada Dog Days' (Dog Days Dash).

4) Seiyus (dubladores) - Aqui temos alguns nomes famosos de anime e tokusatsu. Começando por Mamoru Miyano (a voz de Ultraman Zero) que disfarçou bem ao interpretar um garotinho de 13 anos (Cinque); Yui Horie (a Wagon de ToQger) que também dá a sua palinha como cantora. Outros destaques ficam para Nana Mizuki (a Ange de Cross Ange) como Nanami Takatsuki e Ricotta Elmar; Ami Koshimizu (a Ryuko Matoi de Kill la Kill) como Leonmitchelli "Leo" Galette des Rois; e Maaya Uchida (Hiroyo Hakase de Akibaranger) como Lesa Anrobe. Nana Mizuki e Yui Horie também cantam, respectivamente, os temas específicos de abertura e encerramento das duas primeiras temporadas.

5) Simplicidade da trama - Dog Days é uma história fácil de ser compreendida e acompanhada. Seus poucos momentos dramáticos são leves. A primeira temporada é a mais importante, até o momento, devida à guerra que difere do nosso mundo real. Na segunda, o lado "kawaii" prevalece mais e conta com novos e fortes personagens. O que prevalece mesmo em Dog Days é o carisma. Não é lá um grande anime, mas tem o seu valor. Diversão garantida. Me atrevo a dizer que se houvesse um espaço na TV brasileira, certamente cairia bem como uma luva num "Band Kids" da vida... desde que fosse ao ar após às onze da noite.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Atentado contra Charlie Hebdo retrata a irresponsabilidade jornalistica

Charlie Brown sendo associado ao nome da agência

Que o massacre contra o jornal francês Charlie Hebdo foi uma barbárie, isso é incontestável. Muitos estão se manifestando pela imprensa internacional sobre "ferir a liberdade de expressão". Daí eu pergunto: onde ficava a liberdade religiosa quando a agência atacava com suas charges? Antes do crime cometido pelo estado islâmico, é preciso que se diga que os cartunistas também não foram nada inocentes em suas "artes" medíocres.

Os mesmos sabiam dos riscos que corriam ao mexer com o islã, além de religiões cristãs e judaicas. Sabemos que o islã tem os seus fundamentalistas e eles jamais perdoariam atos como estes. Mesmo com as ameaças que levaram ha alguns anos, o jornal Charlie Hebdo seguiu em frente com suas brincadeiras insanas e descabidas.

Entenda, não estou dizendo que os extremistas tiveram razão nisso. Terrorismo é terrorismo. Estes fins jamais justificarão os meios, por quaisquer quer que sejam. Em suma: os cartunistas colheram o que plantaram. Afinal, não havia necessidade de um jornal dizer que tem direito de expressividade ao desrespeitar a fé alheia. É aí que entra a confusão de "liberdade de expressão" com libertinagem expressiva. Que poderia ser facilmente derrubada pelo ditado que diz que o direito de um termina quando começa o do outro.

O mais vergonhoso é ver um país como a França ter que conviver com este capítulo sombrio e carregar um fardo na história por uma travessura absurda. Por mais que os seguidores do jornal clamem por uma liberdade que já havia sido perdida.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Hey tokufã, admita: você também é otaku

Nobuo Akagi: herói admirado, exemplo esquecido

E começo o ano assim: chutando o balde. Tentando quebrar uns tabus como faço aqui de vez por outra neste espaço, quando coisas absurdas acontecem e aparecem. Um puxãozinho de orelha pra acalmar os ânimos e mostrar que nem tudo é tão definitivo quanto alguns pensam. O assunto em questão é sobre algo que há tempos me incomoda e, de certa forma, me intriga às vezes. Sabe quando você cresce assistindo anime e tokusatsu, aprende a continuar vendo antigas e novas séries e daí alguns fãs do mesmo gênero que você diz que "não é otaku" por não ser fã de Naruto? Isso sempre soou estranho pra mim, que convive com este nicho desde a infância. Ainda mais quando já ouvi por várias vezes as seguintes afirmações: "sou tokufã e não sou otaku" ou "odeio naruteiros e viva aos tokusatsus". Coisas contraditórias que aparecem por conta do campo das ideias.

Então, é preciso que se diga que todo e qualquer tokufã também é otaku. Uma vez que isso - querendo ou não - sempre esteve arraigado na cultura pop japonesa que tanto curtimos, amamos e admiramos. Afirmações contrárias como citei são absurdas e não tem cabimento. Vamos entender a retórica: o termo "tokufã" é um informal criado aqui no Brasil há cerca de 10 anos atrás, lá nas comunidades da não tão saudosa rede social Orkut. Em tempo, nunca existiu esse termo no Japão, já que "toku" possui outro significado. Sendo que tokusatsu é a junção das palavras  "Tokushu Kouka Satsuei", que traduzindo seria "filmes de efeitos especiais". Nada contra o termo adotado por aqui, por mais que o "prefixo" não seja genuíno. O que no Japão - e em outro país qualquer que tenha amantes da cultura pop japonesa - o termo mais correto/apropriado e não menos específico usado para tal é o mesmo tradicional e antigo "otaku". Não tem "bom" nessa história não. (rsrs)

Sinceramente eu não entendo de onde surgiu essa aversão toda com o termo e não sei quem criou tamanha sandice pela net afora em querer segregar as duas esferas e montar uma rinha entre fãs. Principalmente quando em certas regiões de nosso Brasil se associa otakus somente pela nova geração (adolescente) de fãs e daí surtem as indiferenças e choques de gerações. Coisa intragável. Tudo bem que no Japão a palavra seja pejorativa e esteja tipicamente ligada a qualquer hobby pessoal. Comumente conhecida entre animes, mangás e derivados. Fora outros nichos que não se enquadram nesta esfera. Mas qual a necessidade de separar hobbies de um nicho industrial que nunca foi desunido no Japão?

No Brasil, a aversão está mais atrelada à algumas disputas nonsenses, bobas e sem cabimento. É aquela velha briga pra ver quem é o melhor: se Cavaleiros do Zodíaco ou Naruto. Se Dragon Ball ou Bleach. Ou até mesmo se Super Sentai ou Power Rangers. Ou pior: se Sailor Moon ou Patrine. Se Jiraiya da Toei ou Jiraiya do Naruto, dentre outros "debates" furados. Enfim, uma briga pra saber quem é quem e qual a cultura mais "forte/evoluída/superior" que a outra. Não existe isso no Japão. Por que então deveria ter justamente aqui no Brasil? Percas de tempo como essas deveriam ser investidas em pesquisas mais aprofundadas sobre a cultura pop japonesa e suas curiosidades. Isso, não existe outro termo mais correto: falta de pesquisa. E digo mais: alguns ainda carecem de humildade, maturidade, bom senso, ética, cultura, leitura e compreensão maior por parte de alguns para averiguar mais os fatos e deixar o achismo e os malditos boatos de lado. Claro que não são todos os fãs de ambos os lados, obviamente. É triste como a tecnologia facilita o acesso à pesquisas e poucos são os que sabem realmente usar de tais ferramentas.

No Japão, todo otaku é irmão e não existe distinções entre gerações X e Y ou que quer que seja. Cada um curte o seu hobby, o seu anime, o seu tokusatsu e segue a vida. Todos se respeitam e não existe espaço pra briguinhas medíocres como se leva em nosso país. Então por que no Brasil teria que ser diferente? Por que somos mais "superiores" ou por que há alguma ovelha negra querendo se rebelar criando caos e falsos conceitos na web? Lá na terra do sol nascente não existe animes/tokusatsu disputando entre si, e sim os favoritos de uma determinada época, gênero, ano, temporada, etc. Enquetes salutares.

Sou fã de anime e tokusatsu sim e não me envergonho disso. Abaixaria minha cabeça se caso eu roubasse, matasse ou prostituísse. E o que nos faz sermos otakus? Simplesmente o hobby (gosto/interesse/fascínio) por assistir estas séries japonesas. Posso não ser estereotipado e nunca precisei usar bandanas/orelhinhas de coelho pra provar isso a ninguém. Faria sim um cosplay de anime e tokusatsu se tivesse tempo para me dedicar. E daí? Qual o problema? Estaria errado eu? Além do mais, assim como tenho minhas preferências nipônicas, tenho também as minhas ocidentais. Quem acompanha o blog há longa data, sabe disso. Não é porque curto anime e tokusatsu que isso me faz amar somente a tudo o que vem do Japão. E como blogueiro, analiso pontos positivos e negativos das histórias que acompanho. E sem essa de não assistir porque outra pessoa vi e não gostou.

Quanto à comportamentos, não vou me deter a isso e deixo pra quem "queima o Judas" da vida alheia. Cada um tem o seu estilo de vida e ninguém tem nada com isso. Pronto, este é o ponto onde muita gente se confunde. Não é porque uma pessoa chegou a "casar" com uma personagem de anime que todos tem que por obrigação ser assim, pagar na mesma moeda e serem generalizados/discriminados de qualquer jeito. E veja lá o que se sofre pelo simples fato da preferência por desenhos e seriados nipônicos, né? Paciência. Particularmente falando, não estou nem aí pra que os outros venham falar ou criticar sobre mim quanto assistir às séries japonesas e muito menos quanto às minhas obrigações. Caso contrário, que a oposição pague minhas contas e lave minhas roupas. Antes que me perguntem, não sou fã de Naruto e não tenho nada contra quem curte. E um "naruteiro" não é o único sinônimo de otaku, até porque no Japão a popularidade dos animes (principalmente aqueles madrugadões) é muito mais diversificada e menos, digamos, saudosista que o Brasil.

Ser "tokufã" não é o problema. O problema está na incoerência e no radicalismo em querer desassociar uma gama que é nativa por natureza da cultura otaku. Seria o mesmo que tentar ser "ultra jovem" quando se era criança. Um causo dos próprios seres humanos que tendem a sempre complicar o que nasceu para ser descomplicado - porém incompreendido por leigos. Ora, se vamos a um evento de animes e lá também tem programação/cosplays/produtos ligados a tokusatsu, por que isso não seria coisa de otaku? O que seria então? Isso por acaso é imoral, ilegal ou engorda? Ser fã de tokusatsu e dizer que não é otaku é o mesmo que renegar as raízes daquela certa cultura adquirida.

E para aqueles que dizem que "não existe tokufã-otaku", façam o seguinte: sigam o exemplo de Nobuo Akagi (da foto acima), o Akiba Red da série Akibaranger. Não precisa necessariamente ser um desengonçado e ter uma enciclopédia cerebral de Super Sentai. Simplificando o fatorial: ele curtia tokusatsu e tinha seus animes favoritos. Assim como muitos fãs de tokusatsu tem os seus. Sem contar que ele passeava pelo famoso bairro dos otakus: Akihabara. Afinal, quem de nós não gostaria de andar por lá e comprar algo relacionado a tokusatsu, hein? Certo ou errado? Caso contrário, esqueça qualquer hobby da vida, que a caverna fica logo ali na esquina. (rsrs)

Ser otaku é o equivalente a ser um nerd, um geek, um tekker, etc. E isso não é mal nenhum. Moral da história: o caso chega a ser involuntariamente um preconceito descabido de otakus contra otakus, cuja a insistência em existir é patética. Essas briguinhas e pensamentos pequenos tem mais é que voltar pro mundo que merecem. Já parou pra pensar se esses extremismos todos que vemos por aqui acontecessem no Japão? Seria um caos, né? Incrível como bons exemplos de educação dos nossos amigos do outro lado do mundo não são seguidos por todos como se deveria. Triste realidade.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Retrô Files - Viagem ao Fundo do Mar, o filme mais agressivo que o Aquecimento Global

Depois de um longo hiato, a seção Retrô Files está de volta para repensar filmes que jamais devem sair da memória. Retorno falando sobre um grande clássico dos anos 60. O filme


Viagem ao Fundo do Mar está em cartaz na programação do canal Telecine Cult (da programadora Globosat), com opção da dublagem original. O filme é uma das grandes obras do saudoso diretor Irwin Allen (1916-1991) e deu origem à série de TV de mesmo título naquela década longínqua.

Tudo começa quando o possante submarino do governo americano USOS Seaview (e não "civil" como muitos pensavam) navegava pelo Oceano Ártico em uma viagem especial. O Seaview foi criado e desenvolvido e comandado pelo Almirante Harriman Nelson (interpretado por Walter Pidgeon; 1897-1984). Ao seu lado ele contava com o Capitão Lee Crane (1917-2006).

A missão de destino era o Polo Norte. Ao avistarem o local, toda tripulação é surpreendida por uma fortíssima onda de calor e, consequentemente, um derretimento de geleiras. A situação agravante anunciava que a Terra estava envolta pela grande coroa de fogo conhecida cientificamente como o Cinturão de Val Allen. A humanidade estaria com os dias contados para um armagedon infernal.

Nelson, juntamente com seu comodoro Lucius Emery, criam um calculado plano para disparar um míssil atômico, com dia e hora precisos, para dispersar as ondas do tal fenômeno, antes que cause a extinção da raça humana. A dupla é duramente questionada pela ONU e sofre todo o tipo de pressão mundial, já que acredita-se que tal cartada não poderia surtir efeitos.

Viagem ao Fundo do Mar foi produzido pela 20th Century Fox, sob a direção do gênio Irwin Allen. Teve uma boa repercussão com seu lançamento em 12 de julho de 1961, o que lhe rendeu uma série televisiva (com outros atores) entre os anos de 1964 e 1968 - com quatro temporadas. É um cinema-catástrofe que equilibra entre o drama e a corrida contra o tempo. Com poucos efeitos especiais no enredo, a ação de Viagem ao Fundo do Mar vale pelas cenas aquáticas feitas em estúdio. O ataque de um polvo gigante contra o Seaview já diz por si só a grandeza desta obra. Uma cena simplesmente incrível que faz qualquer aficionado pelo gênero ficar admirado. Curiosamente, a cena do Seaview passando pelas minas já foi reaproveitada na série de TV. Não apenas a cena como também a própria miniatura do clássico submarino.


Da esq. para dir., Almirante Nelson e Capitão Crane originais

De certa forma o filme serviu como "piloto" de uma série que em episódios isolados enfrentavam casos policiais, extraterrenos, sobrenaturais, etc. E tudo se deve a genialidade de Irwin Allen (in memorian; 1916-1991) famoso por outras famosas séries do gênero sci-fi que fizeram a cabeça da juventude sessentista de todo o planeta com Perdidos no Espaço (1965-68), Túnel do Tempo (1966-67) e Terra de Gigantes (1968-70). Não foi a toa que foi reconhecido como o melhor produtor de ficção-científica dos anos 60. Allen também foi popular por produzir outros filmes de cinema-catástrofe como O Destino de Poseidon (1972) e Inferno na Torre (1974).

Alguns destaques ficam com: a atriz britânica-americana (nascida no Japão) Joan Fontaine (1917-2013) como a Dra. Susan Hiller. A única que conseguiu levar o Oscar - de melhor atriz - pelo filme Rebeca, a Mulher Inesquecível (1940). Thriller dirigido por Alfred Hitchcock (1899-1980); Peter Lorre como Lucius Emery, que viveu o vilão Le Chiffre na primeira versão de 007 - Cassino Royalle (1954); O cantor norte-americano Frankie Avalon como Denny Romano. A atriz Barbara Eden, nossa eterna "Jeannie é um Gênio", também brilhou como a tenente Cathy Connors. Ela também foi casada com outro ator do elenco, Michael Ansara (1922-2013), que interpretou Miguel Alvarez. O único ator a reprisar papel foi Del Monroe (1936-2009), que interpretou o Kowalski tanto na longa-metragem quanto na série de TV.


USOS Seaview

Kasumi Yamaya, a musa dos Super Sentais deste ano

Entra ano, sai ano e quase sempre tem aquele balanço entre fãs pra ver qual a atriz japonesa que pode se destacar nas séries de tokusatsu. Como é início de ano, os olheiros ficam atentos


Kasumi Yamaya promete
"maltratar" corações em 2015
com as atrizes de Super Sentai. Dentre a preferência está a atriz Kasumi YamayaA pequena viverá a personagem Kasumi Momochi/Momoninja no 39º Super Sentai, Shuriken Sentai Ninninger.

Recentemente ela completou 18 aninhos no último dia 26 de dezembro. Medindo 1,58m e tendo seu tipo sanguíneo O, Kasumi já passou por outros trabalhos nos tokusatsus. No final de 2012 apareceu nos cinemas japoneses com o filme Kamen Rider × Kamen Rider Wizard & Fourze: Movie Taisen Ultimatum, interpretando Rumi Komaki (membro do clube Kaijin Domei). Mais recente ainda esteve no filme Uchuu Keiji Shaider NEXT GENERATION, vivendo o papel de Hilda Gordon.

O trabalho de Kasumi é extenso na TV. Aos 11 anos estreou no J-drama CHANGE, pela Fuji TV em 2008. Como destaque no gênero, atuou como a personagem coadjuvante Satomi Ishikawa nas séries Itazura na Kiss - Love in Tokyo e Itazura na Kiss 2 - Love in Okinawa. Ambas as séries podem ser vistas no Brasil via Crunchyroll.

Ainda é cedo pra saber como será a personagem em si. Se graciosa como Gokai Pink e Kyoryu Pink, por exemplo. O que se dá pra dizer é o seguinte: Kasumi é de longe o colírio dos super esquadrões em 2015. E certamente irá pintar um vídeo idol da moça logo logo.

Não duvide se a musa de repente "machucar" (com jeitinho) corações marmanjos e daí saírem declamações apaixonadas e suspiros românticos. Anotem o que eu digo.

O futuro chegou! Bem-vindos a 2015

Present time: 2015

Enfim, estamos em 2015. Um ano bastante esperado, principalmente para os fãs e amantes da trilogia De Volta para o Futuro. Depois de um "recesso" de fim de ano, cá estou de volta para atualizar este blog. 2014 foi um ano de momentos legais e marcantes para a cultura pop. Pra mim, a breve passagem de 24 Horas: Viva um Novo Dia e os 20 anos d'Os Cavaleiros do Zodíaco foram os momentos ápices.

Neste ano estou no aguardo da primavera japonesa (outono brasileiro) para as estreias dos animes Os Cavaleiros do Zodíaco: Soul of Gold e Digimon Adventure Tri. Ambas são continuações de animações que fizeram parte de minha infância e adolescência, respectivamente, e quero acompanhá-los e me aprofundar mais e mais nestes dois universos. Claro, sem deixar de acompanhar os principais animes da atualidade e caçando antigos e recentes títulos da animação japonesa para assistir e agitar os meus fins de noite da minha "Manchete" particular. Afinal, sempre é bom explorar novas e velhas histórias pra não ficar na ferrugem, né? (rsrs) O universo dos animes é bastante vasto e precisa ser divulgado para aqueles que, por algum motivo, ainda estão presos no tempo e acham que o gênero está "minguando em conteúdo". Pra isso continuarei tecendo minhas recomendações e balanços das produções que hei de assistir.

2015 será um ano interessante também para os tokusatsus, para as séries americanas, para o cinema, e o que mais de interesse vier a nos distrair nas horas de lazer. Um ano a se comemorar e repensar nostalgias. Logo logo vamos bater parabéns para os futuros trintões do ano: Jaspion e Changeman. Duas séries que marcaram gerações de muitos marmanjos (como eu) e que abriu um leque de outras séries japonesas em nosso país a partir dos anos 80. Falando nos heróis, no final do mês estarei ao lado dos meus companheiros do Grupo Henshin Gattai para palestrar sobre Jaspion e Changeman no SANA Fest 2015, aqui em Fortaleza-CE nos dias 24 e 25 de janeiro. Ainda sobre tokusatsu, o Universo Ultra está em acensão no Brasil devido a chegada de séries e filmes nas plataformas de streamings. Com calma vou acompanhando e passar minhas impressões no momento certo. E ainda também sobre nostalgia, irei falar - a qualquer hora - sobre uma antiga novela (global) que também completa décadas e que estarei a rever em breve. Por que não? Por enquanto, deixo uns "cinco minutos" de suspense.

Que o ano do futuro seja um dos melhores e que venham boas surpresas pra todos nós. E vamos que vamos. Peguem seus hoverboards e... ao ataque!